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Síntese: “Solos Inteligentes: um complexo desafio para segurança alimentar e saúde humana”

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, Agricultura de Baixo Carbono, agronegócio, cobertura vegetal, Pesquisa, Piraí Sementes, plantio direto, Recuperação de áreas degradadas, Recuperação de solos, Sustentabilidade por Admin em 11 de dezembro de 2017No Comments »

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A IV Reunião Nordestina de Ciência do Solo (RNCS), que aconteceu entre 27 e 30 de novembro em Teresina/PI, trouxe várias discussões no formato de conferência. Uma delas foi a que abriu o evento, ministrada pelo pesquisador Luiz Fernando Leite, chefe geral da Embrapa Meio-Norte com o mote: “Solos Inteligentes: um complexo desafio para segurança alimentar e saúde humana”.

O pesquisador pontuou o cenário de degradação dos solos pelo mundo, conforme aponta a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura): 50% das terras agricultáveis estão comprometidas com algum nível de degradação. O custo para sua recuperação, por meio de fertilizantes, ultrapassa a casa dos 200 bilhões de dólares/ano.

Outro desafio está na própria questão produtiva: nos próximos 35 anos a demanda por alimentos aumentará em 70% por todo o mundo e em 100% nos países em desenvolvimentos e fatores como aumento da demanda, mudanças no padrão de consumo, desperdício dos alimentos produzidos, falta de novas áreas produtivas e a pressão sobre os recursos naturais são pautados como críticos para que essa demanda alimentícia seja suprida de forma integral.

Luis Fernando pontua que o desperdício, num montante de 30% do total, tem 10% concentrados na própria produção, o que indica a falta de ações eficientes para extrair os produtos do solo com a máxima segurança possível e também o descarte por conta das condições atípicas de produção como falta de chuvas, pragas, entre outros.

Uma das soluções para ir na contramão desse denso/tenso panorama, segundo o pesquisador, está no sequestro de carbono. Só no país, assim como em outros países em desenvolvimento, com a adoção desse método seria possível produzir de 24 a 40 milhões de toneladas de grãos a mais.

O lado bom, já perceptível de alguns anos para cá, conforme disse Leite, está no aumento do consumo de alimentos mais saudáveis. Neste última década o percentual chegou a casa dos 870%. No Brasil, o consumo de frutas, verduras, legumes, nesse mesmo período, cresceu 60%. A qualidade desses alimentos, bem como a quantidade (que varia pela própria saúde do solo produtivo) são fatores que tem impulsionando o consumo, bem como a questão de uma vida mais saudável e nutritiva.

A demanda impulsiona a atividade agrícola adiante. Quanto mais saudável for a alimentação, maior será a “cobrança” por produtos melhores e por consequência, por solos produtivos melhores. Isso mostra que o caminho da sustentável precisa ser considerado para que o volume produtivo consiga acompanhar a demanda mundial por alimentos.

Fonte: Grupo Cultivar.

Degradação: a recuperação passa pela adubação verde!

Você já imaginou como a sustentabilidade pode devolver a vida produtiva de um solo?

Pois bem, veja como a adubação verde atua para isso: o cultivo de plantas em rotação/sucessão/consorciação com as culturas comerciais, que melhoram significativamente os atributos químicos, físicos e biológicos do solo.

Essas plantas denominadas “Adubos Verdes” tem características recicladoras,  recuperadoras, protetoras, melhoradoras e condicionadoras do solo. Englobam diversas espécies vegetais, porém a preferência pelas leguminosas está consagrada também pela sua capacidade de fixar nitrogênio.

Se interessou? Veja mais do que a adubação verde faz para reverter a degradação do solo acessando o site da Sementes Piraí, nossa adubadora.

 

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