Archive for the ‘Recuperação de áreas degradadas’ Category

Cobertura vegetal melhora produção de capim em consórcio

sexta-feira, abril 21st, 2017

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Muitos produtores devem se perguntar se existe a necessidade de adubar o capim consorciado (como a braquiária ruziziensis). Para por fim nesse questionamento o Instituto de Zootecnia (IZ), da Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (Apta), localizado em Nova Odessa/SP está há mais de três anos pesquisando a respeito e os resultados já observados são satisfatórios.

As pesquisas se norteiam sobre o quanto a aplicação de cobertura pode fazer a diferença na produção de forragem em áreas de pastagens com algum nível de degradação. A resposta está no aumento de 40% na produção de matéria seca pós-dessecação do capim. (mais…)

Dia de campo mostrará alternativas de consórcios para segunda safra

segunda-feira, abril 17th, 2017

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Obs: O texto de hoje é uma reprodução integral do excerto de Gabriel Faria, da Embrapa Agrossilvipastoril. Agradecemos e creditamos ao Gabriel todo o conteúdo textual postado abaixo.

Gabriel Faria (mtb 15.624/MG JP)
Embrapa Agrossilvipastoril
agrossilvipastoril.imprensa@embrapa.br
Telefone: (66) 3211-4227

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Crédito da Imagem: Site - Embrapa.

Crédito da Imagem: Site – Embrapa.

Capim com guandu anão, capim com crotalária, girassol com capim, capim com nabo forrageiro e niger. Esses são alguns dos consórcios possíveis de serem utilizados na segunda safra em Mato Grosso e que serão apresentados aos participantes do 7º Dia de Campo sobre Sistemas Integrados de Produção Agropecuária. O evento está com inscrições abertas e será realizado no próximo dia 28, na Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT). (mais…)

Conservação dos solos e uma solução chamada Adubação Verde

quinta-feira, abril 13th, 2017

Olá Adubadores! Hoje apresentamos o último texto de nossa série sobre conservação do solo: problemas e soluções. No próximo sábado, 15, é o Dia da Conservação do Solo. Esperamos que esses conteúdos tenham ajudado a entender sobre os danos da não conservação do solo e como as soluções sustentáveis são rentáveis e impactam positivamente a produtividade.

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Também chamada de cobertura vegetal por alguns pesquisadores, a proteção do solo é um dos benefícios ofertados pela técnica

Conservar o solo saudável para receber as culturas comerciais, garantindo sua produtividade, é um desafio e tanto para o futuro da agricultura. Livrá-lo de pragas, doenças, ervas daninhas e da própria compactação tem exigido muito tempo e dinheiro dos produtores. (mais…)

6 maneiras de por fim à compactação do solo

quarta-feira, abril 12th, 2017

Olá Adubadores! Continuamos com nossa série de conteúdos sobre conservação do solo: problemas e soluções. Hoje, traremos não só uma, mas seis maneiras para evitar a compactação. Lembrando que no próximo dia 15 é o Dia da Conservação do Solo.

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Já mencionamos aqui a ameaça que a compactação oferece para o futuro das atividades agrícolas. Hoje, por sua vez, é chegado o momento de mostrar como prevenir essa dor de cabeça. E as diretrizes que apresentaremos a seguir vem diretamente dos EUA, mais precisamente da Ohio State University, que durante 30 anos pesquisou sobre o tema. (mais…)

Conservação dos solos e um problema chamado compactação

segunda-feira, abril 10th, 2017

Olá Adubadores! No próximo dia 15 vamos comemorar o Dia da Conservação do Solo e por isso, durante toda essa semana, traremos aqui uma série de conteúdos que vão te ajudar a entender o que prejudica os solos agrícolas e como conservá-los de maneira sustentável. Hoje vamos falar da compactação: suas causas, consequências e algumas medidas de correção.

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Além de todas as pragas, doenças e ervas daninhas que a lavoura está sujeita a sucumbir, existe outro fator tão perigoso para o futuro agrícola: a tal da compactação do solo. (mais…)

Recuperando pastagens degradadas com Feijão-guandu!

terça-feira, dezembro 13th, 2016

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Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste ao se depararem com o cenário de degradação da braquiária em solo arenoso e com infestação de grama batatais e outras ervas daninhas precisaram colocar as ideias pra pensar e estimar uma ação que revertesse essa situação e devolvesse ao solo as melhores condições para uma pastagem. A alternativa encontrada foi consorciar com o Feijão-guandu!

Dois anos após essa ação, os resultados alcançados foram: lotação média de 3,4 novilhas/ha e ganho de peso médio diário de 429 g/animal. Além dos resultados diretos, a pesquisadora Patrícia Anchão destacou outros benefícios no emprego da leguminosa em consórcio, como a dispensa de fertilizantes nitrogenados, uma vez que o Guandu é um adubo verde ótimo em fixação de N2. (mais…)

Brasil avança para reduzir a emissão de poluentes!

terça-feira, dezembro 6th, 2016
Práticas sustentáveis produtivas como o Sistema ILPF são medidas que contribuirão para que o agro conduza o processo sustentável de redução de poluentes - Imagem: Divulgação.

Práticas sustentáveis produtivas como o Sistema ILPF são medidas que contribuirão para que o agro conduza as implicações do Acordo de Paris – Imagem: Divulgação.

Sabemos que a agricultura/agropecuária pode influenciar, e muito, na jornada sustentável que o Brasil tem por compromisso quando o assunto são a redução de poluentes. Medidas simples, como a adoção de técnicas mais sustentáveis na produção já representam um valor significativo de contribuição.

O Governo Federal, por sua vez, atua ao encontro dessas ações e desde meados de setembro passado entrou oficialmente na lista dos países que aderiram ao Acordo de Paris, firmado no fim de 2015 com o objetivo de conter o aquecimento global. Em números, o país se compromete para manter o nível de aumento da temperatura global abaixo dos 2ºC e com a redução da emissão de gases poluentes em até 43% até 2.030. (mais…)

Em Manaus, a adubação verde auxilia na recuperação de solos degradados!

quinta-feira, novembro 17th, 2016
João, Bruno e Ivan, os estudantes do projeto de recuperação de áreas degradadas com adubação verde e bomba de sementes - Imagem: Márcio Silva.

João, Bruno e Ivan, os estudantes do projeto de recuperação de áreas degradadas com adubação verde e bomba de sementes – Imagem: Márcio Silva.

Estudantes do 3º ano do ensino médio da Fundação Matias Machline, em Manaus/AM, desenvolveram um projeto de recuperação de solos degradados que leva, em média, 15 anos para apresentar 100% de retorno e que apresenta custos três vezes menores que uma ação de reflorestamento. A ação foi apresentada em 18 de outubro  na Feira de Ciência da Amazônia (FCA), evento incluso na 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Amazonas (SNCT).

Bruno Muniz, Ivan Miller e João Melga estudaram técnicas que recuperam a saúde do solo e para tanto, investiram em duas ações: a adubação verde e a bomba de sementes (bola de argila), que juntas ajudam a nutrir a terra permitindo a melhor fixação de nitrogênio e outros nutrientes, fazendo com que indiretamente a mata secundária cresça mais rápido do que no processo natural. Para a adubação verde os estudantes optaram por plantar leguminosas como mucuna-preta, feijão-guandu, feijão-de-porco, entre outras. (mais…)

Saiba qual crotalária escolher para rotação de culturas e adubação verde

quinta-feira, setembro 15th, 2016

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Obs: O texto de hoje é uma reprodução integral do excerto de Naiara Araújo, da SF Agro. Agradecemos e creditamos a Naiara todo o conteúdo textual postado abaixo.

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Além de controlar a incidência de nematoides nas lavouras, o cultivo da espécie correta é vantajoso para o solo 

A Crotalária-juncea, por exemplo, é indicada para a cultura de cana-de-açúcar - Imagem: Sementes Piraí.

A Crotalária-juncea, por exemplo, é uma das Crotalárias indicadas para a cultura de cana-de-açúcar – Imagem: Sementes Piraí.

A rotação de culturas com crotalária é uma alternativa interessante para muitos produtores. Além de controlar a incidência de nematoides nas lavouras, essa prática traz muitos benefícios, como cuidado e proteção do solo, controle de ervas daninhas e recuperação de áreas degradadas. Segundo Donizeti Carlos, engenheiro agrônomo e diretor da Sementes Piraí, muitos agricultores ainda têm dúvidas sobre qual variedade de crotalária escolher para a rotação de culturas.

O cultivo de crotalárias é uma técnica de adubação verde e apresenta feitos positivos desde o primeiro plantio, mas a situação melhora ainda mais a longo prazo. “A eficiência no controle será maior se o produtor for repetindo anualmente o preparo do solo com crotalárias nas janelas da safra e fazendo essa rotação. Ele sempre terá ganhos”, diz Donizeti Carlos. O cultivo de crotalária pode ser feito antes da safra de verão, na segunda safra e em consórcio com algumas culturas, como milho, milheto e braquiária.

A adubação verde se popularizou nas últimas temporadas. Na safrinha deste ano, o engenheiro agrônomo acredita que cerca de 300 mil hectares de milho foram plantados em consórcio com crotalárias, principalmente no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Goiás. O plantio das espécies é simples. A orientação é que a semeadura da crotalária seja feito a lanço, em áreas já dessecadas para controle das ervas daninhas e tigueras da cultura anterior. Elas devem ser levemente incorporadas, de dois a três centímetros de profundidade, com correntão ou grade niveladora. Confira as dicas para escolher a crotalária mais adequada para a fazenda. (mais…)

Novos caminhos para os rejeitos de minério da Samarco!

quinta-feira, setembro 8th, 2016
O Rio Gualaxo do Norte é um dos beneficiadas pela execução de projetos sustentáveis que deem destino aos rejeitos de minério - Imagem: Leandro Couri/EM/ DA Press).

O Rio Gualaxo do Norte é um dos beneficiados pela execução de projetos sustentáveis que aproveitem os rejeitos de minério – Imagem: Leandro Couri/EM/ DA Press).

Soluções sustentáveis são o caminho para o aproveitamento das milhões de toneladas de rejeitos de minério provenientes do rompimento da barragem de Fundão, pertencente à Samarco, em novembro passado. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fepamig) indicou que o material pode ser aproveitado na construção civil, na fabricação de tijolos, blocos, pisos, entre outros materiais.

A Fepamig tem trabalhado buscando iniciativas sustentáveis para o aproveitamento dos rejeitos, minimizando assim o impacto ao meio ambiente, permitindo que ele possa se reconstruir mais rapidamente. Desde abril, com a abertura de uma chamada pública, a instituição recebeu mais de 150 projetos dos quais 29 foram encaminhados para contratação. Para sua execução um aporte de quatro milhões de reais será necessário.

Dos 29 projetos submetidos à contração, seis atendem a temática de Recuperação do Solo, sete sobre Recuperação da Água, oito na Recuperação da Biodiversidade e na linha de Tecnologias Sociais. (mais…)

Alternativas para a descompactação de solos!

quinta-feira, agosto 25th, 2016

crotalaria_ochroleuca_sementespiraiUm estudo realizado pelos pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste, Júlio Cesar Salton e Michely Tomazi (engenheiros agrônomos e Doutores em ciência do solo), apontou alternativas sustentáveis para a reversão da compactação do solo.

Essa situação prejudica muito a agricultura, pois dificulta o desenvolvimento radicular das plantas, provoca o acúmulo de adubos e ainda entrava a entrada da água na terra, isso porque o solo se encontra em condição porosa. Como alternativa, os pesquisadores sugerem o uso de plantas de raízes profundas na entressafra, preparando a terra de forma biológica. Como exemplo estão a braquiária e a crotalária.

O estudo verificou como as plantas de cobertura se desenvolvem na região radicular, explorando aquelas que possuem raízes maiores ajudando na descompactação do solo e que ainda servem como proteção na superfície, servindo de palhada, muitas vezes, para a cultura comercial subsequente.

A pesquisa analisou algumas situações como a rotação entre a pastagem e a cultura de soja, dentro de um sistema ILPF. Seus resultados demonstram as vantagens em descompactar o solo de forma biológica, promovendo também a saúde da terra. Para conferir detalhes desse estudo, clique aqui.

Fonte: Agrolink

Crotalárias e a descompactação do solo

Os pesquisadores mencionaram em seu estudo, pautado acima, que a crotalária é boa opção natural para reverter a compactação do solo.

Conheça mais sobre as crotalárias acessando os links abaixo:

Informe-se e veja qual é a mais indicada para agir no seu solo. Caso precise de mais informações entre em contato com a nossa adubadora, Sementes Piraí, por meio desse link.

Sistema ILPF na agricultura familiar paraense!

quarta-feira, agosto 24th, 2016
Área consideradas improdutivas são recuperadas pela adoção do Sistema ILPF - Imagem: Gladyz Martinez/Embrapa.

Área consideradas improdutivas são recuperadas pela adoção do Sistema ILPF – Imagem: Gladyz Martinez/Embrapa.

A Embrapa Amazônia Oriental apresentou, em meados de junho, o primeiro sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) destinado exclusivamente a agricultura familiar do Pará. Um projeto experimental já foi implantando, em uma propriedade parceria da Embrapa, que serve como ponto de observação para os técnicos e agrônomos da empresa.

Tal projeto abrange componentes de lavoura, pastagem, floresta e pecuária dispostas na mesma área, funcionando em consórcio, sucessão ou rotação. Todas as tecnologias pontuadas pela Embrapa estão disponíveis para adoção imediata, pautando que a Amazônia pode receber esse sistema na agricultura familiar e deixá-la mais competitiva.

Há quatro tecnologias empregadas nesses sistema que compõem o Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) e são elas: recuperação de áreas degradadas, sistemas plantio direto, florestas plantadas, além do próprio sistema ILPF.

O projeto delineado pela Embrapa é mais uma boa notícia ao desenvolvimento da agricultura familiar, contemplando a adequação ambiental, a viabilidade econômica e valorizando o aspecto social. Esperamos que projetos desse tipo cheguem aos demais estados, pensados com o mesmo planejamento e cuidado como o que foi apresentado para os agricultores paraenses.

Fonte: EBC.

Adubação Verde no desenvolvimento sustentável da agricultura familiar

Com a chegada de tecnologias ABC à agricultura familiar do Pará é válido reforçar o papel da adubação verde em algumas dessas ações, como na recuperação de áreas degradadas e no sistema plantio direto.

Saiba como a adubação verde ajuda cada uma dessas tecnologias acessando os conteúdos do site da nossa adubadora, Sementes Piraí.

Em especial, sobre o sistema plantio direto, indicamos a entrevista feita com Herbert e Marie Bartz que você confere clicando aqui.

Estudo revela que 30% dos solos do mundo estão degradados

quarta-feira, agosto 17th, 2016
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Obs: O texto de hoje é uma reprodução integral do excerto de Carlos Dias, da Embrapa Solos. Agradecemos e creditamos ao Carlos todo o conteúdo textual postado abaixo.
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A erosão é um dos problemas que ameaça o futuro dos solos - Imagem: Natércia Rocha/Diário do Nordeste.

A erosão é um dos problemas que ameaça o futuro dos solos – Imagem: Natércia Rocha/Diário do Nordeste.

Ameaças como erosão, compactação e perda da matéria orgânica, entre outros, atingem quase um terço das terras do planeta. Amplo estudo envolvendo 600 pesquisadores de 60 países mostrou que mais de 30% dos solos do mundo estão degradados. Coordenado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o trabalho publicou seus resultados no livro ‘Estado da Arte do Recurso Solo no Mundo’ (Status of the world´s soil resources) e se baseou em mais de duas mil publicações científicas no tema.

O Relatório traz uma perspectiva global sobre as condições atuais do solo, seu papel na prestação de serviços ecossistêmicos, como produção de água e sequestro de carbono, bem como sobre as ameaças à sua contribuição para a produção desses serviços. Segundo a pesquisadora da Embrapa Solos Maria de Lourdes Mendonça Santos Brefin, membro do comitê editorial e coordenadora da publicação para a América Latina e Caribe, a perspectiva é de que a situação possa piorar se não houver ações concretas que envolvam indivíduos, setor privado, governos e organizações internacionais. “A principal conclusão do livro não é boa. A degradação dos solos no mundo é muito alta e pode trazer consequências desastrosas nas próximas décadas para milhões de pessoas nas áreas mais vulneráveis”, revela a pesquisadora.

“Essas quatro ameaças têm a mesma origem: a exploração cada vez maior do solo por parte do ser humano, geralmente combinada com as mudanças climáticas”, afirma Miguel Taboada, diretor do Departamento de Solos do argentino Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA).

Mais de 10% em perdas agrícolas até 2050

Perdas anuais de culturas causadas por erosão foram estimadas em 0,3% da produção. Se o problema continuar nesse ritmo, uma redução total de mais de 10% poderá acontecer até 2050. A erosão em solo agrícola e de pastagem intensiva varia entre cem a mil vezes a taxa de erosão natural e o custo anual de fertilizantes para substituir os nutrientes perdidos pela erosão chega a US$ 150 bilhões.

Outro problema que ameaça o solo é sua compactação, que pode reduzir em até 60% os rendimentos mundiais das culturas agrícolas. “No mundo, a compactação tem degradado uma área estimada de 680.000 km2 de solo, ou cerca de 4% da área total de terras”, revela Maria de Lourdes, que também compõe o grupo de 27 especialistas do Painel Técnico Intergovernamental do Solo (ITPS) da Organização das Nações Unidas. O pisoteio dos rebanhos e a cobertura insuficiente do solo pela vegetação natural ou pelas culturas são responsáveis pela compactação de 280.000 km2 na África e Ásia, uma área maior do que o território da Nova Zelândia.

Os danos causados pela compactação do solo são de longa duração ou mesmo permanentes. Uma compactação que aconteça hoje pode levar à redução da produtividade das culturas até 12 anos mais tarde.

No entanto, o maior obstáculo para melhorar a produção de alimentos e as funções do solo em muitas paisagens degradadas é a falta de nutrientes, especialmente nitrogênio e fósforo, bem como insumos orgânicos. Toda a África, à exceção de três países, retira mais nutrientes do solo a cada ano do que é devolvido por meio do uso de fertilizantes, resíduos da produção, estrume e outras matérias orgânicas.

Em outras áreas, a oferta excessiva de nutrientes contamina o solo e os recursos hídricos e contribui para as emissões de gases de efeito estufa. Em 2010, as emissões de óxido nitroso dos solos agrícolas provocadas pela adição de fertilizantes sintéticos foram equivalentes a 683 milhões de toneladas de CO2.

Microrganismos em risco

De acordo com o Relatório, cerca de 25% de todas as espécies vivas residem no solo. Um metro quadrado de solo contém bilhões de organismos e milhões de espécies. Fungos e bactérias, por exemplo, decompõem a matéria orgânica do solo, controlam a dinâmica do carbono orgânico e tornam os nutrientes disponíveis para as plantas.

A biodiversidade do solo é ameaçada pela intensificação do uso da terra e pelo uso de fertilizantes químicos, pesticidas e herbicidas. Calcula-se que 56% da biodiversidade do solo da União Europeia esteja sob algum tipo de ameaça.

Pesquisa e legislação são a solução

O livro não aponta só os problemas. O relatório mostra caminhos sobre como lidar com essas ameaças ao solo, tanto no âmbito de políticas públicas como trazendo recomendações técnicas.

Para interromper a degradação do solo é necessário focar em quatro pilares definidos pela União Europeia: aumento do conhecimento, pesquisa, integração da proteção do solo na legislação existente e um novo instrumento legal (lei). “Um bom exemplo de instrumento legal é o Ato de Conservação do Solo, promulgado em 1935, nos Estados Unidos”, revela o italiano Luca Montanarella, cientista do Centro Conjunto de Pesquisa da União Europeia. “O Ato reverteu a tendência negativa de erosão massiva no Meio-Oeste americano nos últimos 80 anos,” diz.

Especialistas afirmam que os instrumentos legais precisam ser reforçados pelo aumento das atividades de conscientização e educação, assim como é preciso reforçar o investimento em pesquisa e tecnologias de recuperação. Para eles, desenvolver essa estratégia pode reverter a tendência de degradação do solo no mundo e deve ser o objetivo para o manejo sustentável da terra.

“De acorco com o relatório, existe evidência de que a humanidade está perto dos limites globais para fixação total de nitrogênio e os limites regionais para o uso de fósforo”, diz Maria de Lourdes. “Portanto, devemos agir para estabilizar ou reduzir o uso desses fertilizantes de maneira geral, priorizando as regiões com deficiência de nutrientes”. De acordo com a cientista da Embrapa, aumentar a eficiência do uso de nitrogênio e fósforo pelas plantas e conhecer a fertilidade dos solos é um requisito fundamental para atingir esse objetivo.

A publicação recomenda oito técnicas para evitar a degradação do solo: minimizar o revolvimento, evitando a colheita mecanizada; aumentar e manter uma camada protetora orgânica na superfície do solo, usando grãos de cobertura e resíduos desses grãos; cultivo de uma grande variedade de espécies de plantas – anuais e perenes − em associações, sequências e rotações que podem incluir árvores, arbustos, pastos e grãos; usar espécies bem adaptadas para resistir aos estresses bióticos e abióticos e com boa qualidade nutricional, plantadas no período apropriado; aumentar a nutrição dos grãos e a função do solo, usando rotação de grãos e uso criterioso de fertilizantes; assegurar o manejo integrado de pestes, doenças e sementes usando práticas apropriadas e pesticidas de baixo risco quando necessário; gerenciamento correto do uso da água e, por último, controlar as máquinas e o tráfego nas propriedades a fim de evitar a compactação. Essas oito práticas combatem com eficiência a erosão, o desequilíbrio de nutrientes, a perda de matéria orgânica e a compactação.

Painéis internacionais

O Painel Técnico Intergovernamental do Solo (ITPS) ainda é um painel pouco conhecido quando comparado a outros como o de mudanças climáticas (IPCC) ou o de desertificação (UNCCD). Os cientistas da área pretendem que o painel sobre o solo tenha uma interação maior com os demais a fim de incluir de forma clara e definitiva o recurso solo nas discussões sobre segurança alimentar, mudanças climáticas, conservação de biodiversidade, etc.

Está programado, para março de 2017, em Roma, um Workshop entre o ITPS e o IPCC a fim de incluir, de forma mais direta, a terra e seus indicadores nas questões de mudanças climáticas, em alinhamento com a última Conferência do Clima, em Paris, na qual ficou evidenciado o papel da agricultura como próximo foco para os países trabalharem a redução de suas emissões.

“O solo é responsável e também afetado pelas mudanças climáticas”, revela Miguel Taboada. “Ele é responsável pelo seu papel nas emissões de gás de efeito estufa, como dióxido de carbono, óxido nitroso e metano. O lado positivo é que o solo pode mitigar as emissões desses gases, armazenando carbono e apoiando as plantações florestais nele feitas”, completa.

A elevação da temperatura leva a níveis maiores de mineralização e à diminuição do carbono orgânico no solo. Por sua vez, uma concentração crescente de gás carbônico atmosférico pode aumentar a fotossíntese das plantas, elevando, consequentemente, o sequestro de carbono. Para completar o ciclo, mudanças climáticas aumentam a ocorrência de tempestades, secas e inundações. “Os solos são afetados por esses eventos extremos, na forma da perda de água, erosão, desabamentos e salinização”, alerta o cientista argentino.

Ações no Brasil

A Embrapa, ao lado do Tribunal de Contas da União (TCU), reuniu em 2012 em Brasília, autoridades brasileiras e mundiais durante três dias de debates sobre solos. Na ocasião foi elaborada a Carta de Brasília, com recomendações aos tomadores de decisão sobre o manejo e conservação da terra.

Outra importante ação estratégica é a implementação do Programa Nacional de Solos do Brasil (Pronasolos), que reúne um grupo de especialistas a fim de criar instrumentos para a governança dos solos no Brasil. O Programa é capitaneado pela Embrapa Solos atendendo a uma resolução do TCU e envolve dez centros de pesquisa da Embrapa, quatro universidades, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com Maria de Lourdes Mendonça, o Pronasolos será um marco da retomada do País no conhecimento mais detalhado de seus solos. O Programa também possibilitará a construção e a gestão de uma infraestrutura de dados de solos unificada, a formação e o resgate de competências em pedologia, o fortalecimento das instituições envolvidas e uma estratégia eficiente de transferência de tecnologias. A Embrapa Solos procura parceiros privados para implantar o programa.

O documento elaborado pelos membros do projeto prevê a inclusão do Pronasolos no Plano Plurianual do Mapa, com recursos diretos por meio de uma Fundação e contratação, pela Embrapa, de equipe mínima permanente de pedólogos. O programa ainda será incluído na nova Lei de Conservação de Solos e Água.

Embrapa Solos.

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Adubação Verde e reversão da degradação
Você sabia que a adubação verde pode estar presente em cinco das oito recomendações da publicação “Status of the world’s soil resources” mencionada acima? – Pois bem, veja abaixo:
  • Serve como cobertura vegetal do solo;
  • Ajuda no manejo integrado de pragas;
  • É utilizada no Sistema Plantio Direto e rotação de culturas;
  • Possuí espécies resistentes ao stress hídrico;
  • Regenera e devolve a capacidade produtiva do solo.

Esses são apenas alguns exemplos que vão ao encontro das diretrizes da publicação. Saiba mais como a adubação verde contribui para a reversão dos cenários causados pela degradação, erosão e compactação do solo acessando o site da Sementes Piraí. Constate que a adubação verde é um dos caminhos para garantir a continuidade agrícola, bem como uma auxiliar na manutenção do meio ambiente.

Projeto ajudar a #adubarofuturo de áreas degradadas na Amazônia!

terça-feira, agosto 2nd, 2016
Registro do balanço da Inovagri no nordeste paraense - Imagem: Kélem Cabral/EcoDebate.

Registro do balanço da Inovagri no nordeste paraense – Imagem: Kélem Cabral/EcoDebate.

O projeto “Conservação e recuperação de áreas degradadas em unidades de produção familiar na Amazônia Oriental brasileira”, batizado como Inovagri, executado pela Embrapa Amazônia Oriental, com financiamento proveniente de cooperação internacional por meio da organização The International Tropical Timber Organization (ITTO) está mudando o panorama sobre o uso do fogo e o uso racional das propriedades rurais de 28 agricultores familiares atendidos pelo projeto.

Em nove anos de atuação e com prazo de término para este segundo semestre, o projeto apresentou em junho passado um balanço das atividades realizadas até então nos municípios paraenses de Garrafão do Norte, Capitão Poço e Bragança . Como objetivo principal o Inovagri contribui para a recuperação de áreas degradadas nas propriedades, observando o aumento do potencial produtivo florestal e subsidiando a adequação à legislação ambiental em APP (área de preservação permanente) e RL (reserva legal).

Durante o balanço os pesquisadores do Inovagri pautaram o importante diferencial observado pelas famílias adotantes do projeto, favorecendo a construção participativa de cada etapa. A troca constante de conhecimento entre os populares e as tecnologias da Embrapa foi um dos pontos mais salientados. Os cursos ministrados pelo projetos em conjunto com o mapa de uso da propriedade, uniu-se aos conhecimentos locais e permitiu que os agricultores tivessem uma visão mais vasta de como a troca de seus hábitos seria benéfica para a natureza, tanto quanto para a sua renda.

Na maioria das propriedades atendidas pelo Inovagri a cultura da mandioca se manteve, mas sem o uso do fogo. Somaram-se à ela o cultivo de frutíferas como banana, limão, tangerina e o açaí. Várias nascentes foram recuperadas, bem como suas matas ciliares. E em algumas propriedades que tinham como cultura o pastejo, o resultado foi observado no solo, que melhorou sua qualidade e consequentemente possibilitou aos agricultores ter um rebanho mais forte e saudável.

O Inovagri, durante seus nove anos de trabalho, atuou para conscientizar a importância de se produzir em parceria com o meio ambiente, respeitando suas intempéries. O resultado são os bons frutos colhidos de cada pomar, a natureza evoluindo e recuperando sua destruição de anos e o bolso dos produtores, que conseguiram não só aumentar, mas diversificar sua renda. Isso é #adubarofuturo.

Fonte: Rondônia Agora.

Recuperação de áreas degradadas com o auxílio da adubação verde

Você sabia que a adubação verde pode contribuir para recuperar áreas desgastadas pela intensa produção, bem como reverter os danos causados pela erosão?

Pois bem, o uso de adubos verdes, plantas que entre suas características possuem propriedades que melhoram, condicionam e enriquecem os aspectos químicos, físicos e biológicos do solo, ajudam a beneficiar o meio ambiente, de forma direta e indireta.

Para saber mais sobre os benefícios da adubação verde acesse o site da Sementes Piraí, nossa adubadora, e fique por dentro das vantagens de ser um adubador do futuro.

Estímulo às propriedades sustentáveis na Amazônia e Mata Atlântica!

terça-feira, julho 19th, 2016
Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

Uma boa notícia para agricultores da região Amazônica e da Mata Atlântica que querem tornar suas propriedades mais sustentáveis. O Programa Rural Sustentável “desembarcou” na área e vai auxiliar os interessados nessa mudança numa área de abrangência de 70 municípios dos dois biomas. A intenção do programa, em suma, é ajudar na redução da pressão para desmatamento de novas áreas, na diminuição da emissão de gases do efeito estufa e na conservação da biodiversidade.

Para tanto os agricultores devem inscrever suas propriedades no Projeto Rural Sustentável até o dia 19 de agosto. Serão selecionadas 3500 pequenas e médias propriedades dos estados de MT, PA, RO, BA, MG, PR e RS, que terão financiadas suas ações de transformação para áreas de agricultura de baixo carbono (incluindo tecnologias como o sistema ILPF, a recuperação de áreas degradadas, o manejo sustentável de florestas nativas, entre outras). Haverá também verbas destinadas à capacitação dos produtores, contando com o auxílio do técnicos extensionistas e de assistência rural.

Nas condições para inscrição o proprietário precisa atestar:  propriedade de até 15 módulos fiscais, constar num dos municípios pontuados e como unidade de produção familiar rural e ter posse legal da área.  Assentados da reforma agrária ou pessoas físicas e ou jurídicas que representem associações e cooperativas também podem se inscrever. Para saber se o seu município faz parte da lista, acesse aqui.

O Programa é uma iniciativa fruto da parceria entre os governos brasileiro e britânico, que propõe uma cooperação técnica no âmbito da agricultura de baixo carbono e desmatamento evitado para reduzir a situação de pobreza no país. O financiamento da ação é executado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e alimentado pelo Fundo Internacional para o Clima (International Climate Fund (ICF) do Ministério da Agricultura, da Alimentação, da Pesca e dos Assuntos Rurais do Reino Unido.

Observados os pré-requisitos de inscrição no Programa Rural Sustentável, obtenha mais detalhes e efetue a inscrição de sua propriedade clicando aqui.

Fonte: Agência Brasil

Falando em propriedades sustentáveis, por que não falarmos de adubação verde?

Você sabia que a adubação verde é uma tecnologia de recuperação e melhoramento de solos agrícolas inclusa na Agricultura de Baixo Carbono? Pois bem, dentre seus benefícios estão:

  • proteção do solo contra os agentes da erosão e radiação solar;
  • redução da incidência de pragas e doenças nas culturas;
  • contribuição para o sequestro de carbono;
  • intensificação da atividade biológica do solo.

Não perca mais tempo e conheça melhor a adubação verde e como ela pode ajudar a sua produção a ser mais sustentável e rentável. Acesse o site da Sementes Piraí e conheça o futuro produtivo!