Posts Tagged ‘Sistema Plantio Direto’

Vamos falar dos benefícios do plantio direto para a cultura da soja?

sexta-feira, setembro 29th, 2017

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De acordo com a Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, a produtividade m√©dia da safra de soja 2016/17 √© de 52 sacas por hectare. Entretanto, traremos neste post mais um exemplo de que cultivar a sustentabilidade na agricultura d√° resultado! A Fazenda Dois Irm√£os, localizada em Navira√≠/MS, adotou o plantio direto na √ļltima safra e as vantagens s√£o percept√≠veis quase que imediatamente: produtividade m√©dia alcan√ßando 65 sacas por hectare.

Alexandre Maschietto, agr√īnomo e gerente da propriedade, explica que al√©m da soja a propriedade tamb√©m tem lavoura de milho e sistema ILPF (Integra√ß√£o Lavoura-Pecu√°ria-Floresta) com bovinocultura. J√° o sistema plantio direto foi adotado h√° pouco mais de um ano e seus primeiros resultados foram observados logo nessa safra. (mais…)

Cobertura vegetal melhora produção de capim em consórcio

sexta-feira, abril 21st, 2017

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Muitos produtores devem se perguntar se existe a necessidade de adubar o capim consorciado (como a braquiária ruziziensis). Para por fim nesse questionamento o Instituto de Zootecnia (IZ), da Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (Apta), localizado em Nova Odessa/SP está há mais de três anos pesquisando a respeito e os resultados já observados são satisfatórios.

As pesquisas se norteiam sobre o quanto a aplica√ß√£o de cobertura pode fazer a diferen√ßa na produ√ß√£o de forragem em √°reas de pastagens com algum n√≠vel de degrada√ß√£o. A resposta est√° no aumento de 40% na produ√ß√£o de mat√©ria seca p√≥s-desseca√ß√£o do capim. (mais…)

Algod√£o: como aumentar sua produtividade?

terça-feira, novembro 29th, 2016
Campo de pesquisa da Embrapa, localizado na - Imagem: Fabiano Perina/Portal DBO.

Campo de pesquisa da Embrapa, localizado no campo experimental da Fundação Bahia РImagem: Fabiano Perina/Portal DBO.

Uma pesquisa da Embrapa, que está sendo realizada no campo experimental da Fundação Bahia, está comprovando que o uso de plantas de cobertura pode elevar a produtividade do algodoeiro em até 30% em comparação ao sistema tradicional de cultivo, a monocultura. O estudo quer demonstrar os benefícios das plantas de cobertura na melhoria dos atributos físicos e químicos do solo, o que resulta em melhor aproveitamento da água e maior produtividade da fibra para a cultura comercial.

J√ļlio Bogiani, respons√°vel pela condu√ß√£o da pesquisa, ressalta os benef√≠cios das plantas de cobertura para a conserva√ß√£o do solo e da √°gua, mantendo a produ√ß√£o superior, mesmo em condi√ß√Ķes adversas. A regi√£o Oeste da Bahia, segundo o pesquisador, vem sofrendo ao longo dos √ļltimos anos com os veranicos prolongados, o que est√° ocasionando a perda de produtividade das lavouras de algod√£o. (mais…)

Brasil capacita países africanos para o cultivo de algodão!

quinta-feira, outubro 13th, 2016
Retrato de uma das Unidades Comunit√°rias de Aprendizagem do Projeto C-4 - Imagem: Embrapa.

Retrato de uma das Unidades Comunit√°rias de Aprendizagem do Projeto C-4 + Togo – Imagem: Embrapa.

O final de agosto foi marcado pela reuni√£o de pesquisadores do Brasil, Benin, Burkina Faso, Chade, Mali e Togo em Mali (√Āfrica) para a partilha dos resultados de pesquisa envolvendo o cultivo do algod√£o em sistema plantio direto. A a√ß√£o iniciou a 2¬™ fase do projeto de¬†Fortalecimento tecnol√≥gico e difus√£o de boas pr√°ticas agr√≠colas para o algod√£o nos pa√≠ses do C-4 e Togo, desenvolvido pela Ag√™ncia Brasileira de Coopera√ß√£o em parceria com a Embrapa.

O algodão é uma das mais fortes culturas agrícola desses países africanos, porém é preciso incrementar sua produtividade favorecendo uma situação saudável do solo e gerar também a sustentabilidade alimentícia do sistema produtivo, afirmou o o coordenador do projeto Cotton-4 + Togo, José Geraldo Di Stefano.

Ainda neste ano outras reuni√Ķes acontecer√£o com o objetivo de capacitar multiplicadores com √™nfase em tr√™s pilares do projeto: o sistema plantio direto, o manejo integrado de pragas e a planta do algodoeiro. (mais…)

15¬ļ Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha!

sexta-feira, setembro 9th, 2016
Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

Goi√Ęnia foi a cidade escolhida para sediar a 15¬ļ edi√ß√£o do Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha. O evento ser√° realizado entre os dias 20 e 22 deste m√™s no Centro de Eventos da Universidade Federal de Goi√°s (UFG) ‚Äď Campus Samambaia. A realiza√ß√£o fica por conta da Federa√ß√£o Brasileira de Plantio Direto e Irriga√ß√£o (Febrapdp), da Universidade Federal de Goi√°s (UFG) e da Embrapa Arroz e Feij√£o.

Reunindo p√ļblico de pesquisadores, professores, alunos de agronomia, t√©cnicos e extensionistas rurais, produtores e consultores de todo o Brasil, o Encontro nortear√° seus trabalhos enfocando o temaPalha, Ambiente e Renda”. Ser√£o apresentados as a√ß√Ķes de pesquisa e pr√°tica referentes aos sistemas de produ√ß√£o agr√≠cola, meio ambiente e gera√ß√£o de renda. Outros subtemas abordar√£o diversifica√ß√£o de esp√©cies agr√≠colas e a minimiza√ß√£o do intervalo de tempo entre colheita e semeadura.

Miguel Daoud, analista financeiro do Canal Rural, ser√° o respons√°vel pela confer√™ncia de abertura “oportunidades e desafios do agroneg√≥cio“. Durante o eventos seis pain√©is ser√£o apresentados: corre√ß√£o de solo e mat√©ria org√Ęnica para implementa√ß√£o do plantio direto; situa√ß√£o do SPD no Brasil; sistema de plantio direto e os sistemas integrados de produ√ß√£o; boas pr√°ticas e racionaliza√ß√£o de insumos na agricultura; manejo da biologia em agroecossistemas; manejo de estresse h√≠drico em lavouras com alta tecnologia. (mais…)

Sistema ILPF na agricultura familiar paraense!

quarta-feira, agosto 24th, 2016
√Ārea consideradas improdutivas s√£o recuperadas pela ado√ß√£o do Sistema ILPF - Imagem: Gladyz Martinez/Embrapa.

√Ārea consideradas improdutivas s√£o recuperadas pela ado√ß√£o do Sistema ILPF – Imagem: Gladyz Martinez/Embrapa.

A Embrapa Amaz√īnia Oriental apresentou, em meados de junho, o primeiro sistema Integra√ß√£o Lavoura-Pecu√°ria-Floresta (ILPF) destinado exclusivamente a agricultura familiar do Par√°. Um projeto experimental j√° foi implantando, em uma propriedade parceria da Embrapa, que serve como ponto de observa√ß√£o para os t√©cnicos e agr√īnomos da empresa.

Tal projeto abrange componentes de lavoura, pastagem, floresta e pecu√°ria dispostas na mesma √°rea, funcionando em cons√≥rcio, sucess√£o ou rota√ß√£o. Todas as tecnologias pontuadas pela Embrapa est√£o dispon√≠veis para ado√ß√£o imediata, pautando que a Amaz√īnia pode receber esse sistema na agricultura familiar e deix√°-la mais competitiva.

H√° quatro tecnologias empregadas nesses sistema que comp√Ķem o Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) e s√£o elas: recupera√ß√£o de √°reas degradadas, sistemas plantio direto, florestas plantadas, al√©m do pr√≥prio sistema ILPF.

O projeto delineado pela Embrapa √© mais uma boa not√≠cia ao desenvolvimento da agricultura familiar, contemplando a adequa√ß√£o ambiental, a viabilidade econ√īmica e valorizando o aspecto social. Esperamos que projetos desse tipo cheguem aos demais estados, pensados com o mesmo planejamento e cuidado como o que foi apresentado para os agricultores paraenses.

Fonte: EBC.

Adubação Verde no desenvolvimento sustentável da agricultura familiar

Com a chegada de tecnologias ABC √† agricultura familiar do Par√° √© v√°lido refor√ßar o papel da aduba√ß√£o verde em algumas dessas a√ß√Ķes, como na recupera√ß√£o de √°reas degradadas e no sistema plantio direto.

Saiba como a aduba√ß√£o verde ajuda cada uma dessas tecnologias acessando os conte√ļdos do site da nossa adubadora, Sementes Pira√≠.

Em especial, sobre o sistema plantio direto, indicamos a entrevista feita com Herbert e Marie Bartz que você confere clicando aqui.

Os benefícios do plantio direto!

quinta-feira, agosto 11th, 2016
Exemplo de SPD na cultura do milho - Imagem: Divulgação.

Exemplo de SPD na cultura do milho РImagem: Divulgação.

Uma pesquisa da Embrapa Cerrados apresentou seus resultados que foram publicados na Revista Nature/Scientific Reports. O tema relaciona-se com o plantio direto e a mitigação dos gases de efeito estufa. Segundo o estudo, os estoques de carbono no solo podem se equiparar, com a adoção da técnica, aos valores originais encontrados no Cerrado.

O estudo ocorreu em √°reas de agricultura intensiva do Cerrado, localizadas nos munic√≠pios goianos de Rio Verde e Montividiu. Para seu desenvolvimento foi utilizada uma cronossequ√™ncia, que facilitou o trabalho dos t√©cnicos nas observa√ß√Ķes das condi√ß√Ķes da fazenda como clima, solo e relevo, os quais foram comparados com seu hist√≥rico.

O sequestro de carbono em solos agr√≠colas √© uma importante a√ß√£o de mitiga√ß√£o do efeito estufa. Outro benef√≠cio √© visto na qualidade do solo, na melhoria de seus aspectos f√≠sicos, qu√≠micos e biol√≥gicos. Todo o trabalho foi desenvolvido em parceria com a Embrapa Arroz e Feij√£o (GO), o Centro de Coopera√ß√£o Internacional em Pesquisa Agron√īmica para o Desenvolvimento (Cirad), da Fran√ßa, o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de S√£o Paulo (Cena/USP), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade de Rio Verde (UniRV).

Uma das constata√ß√Ķes do estudo apresentou que no per√≠odo entre 11 e 14 anos, os estoques de carbono no solo sob SPD aumentaram, ficando pr√≥ximos ao que o Cerrado nativo possu√≠. Uma proje√ß√£o a partir desse e de outros resultados, permitiram aos pesquisadores pontuar que se oito milh√Ķes de hectares forem convertidos para o SPD, a taxa de sequestro de carbono no per√≠odo de 15 anos pode atingir oito milh√Ķes de toneladas/ano.

Com esses resultados em m√£os, os pr√≥ximos passos dos pesquisadores ser√£o a continua√ß√£o da avalia√ß√£o desse cen√°rio, observando sua evolu√ß√£o e partilhando novas constata√ß√Ķes sobre os benef√≠cios do sistema plantio direto na mitiga√ß√£o de gases do efeito estufa. Sem d√ļvida, temos mais uma constata√ß√£o que ir√° #adubarofuturo da continuidade agr√≠cola sustent√°vel.

Fonte: Agrolink

Adubação Verde e Sistema Plantio Direto

Você sabia que a adubação verde é uma das técnicas incorporadas ao plantio direto?

Para saber mais sobre, convidamos vocês a conhecer a entrevista feita pela Sementes Piraí com a família Bartz, Herbert e sua filha Marie, sobre os benefícios da adubação verde no SPD.

Clique aqui e tenha acesso ao material.

Adubo Verde pode reduzir derrame de 388ton/ano de herbicidas no solo de Ponta Grossa

quarta-feira, julho 13th, 2016

Quantas vezes voc√™ passou por imensos campos esverdeados pela soja, amarelados pelas espigas de milho e dourados pelo trigo e se deu conta de como estes alimentos s√£o cultivados? Certamente, esta pode nunca ter sido a sua pergunta, mas a forma de cultivo, com responsabilidade, √© apenas uma das grandes preocupa√ß√Ķes de muitos agricultores e pesquisadores. Mas como garantir uma produtividade crescente nas lavouras e ao mesmo tempo trabalhar no conceito de sustentabilidade e seguran√ßa alimentar?

H√° 30 anos pesquisando medidas para melhorar a capacidade produtiva nas terras agr√≠colas, priorizando as pr√°ticas culturais, Francisco Skora Neto, pesquisador da √Ārea de Fitotecnia do Polo Regional do Instituto Agron√īmico do Paran√° (Iapar) em Ponta Grossa, defende que o combate √†s plantas daninhas, que tanto preju√≠zo financeiro causa aos produtores, pode acontecer com o m√≠nimo volume de herbicida, apenas com o uso correto de adubos verdes.

Segundo ele, as coberturas podem ser feitas com espécies de inverno como aveia, azevém, centeio, nabo, ervilhaca, entre outras e também com variedades de verão como milheto, sorgo, crotalárias, girassol e demais, porém todas com a mesma eficiência em relação à diminuição das plantas daninhas que facilmente se adaptam aos solos, produzem sementes se disseminando rapidamente e podem se tornar resistentes aos herbicidas. A técnica consiste em utilizar os adubos verdes nos intervalos entre as culturas de renda, evitando o desenvolvimento e reprodução de plantas daninhas. O Sistema de Monitoramento do Comércio e Uso de Agrotóxicos do Estado do Paraná (Siagro), aponta que em 2015 o volume de agrotóxicos comercializado em Ponta Grossa correspondeu a 1.062 toneladas, sendo que 36,68% eram de herbicidas (388,6 toneladas).

Ao mesmo tempo em que o consumo de produtos qu√≠micos acontece de forma desenfreada, o Instituto Nacional de C√Ęncer Jos√© de Alencar Gomes da Silva (INCA), √≥rg√£o do Minist√©rio da Sa√ļde, alerta para a rela√ß√£o dos mesmos com o c√Ęncer, devido √† quantidade aplicada de agrot√≥xicos nas lavouras brasileiras equivaler a 5kg por habitante, colocando o Brasil como o maior consumidor mundial de produtos qu√≠micos, com 1 milh√£o de toneladas s√≥ em 2009.

Francisco e Henrique em área com adubo verde onde o uso de herbicida foi reduzido em um terço. Ao fundo, área sem cobertura - Imagem: Rodrigo Covolan.

Francisco e Henrique em área com adubo verde onde o uso de herbicida foi reduzido em um terço. Ao fundo, área sem cobertura РImagem: Rodrigo Covolan.

Herbicida

Uso desenfreado pode estar ligado à facilidade de aplicação

Para o pesquisador, Francisco Skora Neto, √© preciso que mais agricultores se conscientizem sobre a import√Ęncia de reduzir a aplica√ß√£o de agrot√≥xicos nas lavouras e os benef√≠cios que isto poderia trazer √† sa√ļde do consumidor final.

Ele explica que, infelizmente, muitos produtores optam pelo uso exclusivo de herbicidas pela facilidade de aplicação e seu efeito imediato. Muitos argumentam sobre o custo do adubo verde e algumas vezes a dificuldade em encontrar sementes como justificativa para não realizar a cobertura, mas numa escala d vantagens, com o tempo, os ganhos nas áreas com cobertura verde ficam evidentes.

Mas o quanto o agricultor est√° disposto a gastar com o adubo verde? Esta √© uma pergunta que cabe a cada produtor responder, tendo em vista o mal que os venenos provocam √† sa√ļde e o que a cobertura verde representa em termos de sustentabilidade com o passar dos tempos. “Se deixar a √°rea em pousio (sem semeadura), mais dif√≠cil ser√° para matar as plantas daninhas, mas se tiver cobertura verde a quantidade de herbicida usada ser√° bem menor”, diz o pesquisador.

Daninhas

Rotação de culturas evita o banco de sementes

Além da cobertura verde, outra forma de evitar a formação de banco de sementes pelas plantas daninhas é a rotação de culturas, prática cultural imprescindível no Sistema Plantio Direto, porém que vem sendo deixada de lado por parte de alguns produtores rurais.

O pesquisador Francisco Skora Neto explica que a produ√ß√£o da mesma cultura o ano todo em determinada √°rea facilita a adapta√ß√£o de daninhas, por isto a import√Ęncia do giro. Quanto mais planta invasora na lavoura, maior ser√° o gasto do produtor com herbicida e maior ser√° o desgaste do solo.

Conforme o pesquisador, quando não produzem sementes, as daninhas têm sua população reduzida a uma taxa em torno de 50% ao ano, portanto a necessidade de se voltar aos tempos passados e investir em práticas culturais como a rotação e os adubos verdes.

Pesquisador Francisco observa área com proliferação de daninhas - Imagem: Rodrigo Covolan.

Pesquisador Francisco observa área com proliferação de daninhas РImagem: Rodrigo Covolan.

Incentivo

Dia de Campo orienta sobre práticas de conservação

Apresentar as novas tecnologias e, principalmente, alertar para o uso de de boas pr√°ticas no campo s√£o ferramentas que comp√Ķem o quadro de objetivos dos dias de campo realizados, anualmente, pelo Polo Regional do Instituto Agron√īmico do Paran√° (Iapar) de Ponta Grossa.

√Č nos encontros com os agricultores que os pesquisadores, Francisco Skora Neto e Henrique Lu√≠s da Silva (√°rea de Transfer√™ncia de Tecnologia), mostram para os participantes o desenvolvimento de √°reas produtivas que recebem rota√ß√£o de culturas e adubo verde e a prolifera√ß√£o de plantas invasoras em hectares tratados exclusivamente com herbicidas.

Uma das áreas em pesquisa no Iapar recebe cobertura verde a cada intervalo entre a colheita de uma cultura e o plantio da próxima. Nesta, o uso de herbicida foi reduzido em um terço, já na que fica do lado e não recebe o adubo verde, o volume de veneno utilizado para matar o mato é bem maior a cada safra.

Fonte: Di√°rio dos Campos

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Obs: O texto de hoje √© uma reprodu√ß√£o integral do excerto de Luciana R.Brick, do portal Di√°rios dos Campos. Agradecemos e creditamos ao portal todo o conte√ļdo textual e imag√©tico postado acima.

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Conheça melhor os benefícios da adubação verde

Tal como exposto na matéria acima, os benefícios da adubação verde são comprovados pela pesquisa e prática em prol da sustentabilidade agrícola.

Voc√™ pode conferir detalhadamente todos os benef√≠cios da t√©cnica acessando o site da nossa adubadora, Sementes Pira√≠. Conhe√ßa como √© o funcionamento de cada adubo verde para variadas culturas, como o algod√£o, gr√£os e org√Ęnicos.

Leva a sustentabilidade produtiva para a sua produção, reduza gastos e forme definitivamente seu pacto por culturas mais saudáveis com o auxílio da adubação verde.

Amaz√īnia ganha ajuda de peso por meio de parceria internacional!

terça-feira, julho 5th, 2016
O Sistema Plantio Direto é uma tecnologia inclusa no Pradam - Imagem: Paulo Kurtz/Embrapa.

O Sistema Plantio Direto é uma tecnologia inclusa no Pradam РImagem: Paulo Kurtz/Embrapa.

Preservar e garantir a sustentabilidade produtiva da Amaz√īnia √© um compromisso firmado por muitas entidades brasileiras, que vem desenvolvendo a√ß√Ķes localizadas sobre produ√ß√£o agroecol√≥gica e agroextrativismo. Agora, o projeto que vai contribuir para #adubarofuturo do bioma √© fruto da parceria firmada entre a FAO (Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas para Alimenta√ß√£o e Agricultura), o MAPA e o SENAR Brasil, o Projeto de Recupera√ß√£o de √Āreas Degradadas da Amaz√īnia (Pradam).

O objetivo do Pradam √© apresentar e disseminar princ√≠pios e tecnologias de produ√ß√£o sustent√°vel, valendo-se da capacita√ß√£o de t√©cnicos multiplicadores, extensionistas e ¬†produtores em seis estados: Amaz√īnia, Acre, Rond√īnia, Maranh√£o, Par√° e Mato Grosso. Para tanto uma agenda foi delimitada, com t√©rmino em 31 de agosto, envolvendo dias de campo, eventos de sensibiliza√ß√£o e semin√°rios.

No Mato Grosso, por exemplo, ocorrer√° o treinamento, coordenado pela Embrapa Agrossilvipastoril e baseado no formato de ensino SENAR. Espera-se atingir mil pessoas, capacitando ao menos 60 t√©cnicos para atuar no Bioma. Quatro tecnologias ser√£o o cerne de todas as a√ß√Ķes: sistema plantio direto, florestas plantadas e sistemas agroflorestais, integra√ß√£o lavoura-pecu√°ria-floresta (ILPF) e recupera√ß√£o de pastagens.

O planejamento segue a todo vapor com o cumprimento da agenda em dez eventos, entre semin√°rios e dias de campo, nos seis estados que compreendem o Bioma. Ao final de agosto, os parceiros dever√£o se reunir para projetar o feedback das a√ß√Ķes. Agricultura sustent√°vel, prote√ß√£o e informa√ß√£o s√£o, sem d√ļvidas, o combust√≠vel para que a Regi√£o Amaz√īnica evolua, olhando sempre para o horizonte e garantindo a prosperidade de seu futuro!

Fonte: Agrolink

Plantio Direto e Adubação Verde

Uma das tecnologias que está presente no Pradam é o Plantio Direto. Ele é baseado em três princípios:

  • M√≠nimo revolvimento do solo;
  • Manuten√ß√£o permanente de cobertura do solo (viva ou morta);
  • Rota√ß√£o de culturas.

Você sabia que a adubação verde pode auxiliar no processo de cobertura do solo e na rotação de culturas?

Conhe√ßa mais sobre o uso da aduba√ß√£o verde no Sistema Plantio Direto (SPD) acessando conte√ļdo na biblioteca da Sementes Pira√≠. Aproveite tamb√©m para conferir a entrevista com Herbert e Marie Bartz, nomes consagrados na agricultura brasileira pelo uso e dissemina√ß√£o dos benef√≠cios da t√©cnica.

Leve a adubação verde para o seu SPD e colha mais rentabilidade e sustentabilidade com muito mais economia!

Sistema de produção: Recuperação e renovação de áreas de pastagens degradadas

terça-feira, maio 24th, 2016
O Sistema ILPF atuando na recuperação de pastagens é um dos destaques do evento - Imagem: Kadijah Suleiman/Embrapa.

O Sistema ILPF atuando na recuperação de pastagens é um dos destaques do evento РImagem: Kadijah Suleiman/Embrapa.

Convidamos, a pedido da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, atrav√©s da APTA/ P√≥lo Regional Centro Sul e CATI Regional de Piracicaba, para o evento ‚ÄúSistema de produ√ß√£o: Recupera√ß√£o e renova√ß√£o de √°reas de pastagens degradadas‚ÄĚ, no pr√≥ximo dia 30 de maio em Tiet√™-SP. O local do evento √© a APTA REGIONAL CENTRO SUL/ UPD Tiete, localizada na Rod. Corn√©lio Pires, KM 69.

Como p√ļblico-alvo os produtores e t√©cnicos Regional da CATI EDR Piracicaba, o evento tem como objetivo apresentar o Sistema de Integra√ß√£o Lavoura-Pecu√°ria- Floresta (ILPF) na promo√ß√£o da recupera√ß√£o de √°reas degradadas, agregando na mesma √°rea produtiva, diversos sistemas como gr√£os, leite e agroenergia. O sistema tamb√©m promove a melhoria da fertilidade do solo, com a aplica√ß√£o de t√©cnicas pertinentes e promove a recupera√ß√£o de √°reas de pastagens degradadas.

Outros benefícios a serem destacados no evento são: a redução no uso de agroquímicos, o aumento da biodiversidade e o controle dos processos erosivos, por meio da cobertura constante do solo. O sistema plantio direto também será exponenciando como prática conservacionista aliada ao ILPF, constituindo uma importante opção para elevar a produtividade em áreas degradadas.

Ao todo, o p√ļblico presente contar√° com oito horas de evento. O total de vagas s√£o 100 e voc√™ pode saber mais, bem como efetuar sua inscri√ß√£o atrav√©s destes canais:

E-mail: eventos.centrosul@apta.sp.gov.br
Fone: (015) 3282-1000

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Recuperar áreas degradadas com adubação verde

Quer saber como recuperar aquela √°rea j√° exausta de produ√ß√Ķes consecutivas ou que apresentam sinais de degrada√ß√£o como a eros√£o?

Acesse o site da nossa adubadora, Sementes Pira√≠, e tenha acesso ao universo da aduba√ß√£o verde, informando-se sobre os benef√≠cios, aplica√ß√Ķes, dados t√©cnicos e uso em cada tipo de cultura comercial.

Se credencie para ser um adubador do futuro, o agricultor que produz mais e com sustentabilidade!

 

Voltar ao passado √© preciso para resgatar a√ß√Ķes que evitem a eros√£o do solo

quinta-feira, maio 19th, 2016
Sistema Plantio Direto com palhada: um dos três vértices para a eficiência total da ação - Imagem: Iapar.

Sistema Plantio Direto com palhada: um dos três vértices para a eficiência total da ação РImagem: Iapar.

A agricultura moderna parece estar se esquecendo de pr√°ticas que nos “tempos do vov√≥” funcionavam para evitar uma s√©rie de transtornos, como a eros√£o. Mesmo com o forte apelo por pr√°ticas sustent√°veis de cuidados com o solo, as a√ß√Ķes em si parecem estar engatinhando para acontecer. O alerta √© dado pela pesquisadora do Polo Regional do Iapar (Paran√°), Josiane Burkner dos Santos.

Um dos maiores problemas para o aparecimento de cen√°rios de degrada√ß√£o est√° na forma err√īnea que o Sistema Plantio Direto (SPD) √© efetuado. Segundo Josiane √© indispens√°vel que o produtor leve em considera√ß√£o os tr√™s princ√≠pios do SPD: n√£o revolvimento do solo, rota√ß√£o de culturas e solo permanentemente coberto de palha ou palha viva.

A cobertura do solo √© um dos fatores diferenciais nos cuidados com o solo e que, comprovadamente, gera vantagens econ√īmicas ao produtor. A pesquisadora aponta que nas lavouras onde a cobertura est√° em 90% da terra, as perdas caem para pouco mais de 72,00 reais/ha. Quando n√£o h√° cobertura o preju√≠zo aumenta em 75%, beirando os 428,00 reais/ha. Outro ponto destacado por Josiane √© o correto manejo de solos e √°gua, que devem contar com o uso do terraceamento e o plantio feito em n√≠vel, objetivando minicurvas, que servem como bloqueio f√≠sico √† eros√£o. As duas a√ß√Ķes v√£o inibir a perda de terra e √°gua, al√©m de cuidar do solo produtivo.

A pesquisadora atua no Iapar h√° quatro anos e vem desenvolvendo junto com os demais pesquisadores da institui√ß√£o o projeto “Plante seu Futuro”, iniciativa do governo estadual. A inten√ß√£o do projeto √© incentivar o plantio sustent√°vel, resgatando pr√°ticas conservacionistas do solo. Basicamente, o norte do projeto consiste no SPD bem executado, aliado ao MIP (Manejo Integrado de Pragas) e o MID (Manejo Integrado de Doen√ßas). O projeto ainda defende a diminui√ß√£o no uso de agrot√≥xicos, por meio da implanta√ß√£o dessa “tr√≠plice a√ß√£o”, beneficiando a sa√ļde do solo e de todos os envolvidos, direta e indiretamente, na produ√ß√£o.

Temos a√≠ mais uma afirma√ß√£o de que √© poss√≠vel cuidar do solo e garantir produ√ß√Ķes sustent√°veis, viabilizando a√ß√Ķes ditas antigas com tecnologias “verdes” mais recentes. S√£o os frutos dessas combina√ß√Ķes que certamente ir√£o #adubarofuturo da nossa agricultura, bem como do meio ambiente e todos aqueles que desfrutam dos cultivos. Cuidar do solo √© uma obriga√ß√£o, mas cuidar com sustentabilidade sinaliza respeito pelo maior insumo da agricultura.

Fonte: Di√°rio dos Campos

Sistema Plantio Direto e Adubação Verde

A nossa adubadora, Sementes Piraí, lançou recentemente uma entrevista exclusiva com um dos percursores do SPD juntamente com sua filha. Herbert e Marie Bartz contam a história do sistema no Brasil e como a adubação verde tem contribuído para a eficiência do SPD, quando respeitado os três princípios básicos mencionados acima.

Para conferir este material e constatar quantos s√£o os benef√≠cios de unir essas duas “tradi√ß√Ķes” agr√≠colas em prol da sustentabilidade do seu cultivar, acesse aqui e se torne um adubador do futuro!

 

Sistema Plantio Direto: história no Brasil, seu futuro e sua ligação com a adubação verde

quinta-feira, maio 12th, 2016

Conheça a trajetória de Herbert Bartz com o Sistema PD aqui no Brasil e como a paixão pela terra passou de pai para filha

Sr. Herbert Bartz em sua fazenda Rhen√Ęnia, localizada em Rol√Ęndia/PR ‚Äď Imagem: Arquivo Pessoal.

Sr. Herbert Bartz em sua fazenda Rhen√Ęnia, localizada em Rol√Ęndia/PR ‚Äď Imagem: Arquivo Pessoal.

H√° exatos 44 anos o Sistema Plantio Direto (SPD) chegava¬† ao Brasil, mais precisamente na propriedade do Sr.Herbert Bartz. Juntamente com Franke Dijkstra e Non√ī Pereira, Bartz √© considerado um dos precursores do sistema por aqui. Ele nos concedeu entrevista falando sobre a busca por conhecimento sobre a t√©cnica, sua instala√ß√£o, a compara√ß√£o entre o per√≠odo inicial do sistema PD e os dias hoje, al√©m da importante rela√ß√£o da aduba√ß√£o verde com o SPD.

Sementes Piraí: Como o senhor descobriu o sistema PD? Por que decidiu investir na técnica e na sua disseminação na agricultura brasileira?

Herbert Bartz: Motivado pelos danos traum√°ticos da eros√£o ocorridos em novembro de 1971, resolvi achar uma solu√ß√£o. A tentativa de construir um equipamento copiando o sistema ‚ÄúHorsch‚ÄĚ (sistema muito usado na Europa que faz uso da enxada rotativa com a semeadeira, objetivando o preparo m√≠nimo) falhou, ocasionado alt√≠ssima eros√£o. Baseado na informa√ß√£o que existia uma pr√°tica No-Till (‚Äúsem preparo‚ÄĚ ou ‚Äúsemeadura direta‚ÄĚ), investi numa viagem com o apoio log√≠stico da ICI, hoje Syngenta, que aconteceu em 20 de maio de 1972. Fui para a Alemanha para a feira Agritechnica em Hannover e n√£o encontrei nada. Depois, viajei para a Inglaterra, para a Esta√ß√£o Experimental de Fernhurst da ICI, onde vi o No-Till com queima de palha, mas me decepcionei. Nos EUA, em Kentucky, encontrei o agricultor Harry Young, orientado pelo extensionista Shirley Philips, praticando um formid√°vel No-Till com uma plantadeira Allis Chalmers. Fui at√© a f√°brica em Wisconsin e fiz o pedido de uma plantadeira de oito linhas de soja. No dia 20 de outubro de 1972, iniciei o primeiro Plantio Direto (PD) na Fazenda Rhen√Ęnia em Rol√Ęndia, Paran√°.

SP: Qual é o balanço que o senhor faz depois de quase 50 anos da sua investida no sistema PD? O que mudou nos seus cultivares?

HB: O come√ßo do PD foi dif√≠cil, porque existiam somente os herbicidas Gramoxone (Paraquat da ICI) e o 2,4 D da Dow Agrosciences. Pior foi a resist√™ncia da pesquisa e dos profissionais do mundo da agronomia. Em 1974, os japoneses de Mau√° da Serra conheceram o PD na Rhen√Ęnia. Come√ßaram com um PD bastante prec√°rio, mas dentro de dois anos compraram semeadeiras Rotacaster para PD e plantavam 95% de suas √°reas em PD. Em 1976, um grupo de holandeses de Carambe√≠, entre eles estava Franke Dijkstra e Non√ī Pereira de Ponta Grossa, visitaram a Rhen√Ęnia. Come√ßaram a praticar o PD nos Campos Gerais. Fundamos nos Campos Gerais o ‚ÄúClube da Minhoca‚ÄĚ em 1979, que tinha por objetivo reunir os agricultores e discutir as dificuldades enfrentadas no PD. Em 1975, o IAPAR iniciou as pesquisas de cobertura verde e rota√ß√£o de culturas para PD. Em 1976, fui convidado para ser membro do ‚ÄúConselho Assessor‚ÄĚ da Embrapa Trigo, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, e isso, marcou o in√≠cio das pesquisas a n√≠vel nacional. Os primeiros dez anos foram marcados por muitas dificuldades: plantadeiras, controle de invasoras, pragas e doen√ßas. As contribui√ß√Ķes das multinacionais foram decisivas. Desenvolveram herbicidas seletivos para o controle das invasoras. O aparecimento do Glifosato em 1977 resolveu muitos problemas, mas o pre√ßo de U$ 27,00 por litro era alt√≠ssimo.

SP: E em relação à agricultura brasileira, como o senhor via o cenário de adoção ao sistema PD lá nas décadas de 70/80 e como o vê agora?

HB: Com o envolvimento da pesquisa das multinacionais e o trabalho de milhares de agricultores, houve um surpreendente aumento de √°rea do PD no Brasil, como mostra a curva parab√≥lica da Federa√ß√£o Brasileira de Plantio Direto e Irriga√ß√£o (FEBRAPDP) (http://febrapdp.org.br/download/PD_Brasil_2013.jpg). O sucesso foi tanto, que em 2001 a FAO, no 1¬ļ Congresso Mundial de Agricultura Conservacionista (AC) em seu comunicado final, recomendou o modelo de agricultura brasileira baseado no Sistema Plantio Direto, seguindo os princ√≠pios do m√≠nimo revolvimento do solo, cobertura permanente do solo e rota√ß√£o de culturas, como sendo um exemplo a ser seguido pelo mundo. E isso consta at√© hoje no site da organiza√ß√£o (http://www.fao.org/ag/ca/1a.html). Aqui no Brasil, o reconhecimento aconteceu em 2008, quando o ent√£o presidente Lula, comentou na Confer√™ncia do Clima em Copenhagen, Dinamarca, que no seu governo o Brasil alcan√ßou 30 milh√Ķes de hectares sob Plantio Direto. Logo em seguida, no governo de Dilma, o Minist√©rio da Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento (MAPA) lan√ßou, com colabora√ß√£o da FEBRAPDP, o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), que possui como cerne o SPD, agregando pelo menos quatro dos sete programas lan√ßados. Apesar do retrocesso e atuais problemas com a baixa qualidade do SPD (reaparecimento da eros√£o, falta de terraceamento, rota√ß√£o de culturas e especialmente, falta de pol√≠ticas adequadas), persiste a realidade que cada hectare sob SPD sequestra do ar entre 500 a 800 kg de CO2, sendo este o principal fator de crescimento cont√≠nuo do agroneg√≥cio e da t√£o falada sustentabilidade.

SP: E quanto à adubação verde no SPD: como o senhor vê a utilização da técnica nos campos?

HB: Quanto maior a variedade de culturas de cobertura e aduba√ß√£o verde no solo, tanto mais saud√°vel o solo fica (biodiversidade). A aduba√ß√£o verde n√£o traz lucro imediato, no entanto, em longo prazo, os agricultores investem na sa√ļde (fertilidade) do solo. Seria tarefa de uma pol√≠tica p√ļblica agr√≠cola inteligente (que nos falta muito) de incentivar esse tipo de investimento. O imediatismo do governo √© bastante semelhante ao dos agricultores, o que torno o processo, um c√≠rculo vicioso. Os incentivos e investimentos devem partir do governo e da consci√™ncia dos agricultores, para resultarmos em uma agricultura efetivamente sustent√°vel.

 

Amor pela agricultura ultrapassa gera√ß√Ķes

Marie Bartz √© filha do Sr.Bartz e herdou do pai o amor pela terra e pelos cuidados que possibilitar√£o a continuidade das atividades agr√≠colas. √Č formada em Ci√™ncias Biol√≥gicas (UEM), com mestrado em Agronomia – √°rea de concentra√ß√£o em Solos e Nutri√ß√£o de Plantas, pela mesma institui√ß√£o (2007) e doutorado em Agronomia – √°rea de concentra√ß√£o em Solos, pela Universidade Estadual de Londrina (2011). Realizou est√°gio de doutorado sandu√≠che na Universit√© de Rouen (2010), para treinamento em taxonomia de oligochaetas e descri√ß√£o de novas esp√©cies.

 

Marie junto a seu pai, Herbert. Amor a terra e a preocupa√ß√£o com a sustentabilidade produtiva passou de pai para filha ‚Äď Imagem: Arquivo Pessoal

Marie junto a seu pai, Herbert. Amor a terra e a preocupa√ß√£o com a sustentabilidade produtiva passou de pai para filha ‚Äď Imagem: Arquivo Pessoal

Atualmente é Professora do Programa de Pós-Graduação em Gestão Ambiental da Universidade Positivo e atua também como tesoureira da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP), onde durante dois anos foi membro do Conselho Deliberativo.

Em entrevista Marie partilhou um pouco de sua hist√≥ria, que se mistura √† de seu pai, e pontua a import√Ęncia do Sistema Plantio Direto e da ado√ß√£o da aduba√ß√£o verde para maior efici√™ncia do SPD.

Sementes Piraí: O que motivou seu pai a trabalhar e investir no sistema PD? Como se deu esse processo?

Marie Bartz: Eu sou nascida em 1979, depois que meu pai iniciou o Plantio Direto ‚Äď PD, em 1972. Costumo dizer que o PD √© o meu irm√£o mais velho (risos). O que meu pai sempre nos contou foi que o severo processo erosivo que o sistema convencional causava nos solos, o levou a conhecer o PD. No caso particular de meu pai, houve um epis√≥dio que foi o marco para que ele procurasse uma alternativa. Numa noite de outubro em 1971, o tempo virava na Fazenda Rhen√Ęnia (ele sempre perdeu o sono quando o tempo ia para chuva). Vinha uma tempestade e como meu pai n√£o conseguia dormir, pegou seu lampi√£o, galochas e um guarda-chuva e foi ver sua lavoura. Ele havia rec√©m plantado soja e ela estava germinando. A chuva foi t√£o forte, mas t√£o forte (mais de 90 mm em uma hora) que a lavoura foi ‚ÄúLA.VA.DA‚ÄĚ. Ele conta que literalmente presenciou o fim do mundo naquele momento, pois viu toda a sua lavoura ser levada debaixo de seus p√©s pela forte chuva. Este foi de fato o momento em que ele decidiu procurar uma solu√ß√£o, ou seria invi√°vel continuar na agricultura. Neste ano, ele chegou a replantar tr√™s vezes a cultura de ver√£o (soja), devido √†s perdas por eros√£o pelas fortes chuvas. O processo de procura por alternativas se iniciou em 1972, com a viagem que ele financiou para Europa e EUA, em busca de conhecer o chamado No-Till. Eu cresci ouvindo chamarem meu pai de ‚Äúo alem√£o louco de Rol√Ęndia‚ÄĚ, mas quando crian√ßa e adolescente n√£o tinha ideia da propor√ß√£o do que ele havia feito sobre a agricultura brasileira e mundial. Foi a partir de 1999, quando comecei a acompanh√°-lo nos eventos sobre SPD e em suas atividades na Federa√ß√£o Brasileira de Plantio Direto e Irriga√ß√£o (FEBRAPDP), que me dei conta de qu√£o significativo foi e ainda √© o que ele fez. Meu pai revolucionou toda a agricultura brasileira e mundial atrav√©s do PD.

SP: Como seu pai influenciou na construção da sua carreira?

MB: Eu acabei optando por cursar Ci√™ncias Biol√≥gicas na Universidade Estadual de Maring√° em 1998, por j√° estar casada e ter um filho na √©poca. Mas optei por este curso, porque j√° havia muitos agr√īnomos na fam√≠lia e por ter um interesse pela √°rea de bot√Ęnica, devido √† fam√≠lia de minha m√£e ser ligada ao paisagismo e ao cultivo e plantio de frut√≠feras e ornamentais. Acabei sendo monitora das disciplinas de bot√Ęnica e sistem√°tica de vegetais e fungos, e tenho que admitir que n√£o gostei muito dessas √°reas. Ent√£o, aqui entra a heran√ßa que tenho deixada pelo meu pai: por ter sido criada na fazenda, pulando entre plantadeiras, colheitadeiras, brincando nas carretas cheias de gr√£os, correndo entre os campos, nos embrenhando nas matas e montando em b√ļfalos, acabei criando um v√≠nculo, ou melhor, um amor pela terra que √© inexplic√°vel e muito me atrai. Foi quando me interessei em fazer algo na √°rea de biologia do solo. Comecei fazendo minha inicia√ß√£o cient√≠fica com fungos micorr√≠zicos e biomassa microbiana, com as professoras Rosilaine Carenho e Sandra M. Gomes da Costa da UEM e o pesquisador Arnaldo Colozzi do IAPAR. Mas, fungos micorr√≠zicos s√£o coisinhas microsc√≥picas. Passei meses sob o microsc√≥pio contando esporos de fungos e isso n√£o me animou em continuar nesta linha de pesquisa e aperfei√ßoamento. Eu queria algo que eu pudesse ver, pegar. Foi ent√£o, em 2001, que conheci o pesquisador George G. Brown, que trabalha com macrofauna do solo e especialmente, minhocas. Em 2003, George me convidou para o primeiro curso de taxonomia de minhocas na Universidade Positivo em Curitiba/PR. Tive muita facilidade no curso e me apaixonei por essa √°rea. Acabei trabalhando com biologia e ecologia de minhocas no Mestrado em Agronomia na UEM. J√° no Doutorado na UEL, trabalhei utilizando as minhocas como indicadoras de qualidade do solo, especialmente em √°reas sob SPD. Fiz meu treinamento no exterior com a maior refer√™ncia em taxonomia de minhocas no mundo, o pesquisador norte-americano Samuel W. James. Foi no meu doutorado que me dei conta de que as minhocas s√£o s√≠mbolo do SPD no Brasil, √© s√≥ ver a logomarca da FEBRAPDP, que tem uma minhoca e que nasceu a partir do Clube da Minhoca, fundado por agricultores, incluindo meu pai, em 1979 (o ano que nasci). Como meu pai sempre diz, os meus trabalhos de pesquisa explicam cientificamente, o que eles, os agricultores, j√° falavam h√° 44 anos, quando come√ßaram a identificar os benef√≠cios do SPD. Costumo dizer que o c√≠rculo se fechou perfeitamente, oportunidades que foram surgindo, que me fizeram abra√ßar de cora√ß√£o a √°rea e resultaram no que fa√ßo hoje.

SP: Por que você escolheu a carreira de taxonomista? Qual é o legado que você quer deixar para o setor?

Marie atuando em campo em Rond√īnia ‚Äď Imagem Arquivo Pessoal

Marie atuando em campo em Rond√īnia ‚Äď Imagem Arquivo Pessoal

¬†MB: N√£o sei se fui eu quem escolheu a taxonomia ou a taxonomia que me escolheu (risos). Como contei acima, me apaixonei desde o primeiro curso. Atrelado a isso, h√° a falta de profissionais nesta √°rea no Brasil e at√© no mundo, podemos dizer. Hoje, sou a √ļnica taxonomista treinada no Brasil. No mundo, somos em torno de nove. O Brasil teve apenas um taxonomista de minhocas na sua hist√≥ria, o professor e pesquisador Gilberto Righi da USP, que faleceu em 1999 e n√£o deixou sucessores. Temos muitas, mas muitas √°reas ainda para serem amostradas no pa√≠s. Para terem uma ideia, nos dois anos em que fiz meu trabalho de pesquisa do P√≥s-Doutorado, sob a supervis√£o do professor Dilmar Baretta, da UDESC Chapec√≥, encontrei mais de 30 novas esp√©cies de minhocas no estado de Santa Catarina. Como resultados deste trabalho, mostrei que √°reas de SPD bem conduzidas podem manter at√© 100% de esp√©cies nativas e popula√ß√Ķes maiores, que em √°reas de fragmentos de floresta. A cada nova coleta que fazemos encontramos novas esp√©cies de minhocas. Temos descritas em torno de 300 esp√©cies nativas hoje no Brasil, mas a estimativa √© de que existam mais de 1.500 esp√©cies de minhocas. Ent√£o, h√° MUITO trabalho ainda para ser feito. Desta forma, o legado que pretendo deixar √† esta √°rea de pesquisa √© tentar dar o nome e descrever, ou seja, trazer √† luz da ci√™ncia, o maior n√ļmero de esp√©cies poss√≠veis de minhocas. Pois, √© a partir do conhecimento de quem s√£o as esp√©cies que possu√≠mos no ambiente, que podemos fazer maiores infer√™ncias de como melhor utilizar as diferentes esp√©cies de minhocas em prol dos nossos sistemas de produ√ß√£o.

SP: Como as minhocas indicam solos doentes e como estão relacionadas às técnicas de manejo sustentável?

MB: As minhocas s√£o consideradas indicadores universais de boa qualidade do solo pela atividade que desempenham: a produ√ß√£o de t√ļneis e galerias, que ‚Äúafofam‚ÄĚ o solo como os pr√≥prios agricultores dizem e pelos excrementos (copr√≥litos) que elas produzem, que concentram nutrientes e s√£o s√≠tios de alta atividade microbiana, servindo de alimento para outros organismos, mas especialmente disponibilizando nutrientes para as plantas. Desta forma, toda e qualquer atividade que o agricultor exercer no solo afetar√° as minhocas, assim como os outros organismos que nele vivem. Um bom manejo do solo, sumarizado num Sistema Plantio Direto de qualidade, atendendo os seus tr√™s princ√≠pios: m√≠nimo revolvimento do solo, manuten√ß√£o permanente de cobertura do solo (viva ou morta) e rota√ß√£o de culturas atrelada √† aduba√ß√£o verde, afetar√° positivamente a popula√ß√£o de organismos do solo, entre eles as minhocas. Mas, a manuten√ß√£o de √°reas verdes e de vegeta√ß√£o nativa nas proximidades s√£o muito importantes, pois estes fragmentos abrigam organismos que servir√£o de in√≥culo e colonizar√£o √†s √°reas cultivadas.

SP: Qual a import√Ęncia do plantio direto e da rota√ß√£o de culturas para a sa√ļde do solo?

Sistema Plantio Direto  - cons√≥rcio com Aveia e Nabo-forrageiro no Rio Grande do Sul ‚Äď Imagem: Plantio Direto.

Sistema Plantio Direto – cons√≥rcio com Aveia e Nabo-forrageiro no Rio Grande do Sul ‚Äď Imagem: Plantio Direto.

¬†MB: Do ponto de vista biol√≥gico, o Sistema Plantio Direto (que engloba a t√©cnica do plantio direto e a rota√ß√£o de culturas, junto com o m√≠nimo revolvimento e manuten√ß√£o de cobertura permanente), √© essencial para que haja o equil√≠brio no sistema. O m√≠nimo revolvimento e a manuten√ß√£o de cobertura permanente protegem os organismos do solo, enquanto a rota√ß√£o de culturas √© primordial para que a maior variedade de organismos possa se desenvolver no ambiente. Ou seja, rota√ß√£o de culturas √© igual √† diversidade de alimento. Havendo diversidade de alimento, maior a variedade de organismos que ir√£o habitar esse solo e assim, maiores ser√£o as intera√ß√Ķes na cadeia alimentar no ambiente solo-planta, possibilitando que este atinja o equil√≠brio. Os organismos do solo juntamente com as plantas s√£o respons√°veis, al√©m de outras fun√ß√Ķes, pela agrega√ß√£o do solo, que por sua vez, afeta a quantidade de √°gua e nutrientes retidos e disponibilizados para as plantas. Ou seja, os atributos f√≠sicos, qu√≠micos e biol√≥gicos do solo est√£o intimamente interligados, sendo que qualquer altera√ß√£o (positiva ou negativa) em um destes fatores, consequentemente afetar√° os outros.

SP: Quais são os benefícios, de modo geral, do sistema PD?

MB: A m√©dio/longo prazo, o agricultor que consegue manter um SPD de qualidade, obter√° muitos benef√≠cios: aumento da biodiversidade (biota em geral igual a organismos e microrganismos), melhoria na agrega√ß√£o do solo, ac√ļmulo de mat√©ria org√Ęnica e consequente menor compacta√ß√£o, intera√ß√Ķes entre pragas e predadores, redu√ß√£o de doen√ßas, otimiza√ß√£o do uso de fertilizantes, aumento da produtividade, ac√ļmulo de √°gua e maior resili√™ncia do sistema a condi√ß√Ķes adversas. Isso considerando aspectos diretamente ligados √† sa√ļde do solo. Em larga escala, toda a sociedade √© premiada pelos benef√≠cios do SPD, pois menor eros√£o e o uso equilibrado e adequado de insumos, afeta diretamente a qualidade da √°gua nos rios. O ac√ļmulo de mat√©ria org√Ęnica e aumento da biodiversidade do solo atuam sobre o sequestro de carbono, auxiliando a diminuir a incid√™ncia dos gases do efeito estufa. Tudo isso reflete em produ√ß√£o de alimentos de qualidade e ambientes menos impactados.

SP: Qual é a sua visão sobre a utilização da adubação verde no sistema PD e na rotação de culturas? Quais seriam os adubos verdes que você recomenda?

MB: Acho que já respondi isso nas perguntas interiores, mas para reforçar: adubação verde e plantas de cobertura que devem fazer parte da rotação de culturas, possuem papel importantíssimo para o equilíbrio do sistema e otimização dos benefícios providos pela biologia, física e química do solo. Não posso fazer uma sugestão exata aqui. O SPD não é uma receita de bolo que pode ser aplicada em qualquer condição ou região. Os princípios devem ser mantidos, mas cada caso é um caso. Ou seja, cada região ou situação tem suas peculiaridades e necessitará de plantas de cobertura e adubação verde que possam ser incorporadas no sistema de rotação de culturas.

SP: Em sua opinião, o que poderia motivar ainda mais a utilização da adubação verde?

MB: A difusão dos benefícios que a adubação verde traz, especialmente com referências práticas e reais de produtores que a utilizam. Casos de sucesso entre os agricultores atrelados com pesquisas científicas são a melhor forma de motivar a utilização. O SPD de qualidade só é possível se efetivamente seus três princípios forem cumpridos:

  1. Mínimo revolvimento do solo;
  2. Manutenção de cobertura permanente (viva e ou morta);
  3. Rotação de culturas e adubação verde. O mínimo revolvimento do solo, diz respeito ao momento do plantio, que apenas deve acontecer na linha de plantio.
Plantio Direto na Palha com Aduba√ß√£o Verde ‚Äď Imagem: Cen√°rio Rural.

Plantio Direto na Palha com Aduba√ß√£o Verde ‚Äď Imagem: Cen√°rio Rural.

¬†A manuten√ß√£o de cobertura permanente (viva e ou morta) est√° intimamente ligada √† rota√ß√£o de culturas e aduba√ß√£o verde. Este item √© adapt√°vel a cada situa√ß√£o e regi√£o, que configura o uso das culturas comerciais (soja e milho) intercaladas com culturas de cobertura e aduba√ß√£o verde, a exemplo das leguminosas (crotal√°rias, feij√£o-guandu, entre outras) que possuem importante fun√ß√£o na manuten√ß√£o de compostos nitrogenados no solo, que estar√£o dispon√≠veis para a pr√≥xima cultura. Assim como o uso de gram√≠neas em sistemas de integra√ß√£o nas regi√Ķes mais quentes, que aparece como melhor op√ß√£o para cobertura permanente do solo.

SP: Todas as culturas podem incorporar tais t√©cnicas, inclusive as pequenas produ√ß√Ķes?

MB: O SPD pode ser adotado por agricultores de todos os portes (grandes, m√©dios e, especialmente, os pequenos) e por praticamente todas as culturas (anuais, perenes, hortali√ßas, etc). Claro que cada situa√ß√£o possui sua peculiaridade e adapta√ß√Ķes, mas os princ√≠pios se mant√™m.

SP: Quais as maiores dificuldades para a implementação do sistema PD?

MB: Desde quando nossos pioneiros come√ßaram, h√° 44 anos, sabe-se que os primeiros tr√™s a cinco anos s√£o problem√°ticos, devido √† consolida√ß√£o e o equil√≠brio do sistema. Neste meio tempo, desequil√≠brios, especialmente considerando pragas e doen√ßas, ocorrem. Mas nos tempos de hoje, existem muitas tecnologias dispon√≠veis para ajudar. Atualmente, j√° n√£o se discute se se deve fazer SPD ou n√£o. Hoje a problem√°tica √© fazer um SPD de qualidade, atendo aos seus tr√™s princ√≠pios. De minhas andan√ßas e conversas com agricultores, a rota√ß√£o de culturas √© o princ√≠pio mais problem√°tico. Os agricultores destacam que as culturas de cobertura e ou aduba√ß√£o verde n√£o trazem retorno financeiro imediato, al√©m falta de disponibilidade de sementes. Mas ressalto que um SPD de qualidade n√£o pode estar embasado no imediatismo e seus efeitos se apresentam a m√©dio e longo prazo. Claro que sabemos que o agricultor precisa produzir e pagar suas contas. Assim, a aus√™ncia de pol√≠ticas de governo que atuem como incentivo √† ado√ß√£o de um SPD de qualidade e op√ß√Ķes de financiamentos que suportem uma boa rota√ß√£o de culturas, que incluam culturas de cobertura e aduba√ß√£o verde, s√£o de extrema urg√™ncia e necessidade. Da mesma forma, que as institui√ß√Ķes de pesquisa devem acabar com o abismo que existe entre o meio cient√≠fico e a agricultura, procurando uma forma de comunica√ß√£o mais efetiva e compreens√≠vel, construindo uma ponte firme e segura com o agricultor para efetivamente atender √†s problem√°ticas vivenciadas por ele, atrav√©s de suas pesquisas. O agricultor sozinho n√£o consegue fazer esse trabalho, ali√°s, convenhamos que nossos agricultores j√° s√£o um exemplo de sobreviv√™ncia, quando comparados aos agricultores norte-americanos e europeus, que s√£o subsidiados. Nesse sentido, tamb√©m a FEBRAPDP tem atuado em di√°logos com o governo e na constru√ß√£o de um sistema para qualificar o agricultor que faz um SPD de qualidade, de modo que em algum momento ele seja beneficiado pela agricultura de qualidade e sustent√°vel que ele pratica.

SP: O que voc√™ diria ao produtor sobre a import√Ęncia da aduba√ß√£o verde no sistema PD?

Sistema PD ‚Äď cons√≥rcio com Milho e Mucuna ‚Äď Imagem: Cultive Horta Org√Ęnica (blog).

Sistema PD ‚Äď cons√≥rcio com Milho e Mucuna ‚Äď Imagem: Cultive Horta Org√Ęnica (blog).

¬†MB: De fato, os benef√≠cios que a aduba√ß√£o verde traz ao SPD v√£o muito al√©m do que o agricultor possa imaginar. Se ele tiver paci√™ncia em investir, a m√©dio ou longo prazo receber√° melhorias promovidas pela biota (organismos e plantas) e suas rela√ß√Ķes com os atributos f√≠sicos, qu√≠micos e biol√≥gicos, que trar√£o benef√≠cios impag√°veis, atrav√©s da constru√ß√£o de um ambiente mais equilibrado e resiliente.

SP: O futuro da agricultura sustent√°vel est√° nas a√ß√Ķes integradas ao sistema PD?

MB: Com certeza absoluta. Penso que por tudo que expus anteriormente, isso tenha ficado claro. O agricultor possui a responsabilidade de cuidar do solo e mant√™-lo para as gera√ß√Ķes futuras, no entanto, a√ß√Ķes governamentais s√£o necess√°rias para dar um suporte maior, a fim de que consigamos estabelecer uma agricultura sustent√°vel e forte, atrav√©s do Sistema Plantio Direto.

 

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Obs: a entrevista foi cedida pela Sementes Piraí para divulgação em nosso blog. Você pode baixá-la em formato PDF através deste link: http://www.pirai.com.br/biblioteca_artigos/85.pdf

15¬ļ Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha!

segunda-feira, fevereiro 29th, 2016
Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

Entre os dias 20 e 22 de setembro de 2016, Goi√°s ser√° a capital nacional do Plantio Direto na Palha! A capital do estado sediar√° o 15¬ļ Encontro Nacional do tema, que ser√° realizado¬†no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Buf√°i√ßal – Campus Samambaia da UFG (Universidade Federal de Goi√°s).

O evento objetiva apresentar ao p√ļblico-alvo as melhores pr√°ticas do universo SPD (Sistema Plantio Direto). Nesta edi√ß√£o, os participantes poder√£o acompanhar debater e palestras, al√©m de poderem desfrutar de minicursos e do dia de campo na Embrapa Arroz e Feij√£o.

Entre as pautas de destaque da programa√ß√£o, constam: a import√Ęncia de rota√ß√£o de culturas, controle de pragas, nematoides e demais doen√ßas do solo, stress h√≠drico e sistemas integrados de produ√ß√£o. Todos os temas convergem para a import√Ęncia da conserva√ß√£o do solo e da √°gua, al√©m da considera√ß√£o do ambiente da lavoura, visando a melhoria produtiva e o aumento da renda agropecu√°ria.

A prática do Sistema Plantio Direto é conservacionista, baseando-se no mínimo revolvimento do solo, na manutenção da cobertura vegetal e na rotação de culturas. Dessa forma, protege-se a terra contra a erosão, aumenta a observação da vida biológica e assim, a produtividade do cultivar é beneficiada.

Para que se interessou em participar do 15¬ļEncontro Nacional do Plantio Direto na Palha, as inscri√ß√Ķes j√° podem ser feitas pelo site oficial do evento. J√° para quem deseja submeter resumos simples a serem expostos durante o Encontro, deve anotar a data de 15 de maio como prazo m√°ximo para o envio do material. Os trabalhos aprovados tamb√©m contar√£o com publica√ß√Ķes futuras em anais editados pela Embrapa Arroz e Feij√£o.

Saiba mais sobre o evento e o procedimento para envio dos resumos, acessando: http://www.15enpdp.com.br/

O 15¬ļ Encontro Nacional do Plantio Direto na Palha √© uma realiza√ß√£o da Federa√ß√£o Brasileira de Plantio Direto e Irriga√ß√£o ‚Äď FEBRAPDP em parceria com a Embrapa, a Federa√ß√£o da Agricultura e Pecu√°ria de Goi√°s (FAEG) e a Universidade Federal de Goi√°s (UFG).

Fonte: Grupo Cultivar.

Adubação Verde e SPD

Você sabia que a adubação verde é uma prática muito observada nos sistemas de planto direto?

A cobertura vegetal proveniente dos adubos verdes promove a manuten√ß√£o da sa√ļde do solo, mantendo sua umidade e protegendo contra a radia√ß√£o solar, permitindo que a lavoura se desenvolva normalmente, sem sofrer o desgaste de alguns agentes naturais.

Para saber mais, convidamos a visitar a se√ß√£o da biblioteca da Sementes Pira√≠, destinada ao tema “Aduba√ß√£o Verde e Plantio Direto“.

Implante a adubação verde em seu sistema SPD, aumente sua produtividade, reduza os gastos e claro, seja mais um agricultor parceiro do meio ambiente!