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Cobertura vegetal melhora produção de capim em consórcio

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, agronegócio, agropecuária, cobertura vegetal, Crotalária, Milho, pastagem, Pesquisa, Piraí Sementes, plantio direto, Recuperação de áreas degradadas, Safrinha, Sustentabilidade, tecnologia por Admin em 21 de abril de 2017No Comments »

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Muitos produtores devem se perguntar se existe a necessidade de adubar o capim consorciado (como a braquiária ruziziensis). Para por fim nesse questionamento o Instituto de Zootecnia (IZ), da Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (Apta), localizado em Nova Odessa/SP está há mais de três anos pesquisando a respeito e os resultados já observados são satisfatórios.

As pesquisas se norteiam sobre o quanto a aplicação de cobertura pode fazer a diferença na produção de forragem em áreas de pastagens com algum nível de degradação. A resposta está no aumento de 40% na produção de matéria seca pós-dessecação do capim.

Tudo começou em outubro de 2014, com financiamento da Agrisus, quando em 0,5 hectare foi plantado milho safrinha em consórcio com a braquiária. A adubação verde entrou em cena, por meio da crotalária-spectabilis (adubo verde de verão) antes da adubação nitrogenada feita apenas para o cereal. Segundo a pesquisadora Karina Batista, coordenadora do estudo, a opção por esse tipo de crotalária se deu pela facilidade de manejo. Ela pontua que a soja ou outra leguminosa pode ser escolhidas pelo produtor, uma vez que seus rendimentos em nitrogênio são semelhantes, variando de 25 a 30kgs/ha.

A pesquisadora alerta que os estudos derrubaram a crença de muitos produtores, que pensavam que ao optar pela adubação do milho no plantio e depois utilizar a adubação de cobertura pulando as linhas do capim, o nível de nitrogênio existente seria suficiente para suprir a demanda observada pela cultura comercial. Na verdade, o que acontece em SPD (Sistema Plantio Direto) pensando em recuperação de pastagens degradadas, é a mineralização do nitrogênio em cinco anos, ou seja, não haveria de “bate-pronto” nitrogênio necessário.

Para aplicar o nitrogênio, o produtor deve agir quando o milho estiver com quatro a cinco folhas, considerando a proporção de 40 kg de N/ha tanto nas linhas do cereal quanto de capim. A adubação de cobertura, por sua vez, não compete nem com o milho, nem com a gramínea. Pelo contrário, durante os estudos observou-se aumento de 5% em produtividade.

A consideração para o uso da cobertura vegetal é plantar no tempo correto. O adubo verde de verão deve ser semeado entre setembro e outubro, para que a dessecação ocorra em janeiro, abrindo espaço à safrinha em meados de fevereiro.

Karina ainda aponta que o investimento apresenta retornos, seja com o aproveitamento da palhada para agricultura, seja com a produção de carne. Mas observa que esse tipo de ação deve ser mesclado com outros tipos de rotação, para que o produtor evita a degradação pelo uso excessivo da mesma técnica.

Fonte: Portal DBO.

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