Posts Tagged ‘Apicultura’

Colmeia vivas, saud√°veis e amigas da agricultura

s√°bado, abril 22nd, 2017
Imagem:  Projeto Colmeia Viva (site).

Imagem: Projeto Colmeia Viva (site).

As abelhas s√£o pe√ßas fundamentais para a manuten√ß√£o da biodiversidade da flora e podem conviver amigavelmente com a agricultura, cada uma respeitando o seu espa√ßo e ciclo de vida. No estado de S√£o Paulo, para refor√ßar essa ideia √© que, surgiu o Projeto Colmeia Viva, uma uni√£o de esfor√ßos do setor agr√≠cola para facilitar e melhorar a conviv√™ncia entre agricultores e apicultores. (mais…)

Mel made in Pantanal!

terça-feira, maio 3rd, 2016
Com a certificação IG o Mel do Pantanal ganha peso na produção e venda, devido aos atributos de produção exigidiso pela certificação - Imagem: SNA/RJ / Safra ES.

Com o selo IG, o Mel do Pantanal ganha peso na produção e venda, devido aos atributos de produção exigidos pela certificação РImagem: SNA/RJ / Safra ES.

Da colmeia para a geração de renda: eis o caminho traçado pelo mel produzido no Pantanal, que possui Indicação Geográfica (IG) e é considerado uma excelente alternativa para a produção industrial. Sua produção atende a um nicho de mercado mais qualificado, resultando em valores mais elevados no pré e pós-venda, porém segundo a Embrapa Pantanal a produção pode abrigar a agricultura familiar, desde que associada em cooperativas, por exemplo.

O trabalho da Indica√ß√£o Geogr√°fica para o mel levou tempo e precisou da uni√£o de for√ßas de v√°rias institui√ß√Ķes como o Sebrae-MS e MT, al√©m do Sebrae Nacional; a Alespana (Associa√ß√£o Leste Pantaneira de Apicultores), a Embrapa Pantanal, entre outras empresas e associa√ß√Ķes. H√° um ano o registro foi homologado pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual).

S√≥ no Mato Grosso do Sul a produ√ß√£o de mel vem de 42 associa√ß√Ķes de apicultores e tr√™s cooperativas, al√©m de v√°rios entrepostos com servi√ßos de inspe√ß√£o municipal, estadual e federal. Avalia-se a a√ß√£o de 700 apicultores, sendo que mais de 28% destes j√° tem cadastro na Iagro (Ag√™ncia Estadual de Defesa Sanit√°ria Animal e Vegetal). Nacionalmente, a escala do mel possui em m√©dia 400 mil apicultores organizados em institui√ß√Ķes, cooperativas e em uma confedera√ß√£o brasileira.

Para manter a qualidade exigida pelo IG é necessário que as normativas de produção sejam cumpridas a risca, mantendo a assistência técnica aos apicultores, além da promoção do Mel do Pantanal e outros subprodutos, como a produção do pólen. Pensando na agricultura familiar, a Embrapa Pantanal já tem trabalhado com mecanismos de transferência de tecnologia apicultora para comunidades ribeirinhas.

O Mel do Pantanal é produção que contribui para #adubarofuturo!

Fonte: Agrolink.

 

 

Aprendendo sustentabilidade agropecuária com adubação verde!

terça-feira, abril 12th, 2016
Adubo Verde em Disciplina - Imagem: Acervo Unesp Dracena.

Adubo Verde em Disciplina – Imagem: Acervo Unesp Dracena.

Noticiar boas a√ß√Ķes que permitam o amplo conhecimento dos benef√≠cios de boas pr√°ticas agr√≠colas nos conferem muita alegria e satisfa√ß√£o. E mais uma vez somos porta-vozes de uma a√ß√£o do tipo!

Hoje, noticiamos a doação de sementes da nossa adubadora, Sementes Piraí, para a Unesp Рcampus Dracena.

Sem mais delongas, passamos a palavra para os coordenadores do projeto desenvolvido na universidade, os professores doutores Reges Heinrichs, Carolina dos Santos Batista Bonini e Daniel Nicodemo:

“√Č com grande satisfa√ß√£o que falamos sobre a Sementes Pira√≠, parceira de longa data, sempre incentivando o ensino e a pesquisa.¬† Para UNESP de Dracena, anualmente, h√° a doa√ß√£o de sementes para a instala√ß√£o de um trabalho de identifica√ß√£o de adubos verdes, tendo os alunos a incumb√™ncia de identificar tais plantas, descrever suas caracter√≠sticas e quais as principais recomenda√ß√Ķes t√©cnicas e import√Ęncia de uso. O objetivo do trabalho √© apresentar aos alunos de Gradua√ß√£o do Curso de Engenharia Agron√īmica e Zootecnia, diversas esp√©cies de adubos verdes, envolvendo a sustentabilidade do sistema produtivo agropecu√°rio. A sua utiliza√ß√£o tamb√©m abrange outras √°reas, como no setor de Apicultura, que trata de estudos de poliniza√ß√£o e a necessidade de agentes polinizadores para a produ√ß√£o satisfat√≥ria de frutos e de sementes, bem como para proporcionar a melhoria da qualidade f√≠sica, qu√≠mica e biol√≥gica do solo, contribuindo para a recupera√ß√£o de √°reas degradadas.

Para n√≥s, do meio acad√™mico, o nosso Muito Obrigado √† Sementes Pira√≠.”

Abaixo, outros dois registros enviados pelos Professores:

√Ārea em estudo com adubos verdes, observando seus efeitos na recupera√ß√£o de √°reas degradadas - Imagem: Acervo Unesp Dracena.

√Ārea em estudo com adubos verdes, observando seus efeitos na recupera√ß√£o de √°reas degradadas – Imagem: Acervo Unesp Dracena.

Utilização do milheto para observação apícola - Imagem: Acervo Unesp Dracena.

Utilização do milheto para observação apícola РImagem: Acervo Unesp Dracena.

Exemplos assim devem ser amplamente divulgados e copiados, para que a adubação verde tome forme em mais projetos nas universidades, centros de pesquisa e afins. Se você deseja obter sementes para adubação verde em seu projeto, estudo ou pesquisa, conte com a Sementes Piraí. Acesse aqui e saiba como proceder.

Isso é #adubarofuturo!

Qual é o papel da polinização na agricultura?

quarta-feira, abril 8th, 2015
Abelha em processo de polinização - Imagem: SXC-HU.

Abelha em processo de polinização РImagem: SXC-HU.

Com o objetivo de apresentar respostas para essa pergunta, o Minist√©rio do Meio Ambiente divulgou os resultados de cinco anos de pesquisa e coleta de informa√ß√Ķes do Projeto “Polinizadores do Brasil”. O projeto foi coordenado pelo pr√≥prio Minist√©rio e vem da iniciativa da Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas para Alimenta√ß√£o e Agricultura (FAO). Al√©m disso, o Projeto contou com a parceria da Organiza√ß√£o Internacional Bee or not to be.

As culturas estudadas durante o tempo de realização do projeto foram: algodão, caju, canola, castanha, maçã, melão e tomate. Tais culturas são muito importantes para o Brasil. A intenção era conhecer melhor os tipos de polinizadores e como a polinização beneficia as culturas agrícolas.

Ainda durante o Projeto e principalmente agora ap√≥s a apresenta√ß√£o, os esfor√ßos se concentram nos planos de manejo, em publica√ß√Ķes cient√≠ficas e v√≠deos que foram e ser√£o produzidos para ajudar os produtores rurais e tamb√©m os criadores de abelhas.

Outra contribui√ß√£o muito importante do Projeto “Polinizadores do Brasil” √© a pr√≥pria conscientiza√ß√£o sobre a import√Ęncia e a conserva√ß√£o dos polinizadores para garantir a qualidade e a quantidade da produ√ß√£o agr√≠cola, entre outros benef√≠cios que a poliniza√ß√£o oferece.

Conhecer e compreender o universo dos polinizadores e a sua forma de ação nas culturas agrícolas é #adubarofuturo das nossas lavouras!

Maiores informa√ß√Ķes em: http://ow.ly/LldO3

Fonte: Sou Agro.

Honey Flow no Brasil, ser√°?

quinta-feira, abril 2nd, 2015
Técnica Honey Flow de extração de mel - Imagem: Hypeness.

Técnica Honey Flow de extração de mel РImagem: Hypeness.

Em 11 de março a nossa Fan Page postou uma matéria da Hypeness sobre o Honey Flow, um método sustentável que indica a retirada de mel sem causar danos às abelhas e principalmente aos apicultores. A técnica foi desenvolvida em família, no Estado de New South Wales na Austrália e não visa a priori, a extração industrial.

A inven√ß√£o parece meio confusa quando buscamos maiores informa√ß√Ķes no site da t√©cnica ou no v√≠deo de divulga√ß√£o, mas o que d√° pra dizer √© que o Honey Flow extrai o mel com uma torneira, ligadas √†s c√©lulas da colmeia que fazem o produto flutuar, como indica seu nome.

Até aí tudo muito inovador, sustentável e lindo, não é?

Eis que um de nossos leitores nos indagou sobre a viabilidade dessa t√©cnica aportar no Brasil. Curiosos que somos, fomos √† busca de respostas que pudessem elucidar n√£o somente a nossa curiosidade, bem como as d√ļvidas de nosso leitor.

Fizemos alguns contatos e obtivemos tal posicionamento:

Ivanir Cella,  Gerente Estadual de Apicultura e Meliponicultura da Epagri - Imagem: Arquivo Pessoal.

Ivanir Cella,
Gerente Estadual de Apicultura e Meliponicultura da Epagri – Imagem: Arquivo Pessoal.

Ivanir Cella, Gerente Estadual de Apicultura e Meliponicultura da Epagri/SC, disse que n√£o via ‚Äú(…) viabilidade t√©cnica nem econ√īmica para esse m√©todo, nem mesmo no pa√≠s onde isso foi inventado, onde h√° a ocorr√™ncia das abelhas √°pis de origem europeias, pouco defensivas. Para nosso pa√≠s acredito que seria ainda mais dif√≠cil, pois temos abelhas √°pis resultado do cruzamento de abelhas europeias com africanas, bastante defensivas. Ter√≠amos dois grandes problemas a serem resolvidos:

1)Nossas abelhas africanizadas não aceitariam a técnica pacificamente, dificultando a vida do produtor que está colhendo o mel. Aliás, nem poderiam estar instaladas próximo a residência como acontece lá e que acontecia aqui também, antes da chegada das abelhas africanas na década de 50, chegando em SC na década de 60.

2) A exposição do mel e o tempo para realizar esse processo é suficiente para que outras abelhas, atraídas por esse mel, tentem entrar nessas colmeias causando o que chamamos de pilhagem ou saque (roubo forçando a entrada na colmeia, resultando em uma briga generalizada).

Com relação aos meliponíneos (também chamadas de abelhas nativas ou abelhas indígenas), que podem ser criadas próximas à residência por serem menos defensivas e terem o ferrão atrofiado, que não fazem favos de mel e sim potes de mel, teríamos outro problema, pois os potes de mel e de pólen estão próximos. Ao abrir o pote de mel para ser esvaziado, possivelmente também abriria o pote de pólen, atraindo forídeos (pequena mosca), que são o principal inimigo de nossas abelhas nativas e que causam destruição total da família em poucos dias após ter entrado na colmeia.

Pelo que se observa no v√≠deo, esse m√©todo aparenta causar um dano √† col√īnia de abelhas maior que a colheita tradicional. Precisamos sempre estar atentos para novas tecnologias, mas nesse caso, pelo menos at√© ser comprovada sua efici√™ncia e adequa√ß√£o para nossa realidade, acredito que ficaremos somente na curiosidade.”

Com o depoimento de Cella, esperamos ter ajudado nosso leitores que acompanharam nosso post. Afinal isso √© #adubarofuturo com o nosso p√ļblico, contem conosco e at√© a pr√≥xima ;)

OBS: nosso muito obrigado ao Epagri, representado por Ivanir Cella, que nos ajudou muito nessa busca por respostas!