Archive for the ‘plantio direto’ Category

Cobertura vegetal melhora produção de capim em consórcio

sexta-feira, abril 21st, 2017

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Muitos produtores devem se perguntar se existe a necessidade de adubar o capim consorciado (como a braquiária ruziziensis). Para por fim nesse questionamento o Instituto de Zootecnia (IZ), da Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (Apta), localizado em Nova Odessa/SP está há mais de três anos pesquisando a respeito e os resultados já observados são satisfatórios.

As pesquisas se norteiam sobre o quanto a aplica√ß√£o de cobertura pode fazer a diferen√ßa na produ√ß√£o de forragem em √°reas de pastagens com algum n√≠vel de degrada√ß√£o. A resposta est√° no aumento de 40% na produ√ß√£o de mat√©ria seca p√≥s-desseca√ß√£o do capim. (mais…)

Manejo de solo na sojicultura!

segunda-feira, dezembro 19th, 2016
Lavoura de soja em sistema plantio direto - Imagem: ODOC.

Lavoura de soja em sistema plantio direto – Imagem: ODOC.

Em muitas áreas cultiváveis de soja a safra 2016/2017 já começou! O plantio do grão já foi efetuado e as chuvas de verão levarão vida ao solo. Porém, para estes e outros locais que ainda iniciarão a preparação para a safra atual, cuidar do solo é uma garantia de bom desenvolvimento da cultura comercial.

Para tanto, o pesquisador da Embrapa Osmar Conte indica a import√Ęncia da cobertura do solo com palhada, atendendo a um dos princ√≠pios b√°sicos do Sistema Plantio Direto, como fator essencial para deixar o solo preparado para potencializar o desenvolvimento do gr√£o. (mais…)

Brasil capacita países africanos para o cultivo de algodão!

quinta-feira, outubro 13th, 2016
Retrato de uma das Unidades Comunit√°rias de Aprendizagem do Projeto C-4 - Imagem: Embrapa.

Retrato de uma das Unidades Comunit√°rias de Aprendizagem do Projeto C-4 + Togo – Imagem: Embrapa.

O final de agosto foi marcado pela reuni√£o de pesquisadores do Brasil, Benin, Burkina Faso, Chade, Mali e Togo em Mali (√Āfrica) para a partilha dos resultados de pesquisa envolvendo o cultivo do algod√£o em sistema plantio direto. A a√ß√£o iniciou a 2¬™ fase do projeto de¬†Fortalecimento tecnol√≥gico e difus√£o de boas pr√°ticas agr√≠colas para o algod√£o nos pa√≠ses do C-4 e Togo, desenvolvido pela Ag√™ncia Brasileira de Coopera√ß√£o em parceria com a Embrapa.

O algodão é uma das mais fortes culturas agrícola desses países africanos, porém é preciso incrementar sua produtividade favorecendo uma situação saudável do solo e gerar também a sustentabilidade alimentícia do sistema produtivo, afirmou o o coordenador do projeto Cotton-4 + Togo, José Geraldo Di Stefano.

Ainda neste ano outras reuni√Ķes acontecer√£o com o objetivo de capacitar multiplicadores com √™nfase em tr√™s pilares do projeto: o sistema plantio direto, o manejo integrado de pragas e a planta do algodoeiro. (mais…)

Cuidar do solo n√£o pode mais passar desapercebido pelo agricultor!

terça-feira, setembro 27th, 2016
Solo bem cuidado √© sin√īnimo de produtividade e seguridade na continua√ß√£o da atividade agr√≠cola - Imagem: Divulga√ß√£o.

Solo bem cuidado √© sin√īnimo de produtividade e seguridade na continua√ß√£o da atividade agr√≠cola – Imagem: Divulga√ß√£o.

A agricultura brasileira é conhecida pela sua diversidade, pela sua produtividade e também pelas variadas tecnologias que possibilitam a evolução do setor. Porém, tantos pontos positivos podem ser aniquilados rapidamente se um fator for desconsiderado: o cuidado com o solo! O alerta é do técnico agrícola, Marcos Antonio Trost.

Ele diz que o agricultor preocupado com o insumo b√°sico da sua produ√ß√£o deve come√ßar sua a√ß√£o procurando saber em que tipo de solo cultiva, realizando a coleta da terra para posterior an√°lise de suas condi√ß√Ķes f√≠sicas e qu√≠micas, que o nortear√° no processo de corre√ß√£o e melhoramento do solo. Tal a√ß√£o √© de suma import√Ęncia para manter viva, e crescente, a renda do produtor.

Somente entendendo as necessidades do solo é que o produtor poderá agir com eficiência para cuidar e prepará-lo da melhor forma possível, pontua Trost. Outro ponto relevante está no sistema de cultivo adotado pelo produtor. Por exemplo, para o sistema plantio direto é necessário estruturar o solo adequadamente, visando melhorar sua aeração, o desenvolvimento das raízes e contribuindo para a melhor infiltração de água nos períodos chuvosos.

O t√©cnico tamb√©m observa a import√Ęncia da cobertura de solo para prevenir a eros√£o, o desequil√≠brio do meio ambiente do solo e o poss√≠vel aparecimento de pragas e doen√ßas, dentre outros benef√≠cios. Marcos pontua que s√£o os pequenos detalhes, que comumente passam desapercebidos,¬† que fazem a diferen√ßa pensando na continuidade na atividade de maneira sustent√°vel e lucrativa.

Fonte: Folha do Mate

Viva, solo vivo!

Manter o solo vivo, produtivo, saudável, longe de pragas e doenças, da ação da erosão, dos ventos e da radiação solar é função da adubação verde, você sabia?

Pois bem, os benefícios da adubação verde podem ser observados em variadas culturas como grãos, algodão e cultivares irrigados.

Clique aqui e conhe√ßa o universo da aduba√ß√£o verde apresentado pela Sementes Pira√≠, nossa adubadora. Firme seu compromisso em manter seu solo vivo de forma sustent√°vel e claro, econ√īmica: seja um adubador verde ;)

 

15¬ļ Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha!

sexta-feira, setembro 9th, 2016
Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

Goi√Ęnia foi a cidade escolhida para sediar a 15¬ļ edi√ß√£o do Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha. O evento ser√° realizado entre os dias 20 e 22 deste m√™s no Centro de Eventos da Universidade Federal de Goi√°s (UFG) ‚Äď Campus Samambaia. A realiza√ß√£o fica por conta da Federa√ß√£o Brasileira de Plantio Direto e Irriga√ß√£o (Febrapdp), da Universidade Federal de Goi√°s (UFG) e da Embrapa Arroz e Feij√£o.

Reunindo p√ļblico de pesquisadores, professores, alunos de agronomia, t√©cnicos e extensionistas rurais, produtores e consultores de todo o Brasil, o Encontro nortear√° seus trabalhos enfocando o temaPalha, Ambiente e Renda”. Ser√£o apresentados as a√ß√Ķes de pesquisa e pr√°tica referentes aos sistemas de produ√ß√£o agr√≠cola, meio ambiente e gera√ß√£o de renda. Outros subtemas abordar√£o diversifica√ß√£o de esp√©cies agr√≠colas e a minimiza√ß√£o do intervalo de tempo entre colheita e semeadura.

Miguel Daoud, analista financeiro do Canal Rural, ser√° o respons√°vel pela confer√™ncia de abertura “oportunidades e desafios do agroneg√≥cio“. Durante o eventos seis pain√©is ser√£o apresentados: corre√ß√£o de solo e mat√©ria org√Ęnica para implementa√ß√£o do plantio direto; situa√ß√£o do SPD no Brasil; sistema de plantio direto e os sistemas integrados de produ√ß√£o; boas pr√°ticas e racionaliza√ß√£o de insumos na agricultura; manejo da biologia em agroecossistemas; manejo de estresse h√≠drico em lavouras com alta tecnologia. (mais…)

Sistema ILPF na agricultura familiar paraense!

quarta-feira, agosto 24th, 2016
√Ārea consideradas improdutivas s√£o recuperadas pela ado√ß√£o do Sistema ILPF - Imagem: Gladyz Martinez/Embrapa.

√Ārea consideradas improdutivas s√£o recuperadas pela ado√ß√£o do Sistema ILPF – Imagem: Gladyz Martinez/Embrapa.

A Embrapa Amaz√īnia Oriental apresentou, em meados de junho, o primeiro sistema Integra√ß√£o Lavoura-Pecu√°ria-Floresta (ILPF) destinado exclusivamente a agricultura familiar do Par√°. Um projeto experimental j√° foi implantando, em uma propriedade parceria da Embrapa, que serve como ponto de observa√ß√£o para os t√©cnicos e agr√īnomos da empresa.

Tal projeto abrange componentes de lavoura, pastagem, floresta e pecu√°ria dispostas na mesma √°rea, funcionando em cons√≥rcio, sucess√£o ou rota√ß√£o. Todas as tecnologias pontuadas pela Embrapa est√£o dispon√≠veis para ado√ß√£o imediata, pautando que a Amaz√īnia pode receber esse sistema na agricultura familiar e deix√°-la mais competitiva.

H√° quatro tecnologias empregadas nesses sistema que comp√Ķem o Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) e s√£o elas: recupera√ß√£o de √°reas degradadas, sistemas plantio direto, florestas plantadas, al√©m do pr√≥prio sistema ILPF.

O projeto delineado pela Embrapa √© mais uma boa not√≠cia ao desenvolvimento da agricultura familiar, contemplando a adequa√ß√£o ambiental, a viabilidade econ√īmica e valorizando o aspecto social. Esperamos que projetos desse tipo cheguem aos demais estados, pensados com o mesmo planejamento e cuidado como o que foi apresentado para os agricultores paraenses.

Fonte: EBC.

Adubação Verde no desenvolvimento sustentável da agricultura familiar

Com a chegada de tecnologias ABC √† agricultura familiar do Par√° √© v√°lido refor√ßar o papel da aduba√ß√£o verde em algumas dessas a√ß√Ķes, como na recupera√ß√£o de √°reas degradadas e no sistema plantio direto.

Saiba como a aduba√ß√£o verde ajuda cada uma dessas tecnologias acessando os conte√ļdos do site da nossa adubadora, Sementes Pira√≠.

Em especial, sobre o sistema plantio direto, indicamos a entrevista feita com Herbert e Marie Bartz que você confere clicando aqui.

Os benefícios do plantio direto!

quinta-feira, agosto 11th, 2016
Exemplo de SPD na cultura do milho - Imagem: Divulgação.

Exemplo de SPD na cultura do milho РImagem: Divulgação.

Uma pesquisa da Embrapa Cerrados apresentou seus resultados que foram publicados na Revista Nature/Scientific Reports. O tema relaciona-se com o plantio direto e a mitigação dos gases de efeito estufa. Segundo o estudo, os estoques de carbono no solo podem se equiparar, com a adoção da técnica, aos valores originais encontrados no Cerrado.

O estudo ocorreu em √°reas de agricultura intensiva do Cerrado, localizadas nos munic√≠pios goianos de Rio Verde e Montividiu. Para seu desenvolvimento foi utilizada uma cronossequ√™ncia, que facilitou o trabalho dos t√©cnicos nas observa√ß√Ķes das condi√ß√Ķes da fazenda como clima, solo e relevo, os quais foram comparados com seu hist√≥rico.

O sequestro de carbono em solos agr√≠colas √© uma importante a√ß√£o de mitiga√ß√£o do efeito estufa. Outro benef√≠cio √© visto na qualidade do solo, na melhoria de seus aspectos f√≠sicos, qu√≠micos e biol√≥gicos. Todo o trabalho foi desenvolvido em parceria com a Embrapa Arroz e Feij√£o (GO), o Centro de Coopera√ß√£o Internacional em Pesquisa Agron√īmica para o Desenvolvimento (Cirad), da Fran√ßa, o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de S√£o Paulo (Cena/USP), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade de Rio Verde (UniRV).

Uma das constata√ß√Ķes do estudo apresentou que no per√≠odo entre 11 e 14 anos, os estoques de carbono no solo sob SPD aumentaram, ficando pr√≥ximos ao que o Cerrado nativo possu√≠. Uma proje√ß√£o a partir desse e de outros resultados, permitiram aos pesquisadores pontuar que se oito milh√Ķes de hectares forem convertidos para o SPD, a taxa de sequestro de carbono no per√≠odo de 15 anos pode atingir oito milh√Ķes de toneladas/ano.

Com esses resultados em m√£os, os pr√≥ximos passos dos pesquisadores ser√£o a continua√ß√£o da avalia√ß√£o desse cen√°rio, observando sua evolu√ß√£o e partilhando novas constata√ß√Ķes sobre os benef√≠cios do sistema plantio direto na mitiga√ß√£o de gases do efeito estufa. Sem d√ļvida, temos mais uma constata√ß√£o que ir√° #adubarofuturo da continuidade agr√≠cola sustent√°vel.

Fonte: Agrolink

Adubação Verde e Sistema Plantio Direto

Você sabia que a adubação verde é uma das técnicas incorporadas ao plantio direto?

Para saber mais sobre, convidamos vocês a conhecer a entrevista feita pela Sementes Piraí com a família Bartz, Herbert e sua filha Marie, sobre os benefícios da adubação verde no SPD.

Clique aqui e tenha acesso ao material.

Plantio Direto reduz o custo do preparo do canavial!

sexta-feira, julho 29th, 2016

Se a área está compactada, tem que revolver o solo para eliminar a compactação

Exemplo Sistema Plantio Direto de cana-de-a√ß√ļcar em sucess√£o/rota√ß√£o com leguminosas - Imagem: Oswaldo Siroshi Tanimoto/Revista Plantio Direto.

Exemplo Sistema Plantio Direto de cana-de-a√ß√ļcar em sucess√£o/rota√ß√£o com leguminosas – Imagem: Oswaldo Siroshi Tanimoto/Revista Plantio Direto.

O Plantio Direto promove o menor revolvimento possível. Se tem área que não está compactada, pode-se fazer o Plantio Direto. Se a área está compactada, tem que revolver o solo para eliminar a compactação. Quando se faz a canteirização, se define a faixa de exploração da cultura e a faixa de tráfego. Sempre se transita com as máquinas naquela faixa. Quando vai renovar o canavial, a faixa de exploração da cultura não está compactada, pois se compactou somente na faixa de tráfego. Aí pode fazer o plantio direto no mesmo local que estava plantado anteriormente. Mas se há o pisoteio generalizado, como é comum hoje, não pode fazer o Plantio Direto, porque tem que revolver o solo, eliminar a compactação e isso não permite o Plantio Direto.

Este sistema é um dos recursos para diminuir o prejuízo ou aumentar o lucro, porque diminui o custo de preparo. Se não tem a compactação, significa que esse canavial não foi prejudicado nos anos anteriores. Quando se fala em Plantio Direto, provavelmente se fala deste sistema aplicado em cereais, que já não usa mais arado, grade ou subsolador, porque surgiram procedimentos que permitem não compactar o solo. Além disso, a colheita do cereal nunca é feita em época de chuva. Se está chovendo, não se colhe, evitando a compactação. Já em cana, algumas horas depois da chuva as máquinas já estão colhendo.

Jos√© Alencar Magro, consultor agron√īmico

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Obs: O texto de hoje √© uma reprodu√ß√£o integral do excerto de Clivonei Roberto, da Revista CanaOnline.¬†Agradecemos e creditamos √† Revista CanaOnline todo o conte√ļdo textual postado acima.

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Vamos falar mais pouquinho sobre o canavial…

E os benefícios que a adubação verde pode oferecer a ele. Quer saber quais?

  • Prote√ß√£o e cobertura do solo, impedindo os efeitos da eros√£o e radia√ß√£o solar e o desenvolvimento de ervas daninhas;
  • Rota√ß√£o de culturas, intensificando a vida biol√≥gica do solo e reduzindo a incid√™ncia de nematoides fitoparasitos;
  • Produ√ß√£o de biomassa, suprimento de mat√©ria org√Ęnica, aumento da capacidade de armazenamento de √°gua e recupera√ß√£o de solos degradados;
  • Sistema radicular profundo, ajudando na descompacta√ß√£o, estrutura√ß√£o e aera√ß√£o do solo e reciclagem de nutrientes lixiviados e libera√ß√£o de f√≥sforo fixado.
  • Redu√ß√£o do assoreamento de sulcos de plantio, evitando o replantio;
  • Fornecimento de nitrog√™nio fixado direto da atmosfera, reduzindo aduba√ß√£o nitrogenada do plantio;
  • Permite o plantio de cana-de-a√ß√ļcar enquanto aguarda a colheita de gr√£os, soja ou amendoim.

Agora que voc√™ tem uma palhinha do que a aduba√ß√£o verde faz pela reforma ou implanta√ß√£o do canavial, acesse o Canavi√°vel, site da Sementes Pira√≠ dedicado √† cultura da cana-de-a√ß√ļcar, e eleve sua produ√ß√£o ao patamar da sustentabilidade e rentabilidade, tornando-se um produtor adubador do futuro!

 

Dia de Campo sobre manejo de solo e √°gua auxilia agricultores no RS!

sexta-feira, julho 29th, 2016
Agricultores na propriedade da família Conti durante o Dia de Campo - Imagem: Emater/RS.

Agricultores na propriedade da família Conti durante o Dia de Campo РImagem: Emater/RS.

A Emater/RS-Ascar realizou no final de maio um dia de campo sobre manejo e conserva√ß√£o de solo e √°gua para fam√≠lias rurais da comunidade S√£o Roque, em Tuparendi. A maioria do p√ļblico √© benefici√°ria da Chamada P√ļblica da Agroecologia. O dia de campo tamb√©m contou com um balan√ßo das atividades realizadas at√© o momento pela Chamada, planejando o futuro da a√ß√£o para 2017.

O dia de campo apresentou, por meio dos engenheiros agr√īnomos da Emater, alguns esclarecimentos sobre plantas de cobertura de inverno e ver√£o e sua import√Ęncia na a√ß√£o de recupera√ß√£o e melhoria das condi√ß√Ķes naturais do solo em lavouras anuais e perenes. Outro ponto destacado pelos profissionais foi o sistema integrado de pr√°ticas de conserva√ß√£o do solo.

Outros temas abordados foram a descompactação do solo, rotação de culturas e o terraceamento em plantio direto. Uma das propridades está servindo de base para as práticas demonstradas. A produção do senhor Estefano Cappellari tem uma área demonstrativa com plantas de cobertura de inverno e posteriormente, verão. Com os primeiros resultados observados, outros dias de campos serão realizados para apresentar o andamento das propostas para os agricultores.

A propriedade da fam√≠lia Conti foi outra que abriu espa√ßo para mostrar as atividades pr√°ticas desenvolvidas pela Emater, como o quadro de ra√≠zes de 11 culturas, como sorgo, milheto e aveia-preta. A inten√ß√£o do Dia de Campo foi provocar os agricultores a tirarem suas d√ļvidas sobre as pr√°ticas de conserva√ß√£o, objetivando sua ado√ß√£o e evitando assim, problemas com a eros√£o, que devasta o solo e contribui para a perda de √°gua.

Fonte: Agrolink.

Plantas de cobertura: saiba mais!

Você sabia que as tais plantas de cobertura podem ser os adubos verdes?

Pois bem, essas plantas possuem características recicladoras, recuperadoras e melhoradoras do solo, reavivando seu potencial produtivo natural, implicando em benefícios diretos e indiretos para a própria lavoura e o meio ambiente.

Conhe√ßa todos os adubos verdes e suas fun√ß√Ķes acessando a EcoSeeds, loja virtual de sementes para aduba√ß√£o verde da Sementes Pira√≠. Informe-se e inclua no seu pr√≥ximo ciclo produtivo os benef√≠cios da aduba√ß√£o verde e entre para o time dos produtores parceiros da sustentabilidade.

Adubo Verde pode reduzir derrame de 388ton/ano de herbicidas no solo de Ponta Grossa

quarta-feira, julho 13th, 2016

Quantas vezes voc√™ passou por imensos campos esverdeados pela soja, amarelados pelas espigas de milho e dourados pelo trigo e se deu conta de como estes alimentos s√£o cultivados? Certamente, esta pode nunca ter sido a sua pergunta, mas a forma de cultivo, com responsabilidade, √© apenas uma das grandes preocupa√ß√Ķes de muitos agricultores e pesquisadores. Mas como garantir uma produtividade crescente nas lavouras e ao mesmo tempo trabalhar no conceito de sustentabilidade e seguran√ßa alimentar?

H√° 30 anos pesquisando medidas para melhorar a capacidade produtiva nas terras agr√≠colas, priorizando as pr√°ticas culturais, Francisco Skora Neto, pesquisador da √Ārea de Fitotecnia do Polo Regional do Instituto Agron√īmico do Paran√° (Iapar) em Ponta Grossa, defende que o combate √†s plantas daninhas, que tanto preju√≠zo financeiro causa aos produtores, pode acontecer com o m√≠nimo volume de herbicida, apenas com o uso correto de adubos verdes.

Segundo ele, as coberturas podem ser feitas com espécies de inverno como aveia, azevém, centeio, nabo, ervilhaca, entre outras e também com variedades de verão como milheto, sorgo, crotalárias, girassol e demais, porém todas com a mesma eficiência em relação à diminuição das plantas daninhas que facilmente se adaptam aos solos, produzem sementes se disseminando rapidamente e podem se tornar resistentes aos herbicidas. A técnica consiste em utilizar os adubos verdes nos intervalos entre as culturas de renda, evitando o desenvolvimento e reprodução de plantas daninhas. O Sistema de Monitoramento do Comércio e Uso de Agrotóxicos do Estado do Paraná (Siagro), aponta que em 2015 o volume de agrotóxicos comercializado em Ponta Grossa correspondeu a 1.062 toneladas, sendo que 36,68% eram de herbicidas (388,6 toneladas).

Ao mesmo tempo em que o consumo de produtos qu√≠micos acontece de forma desenfreada, o Instituto Nacional de C√Ęncer Jos√© de Alencar Gomes da Silva (INCA), √≥rg√£o do Minist√©rio da Sa√ļde, alerta para a rela√ß√£o dos mesmos com o c√Ęncer, devido √† quantidade aplicada de agrot√≥xicos nas lavouras brasileiras equivaler a 5kg por habitante, colocando o Brasil como o maior consumidor mundial de produtos qu√≠micos, com 1 milh√£o de toneladas s√≥ em 2009.

Francisco e Henrique em área com adubo verde onde o uso de herbicida foi reduzido em um terço. Ao fundo, área sem cobertura - Imagem: Rodrigo Covolan.

Francisco e Henrique em área com adubo verde onde o uso de herbicida foi reduzido em um terço. Ao fundo, área sem cobertura РImagem: Rodrigo Covolan.

Herbicida

Uso desenfreado pode estar ligado à facilidade de aplicação

Para o pesquisador, Francisco Skora Neto, √© preciso que mais agricultores se conscientizem sobre a import√Ęncia de reduzir a aplica√ß√£o de agrot√≥xicos nas lavouras e os benef√≠cios que isto poderia trazer √† sa√ļde do consumidor final.

Ele explica que, infelizmente, muitos produtores optam pelo uso exclusivo de herbicidas pela facilidade de aplicação e seu efeito imediato. Muitos argumentam sobre o custo do adubo verde e algumas vezes a dificuldade em encontrar sementes como justificativa para não realizar a cobertura, mas numa escala d vantagens, com o tempo, os ganhos nas áreas com cobertura verde ficam evidentes.

Mas o quanto o agricultor est√° disposto a gastar com o adubo verde? Esta √© uma pergunta que cabe a cada produtor responder, tendo em vista o mal que os venenos provocam √† sa√ļde e o que a cobertura verde representa em termos de sustentabilidade com o passar dos tempos. “Se deixar a √°rea em pousio (sem semeadura), mais dif√≠cil ser√° para matar as plantas daninhas, mas se tiver cobertura verde a quantidade de herbicida usada ser√° bem menor”, diz o pesquisador.

Daninhas

Rotação de culturas evita o banco de sementes

Além da cobertura verde, outra forma de evitar a formação de banco de sementes pelas plantas daninhas é a rotação de culturas, prática cultural imprescindível no Sistema Plantio Direto, porém que vem sendo deixada de lado por parte de alguns produtores rurais.

O pesquisador Francisco Skora Neto explica que a produ√ß√£o da mesma cultura o ano todo em determinada √°rea facilita a adapta√ß√£o de daninhas, por isto a import√Ęncia do giro. Quanto mais planta invasora na lavoura, maior ser√° o gasto do produtor com herbicida e maior ser√° o desgaste do solo.

Conforme o pesquisador, quando não produzem sementes, as daninhas têm sua população reduzida a uma taxa em torno de 50% ao ano, portanto a necessidade de se voltar aos tempos passados e investir em práticas culturais como a rotação e os adubos verdes.

Pesquisador Francisco observa área com proliferação de daninhas - Imagem: Rodrigo Covolan.

Pesquisador Francisco observa área com proliferação de daninhas РImagem: Rodrigo Covolan.

Incentivo

Dia de Campo orienta sobre práticas de conservação

Apresentar as novas tecnologias e, principalmente, alertar para o uso de de boas pr√°ticas no campo s√£o ferramentas que comp√Ķem o quadro de objetivos dos dias de campo realizados, anualmente, pelo Polo Regional do Instituto Agron√īmico do Paran√° (Iapar) de Ponta Grossa.

√Č nos encontros com os agricultores que os pesquisadores, Francisco Skora Neto e Henrique Lu√≠s da Silva (√°rea de Transfer√™ncia de Tecnologia), mostram para os participantes o desenvolvimento de √°reas produtivas que recebem rota√ß√£o de culturas e adubo verde e a prolifera√ß√£o de plantas invasoras em hectares tratados exclusivamente com herbicidas.

Uma das áreas em pesquisa no Iapar recebe cobertura verde a cada intervalo entre a colheita de uma cultura e o plantio da próxima. Nesta, o uso de herbicida foi reduzido em um terço, já na que fica do lado e não recebe o adubo verde, o volume de veneno utilizado para matar o mato é bem maior a cada safra.

Fonte: Di√°rio dos Campos

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Obs: O texto de hoje √© uma reprodu√ß√£o integral do excerto de Luciana R.Brick, do portal Di√°rios dos Campos. Agradecemos e creditamos ao portal todo o conte√ļdo textual e imag√©tico postado acima.

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Conheça melhor os benefícios da adubação verde

Tal como exposto na matéria acima, os benefícios da adubação verde são comprovados pela pesquisa e prática em prol da sustentabilidade agrícola.

Voc√™ pode conferir detalhadamente todos os benef√≠cios da t√©cnica acessando o site da nossa adubadora, Sementes Pira√≠. Conhe√ßa como √© o funcionamento de cada adubo verde para variadas culturas, como o algod√£o, gr√£os e org√Ęnicos.

Leva a sustentabilidade produtiva para a sua produção, reduza gastos e forme definitivamente seu pacto por culturas mais saudáveis com o auxílio da adubação verde.

Amaz√īnia ganha ajuda de peso por meio de parceria internacional!

terça-feira, julho 5th, 2016
O Sistema Plantio Direto é uma tecnologia inclusa no Pradam - Imagem: Paulo Kurtz/Embrapa.

O Sistema Plantio Direto é uma tecnologia inclusa no Pradam РImagem: Paulo Kurtz/Embrapa.

Preservar e garantir a sustentabilidade produtiva da Amaz√īnia √© um compromisso firmado por muitas entidades brasileiras, que vem desenvolvendo a√ß√Ķes localizadas sobre produ√ß√£o agroecol√≥gica e agroextrativismo. Agora, o projeto que vai contribuir para #adubarofuturo do bioma √© fruto da parceria firmada entre a FAO (Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas para Alimenta√ß√£o e Agricultura), o MAPA e o SENAR Brasil, o Projeto de Recupera√ß√£o de √Āreas Degradadas da Amaz√īnia (Pradam).

O objetivo do Pradam √© apresentar e disseminar princ√≠pios e tecnologias de produ√ß√£o sustent√°vel, valendo-se da capacita√ß√£o de t√©cnicos multiplicadores, extensionistas e ¬†produtores em seis estados: Amaz√īnia, Acre, Rond√īnia, Maranh√£o, Par√° e Mato Grosso. Para tanto uma agenda foi delimitada, com t√©rmino em 31 de agosto, envolvendo dias de campo, eventos de sensibiliza√ß√£o e semin√°rios.

No Mato Grosso, por exemplo, ocorrer√° o treinamento, coordenado pela Embrapa Agrossilvipastoril e baseado no formato de ensino SENAR. Espera-se atingir mil pessoas, capacitando ao menos 60 t√©cnicos para atuar no Bioma. Quatro tecnologias ser√£o o cerne de todas as a√ß√Ķes: sistema plantio direto, florestas plantadas e sistemas agroflorestais, integra√ß√£o lavoura-pecu√°ria-floresta (ILPF) e recupera√ß√£o de pastagens.

O planejamento segue a todo vapor com o cumprimento da agenda em dez eventos, entre semin√°rios e dias de campo, nos seis estados que compreendem o Bioma. Ao final de agosto, os parceiros dever√£o se reunir para projetar o feedback das a√ß√Ķes. Agricultura sustent√°vel, prote√ß√£o e informa√ß√£o s√£o, sem d√ļvidas, o combust√≠vel para que a Regi√£o Amaz√īnica evolua, olhando sempre para o horizonte e garantindo a prosperidade de seu futuro!

Fonte: Agrolink

Plantio Direto e Adubação Verde

Uma das tecnologias que está presente no Pradam é o Plantio Direto. Ele é baseado em três princípios:

  • M√≠nimo revolvimento do solo;
  • Manuten√ß√£o permanente de cobertura do solo (viva ou morta);
  • Rota√ß√£o de culturas.

Você sabia que a adubação verde pode auxiliar no processo de cobertura do solo e na rotação de culturas?

Conhe√ßa mais sobre o uso da aduba√ß√£o verde no Sistema Plantio Direto (SPD) acessando conte√ļdo na biblioteca da Sementes Pira√≠. Aproveite tamb√©m para conferir a entrevista com Herbert e Marie Bartz, nomes consagrados na agricultura brasileira pelo uso e dissemina√ß√£o dos benef√≠cios da t√©cnica.

Leve a adubação verde para o seu SPD e colha mais rentabilidade e sustentabilidade com muito mais economia!

Sistema de produção: Recuperação e renovação de áreas de pastagens degradadas

terça-feira, maio 24th, 2016
O Sistema ILPF atuando na recuperação de pastagens é um dos destaques do evento - Imagem: Kadijah Suleiman/Embrapa.

O Sistema ILPF atuando na recuperação de pastagens é um dos destaques do evento РImagem: Kadijah Suleiman/Embrapa.

Convidamos, a pedido da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, atrav√©s da APTA/ P√≥lo Regional Centro Sul e CATI Regional de Piracicaba, para o evento ‚ÄúSistema de produ√ß√£o: Recupera√ß√£o e renova√ß√£o de √°reas de pastagens degradadas‚ÄĚ, no pr√≥ximo dia 30 de maio em Tiet√™-SP. O local do evento √© a APTA REGIONAL CENTRO SUL/ UPD Tiete, localizada na Rod. Corn√©lio Pires, KM 69.

Como p√ļblico-alvo os produtores e t√©cnicos Regional da CATI EDR Piracicaba, o evento tem como objetivo apresentar o Sistema de Integra√ß√£o Lavoura-Pecu√°ria- Floresta (ILPF) na promo√ß√£o da recupera√ß√£o de √°reas degradadas, agregando na mesma √°rea produtiva, diversos sistemas como gr√£os, leite e agroenergia. O sistema tamb√©m promove a melhoria da fertilidade do solo, com a aplica√ß√£o de t√©cnicas pertinentes e promove a recupera√ß√£o de √°reas de pastagens degradadas.

Outros benefícios a serem destacados no evento são: a redução no uso de agroquímicos, o aumento da biodiversidade e o controle dos processos erosivos, por meio da cobertura constante do solo. O sistema plantio direto também será exponenciando como prática conservacionista aliada ao ILPF, constituindo uma importante opção para elevar a produtividade em áreas degradadas.

Ao todo, o p√ļblico presente contar√° com oito horas de evento. O total de vagas s√£o 100 e voc√™ pode saber mais, bem como efetuar sua inscri√ß√£o atrav√©s destes canais:

E-mail: eventos.centrosul@apta.sp.gov.br
Fone: (015) 3282-1000

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Recuperar áreas degradadas com adubação verde

Quer saber como recuperar aquela √°rea j√° exausta de produ√ß√Ķes consecutivas ou que apresentam sinais de degrada√ß√£o como a eros√£o?

Acesse o site da nossa adubadora, Sementes Pira√≠, e tenha acesso ao universo da aduba√ß√£o verde, informando-se sobre os benef√≠cios, aplica√ß√Ķes, dados t√©cnicos e uso em cada tipo de cultura comercial.

Se credencie para ser um adubador do futuro, o agricultor que produz mais e com sustentabilidade!

 

Por que sim para as culturas de inverno?

sexta-feira, maio 20th, 2016
O Nabo-forrageiro é uma das culturas de inverno recomendadas pela pesquisa da Embrapa - Imagem: Sementes Piraí.

O Nabo-forrageiro é uma das culturas de inverno recomendadas pela pesquisa da Embrapa РImagem: Sementes Piraí.

Basicamente a resposta seria: para evitar a ocorr√™ncia de plantas daninhas! Embasando essa resposta t√™m-se uma pesquisa conduzida pela Embrapa Agropecu√°ria Oeste que analisou os efeitos do pousio em √°reas agr√≠colas. O estudo concentrou suas indica√ß√Ķes na regi√£o sul-mato-grossense, sem nenhum cultivo de segunda safra.

Os resultados da pesquisa indicaram que a √°rea em pousio ficou mais sujeita ao aparecimento de plantas daninhas, em especial ao capim-amargoso e a buva. Outras observa√ß√Ķes importantes feitas pelos pesquisadores s√£o: a possibilidade da √°rea ficar mais exposta √†s pragas de dif√≠cil controle e a redu√ß√£o na produtividade da safra de soja seguinte, uma vez que muitos nutrientes da terra se perderam.

César José da Silva, pesquisador da instituição, pontua que a ausência de cobertura vegetal também prejudica a atividade microbiana, impactando negativamente o equilíbrio ambiental e a ciclagem de nutrientes na terra.

Como op√ß√Ķes de cultura de inverno, que podem ser plantadas ap√≥s o milho-safrinha, no Mato Grosso do Sul h√° o crambe, nabo-forrageiro e canola – todas da fam√≠lia das oleaginosas ou as gram√≠neas, como o trigo. Tais culturas s√£o vistas como diversifica√ß√Ķes do sistema produtivo e mediante certas condi√ß√Ķes adversas de clima, aparecem como op√ß√£o bem mais rent√°vel do que o pousio. Tal recomenda√ß√£o serve para pequenas, m√©dias e grandes propriedades.

Para implantar as culturas de inverno os pesquisadores da Embrapa recomendam que os produtores observem três fatores: finalidade da produção (comercial, alimentação animal ou produção de palhada), seleção das áreas a receber as culturas de inverno e por fim, a fertilidade do solo.

A pesquisa orienta o passo-a-passo dos produtores da aprendizagem ao plantio das culturas de inverno e dessa forma, refor√ßa a import√Ęncia de pr√°ticas sustent√°veis, que viabilizem culturas comerciais subsequentes mais saud√°veis, cuidado para o que o solo sempre esteja em “plenos pulm√Ķes” para produzir com qualidade. Isso √© #adubarofuturo!

Fonte: DBO.

Culturas de inverno com adubação verde

No texto acima vimos a indicação de um dos adubos verdes de inverno:o Nabo-forrageiro. Dentre suas características está o controle de plantas daninhas, a descompactação de solos adensados e a produlão de grande volume de palha para a prática do Sistema Plantio Direto.

Por√©m, existem outras esp√©cies que podem ser cultivadas nesse per√≠odo, como a Aveia-preta. Para conhece-la melhor e planejar sua cultura de inverno integrando sustentabilidade com economia e rentabilidade, acesse o conte√ļdo exclusivo sobre aduba√ß√£o verde e culturas de inverno no site da Sementes Pira√≠.

Descubra o que a aduba√ß√£o verde pode fazer para deixar seu solo “tinindo de bom”, rico em nutrientes e com seus aspectos potencializados!

 

 

 

 

 

Voltar ao passado √© preciso para resgatar a√ß√Ķes que evitem a eros√£o do solo

quinta-feira, maio 19th, 2016
Sistema Plantio Direto com palhada: um dos três vértices para a eficiência total da ação - Imagem: Iapar.

Sistema Plantio Direto com palhada: um dos três vértices para a eficiência total da ação РImagem: Iapar.

A agricultura moderna parece estar se esquecendo de pr√°ticas que nos “tempos do vov√≥” funcionavam para evitar uma s√©rie de transtornos, como a eros√£o. Mesmo com o forte apelo por pr√°ticas sustent√°veis de cuidados com o solo, as a√ß√Ķes em si parecem estar engatinhando para acontecer. O alerta √© dado pela pesquisadora do Polo Regional do Iapar (Paran√°), Josiane Burkner dos Santos.

Um dos maiores problemas para o aparecimento de cen√°rios de degrada√ß√£o est√° na forma err√īnea que o Sistema Plantio Direto (SPD) √© efetuado. Segundo Josiane √© indispens√°vel que o produtor leve em considera√ß√£o os tr√™s princ√≠pios do SPD: n√£o revolvimento do solo, rota√ß√£o de culturas e solo permanentemente coberto de palha ou palha viva.

A cobertura do solo √© um dos fatores diferenciais nos cuidados com o solo e que, comprovadamente, gera vantagens econ√īmicas ao produtor. A pesquisadora aponta que nas lavouras onde a cobertura est√° em 90% da terra, as perdas caem para pouco mais de 72,00 reais/ha. Quando n√£o h√° cobertura o preju√≠zo aumenta em 75%, beirando os 428,00 reais/ha. Outro ponto destacado por Josiane √© o correto manejo de solos e √°gua, que devem contar com o uso do terraceamento e o plantio feito em n√≠vel, objetivando minicurvas, que servem como bloqueio f√≠sico √† eros√£o. As duas a√ß√Ķes v√£o inibir a perda de terra e √°gua, al√©m de cuidar do solo produtivo.

A pesquisadora atua no Iapar h√° quatro anos e vem desenvolvendo junto com os demais pesquisadores da institui√ß√£o o projeto “Plante seu Futuro”, iniciativa do governo estadual. A inten√ß√£o do projeto √© incentivar o plantio sustent√°vel, resgatando pr√°ticas conservacionistas do solo. Basicamente, o norte do projeto consiste no SPD bem executado, aliado ao MIP (Manejo Integrado de Pragas) e o MID (Manejo Integrado de Doen√ßas). O projeto ainda defende a diminui√ß√£o no uso de agrot√≥xicos, por meio da implanta√ß√£o dessa “tr√≠plice a√ß√£o”, beneficiando a sa√ļde do solo e de todos os envolvidos, direta e indiretamente, na produ√ß√£o.

Temos a√≠ mais uma afirma√ß√£o de que √© poss√≠vel cuidar do solo e garantir produ√ß√Ķes sustent√°veis, viabilizando a√ß√Ķes ditas antigas com tecnologias “verdes” mais recentes. S√£o os frutos dessas combina√ß√Ķes que certamente ir√£o #adubarofuturo da nossa agricultura, bem como do meio ambiente e todos aqueles que desfrutam dos cultivos. Cuidar do solo √© uma obriga√ß√£o, mas cuidar com sustentabilidade sinaliza respeito pelo maior insumo da agricultura.

Fonte: Di√°rio dos Campos

Sistema Plantio Direto e Adubação Verde

A nossa adubadora, Sementes Piraí, lançou recentemente uma entrevista exclusiva com um dos percursores do SPD juntamente com sua filha. Herbert e Marie Bartz contam a história do sistema no Brasil e como a adubação verde tem contribuído para a eficiência do SPD, quando respeitado os três princípios básicos mencionados acima.

Para conferir este material e constatar quantos s√£o os benef√≠cios de unir essas duas “tradi√ß√Ķes” agr√≠colas em prol da sustentabilidade do seu cultivar, acesse aqui e se torne um adubador do futuro!

 

Sistema Plantio Direto: história no Brasil, seu futuro e sua ligação com a adubação verde

quinta-feira, maio 12th, 2016

Conheça a trajetória de Herbert Bartz com o Sistema PD aqui no Brasil e como a paixão pela terra passou de pai para filha

Sr. Herbert Bartz em sua fazenda Rhen√Ęnia, localizada em Rol√Ęndia/PR ‚Äď Imagem: Arquivo Pessoal.

Sr. Herbert Bartz em sua fazenda Rhen√Ęnia, localizada em Rol√Ęndia/PR ‚Äď Imagem: Arquivo Pessoal.

H√° exatos 44 anos o Sistema Plantio Direto (SPD) chegava¬† ao Brasil, mais precisamente na propriedade do Sr.Herbert Bartz. Juntamente com Franke Dijkstra e Non√ī Pereira, Bartz √© considerado um dos precursores do sistema por aqui. Ele nos concedeu entrevista falando sobre a busca por conhecimento sobre a t√©cnica, sua instala√ß√£o, a compara√ß√£o entre o per√≠odo inicial do sistema PD e os dias hoje, al√©m da importante rela√ß√£o da aduba√ß√£o verde com o SPD.

Sementes Piraí: Como o senhor descobriu o sistema PD? Por que decidiu investir na técnica e na sua disseminação na agricultura brasileira?

Herbert Bartz: Motivado pelos danos traum√°ticos da eros√£o ocorridos em novembro de 1971, resolvi achar uma solu√ß√£o. A tentativa de construir um equipamento copiando o sistema ‚ÄúHorsch‚ÄĚ (sistema muito usado na Europa que faz uso da enxada rotativa com a semeadeira, objetivando o preparo m√≠nimo) falhou, ocasionado alt√≠ssima eros√£o. Baseado na informa√ß√£o que existia uma pr√°tica No-Till (‚Äúsem preparo‚ÄĚ ou ‚Äúsemeadura direta‚ÄĚ), investi numa viagem com o apoio log√≠stico da ICI, hoje Syngenta, que aconteceu em 20 de maio de 1972. Fui para a Alemanha para a feira Agritechnica em Hannover e n√£o encontrei nada. Depois, viajei para a Inglaterra, para a Esta√ß√£o Experimental de Fernhurst da ICI, onde vi o No-Till com queima de palha, mas me decepcionei. Nos EUA, em Kentucky, encontrei o agricultor Harry Young, orientado pelo extensionista Shirley Philips, praticando um formid√°vel No-Till com uma plantadeira Allis Chalmers. Fui at√© a f√°brica em Wisconsin e fiz o pedido de uma plantadeira de oito linhas de soja. No dia 20 de outubro de 1972, iniciei o primeiro Plantio Direto (PD) na Fazenda Rhen√Ęnia em Rol√Ęndia, Paran√°.

SP: Qual é o balanço que o senhor faz depois de quase 50 anos da sua investida no sistema PD? O que mudou nos seus cultivares?

HB: O come√ßo do PD foi dif√≠cil, porque existiam somente os herbicidas Gramoxone (Paraquat da ICI) e o 2,4 D da Dow Agrosciences. Pior foi a resist√™ncia da pesquisa e dos profissionais do mundo da agronomia. Em 1974, os japoneses de Mau√° da Serra conheceram o PD na Rhen√Ęnia. Come√ßaram com um PD bastante prec√°rio, mas dentro de dois anos compraram semeadeiras Rotacaster para PD e plantavam 95% de suas √°reas em PD. Em 1976, um grupo de holandeses de Carambe√≠, entre eles estava Franke Dijkstra e Non√ī Pereira de Ponta Grossa, visitaram a Rhen√Ęnia. Come√ßaram a praticar o PD nos Campos Gerais. Fundamos nos Campos Gerais o ‚ÄúClube da Minhoca‚ÄĚ em 1979, que tinha por objetivo reunir os agricultores e discutir as dificuldades enfrentadas no PD. Em 1975, o IAPAR iniciou as pesquisas de cobertura verde e rota√ß√£o de culturas para PD. Em 1976, fui convidado para ser membro do ‚ÄúConselho Assessor‚ÄĚ da Embrapa Trigo, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, e isso, marcou o in√≠cio das pesquisas a n√≠vel nacional. Os primeiros dez anos foram marcados por muitas dificuldades: plantadeiras, controle de invasoras, pragas e doen√ßas. As contribui√ß√Ķes das multinacionais foram decisivas. Desenvolveram herbicidas seletivos para o controle das invasoras. O aparecimento do Glifosato em 1977 resolveu muitos problemas, mas o pre√ßo de U$ 27,00 por litro era alt√≠ssimo.

SP: E em relação à agricultura brasileira, como o senhor via o cenário de adoção ao sistema PD lá nas décadas de 70/80 e como o vê agora?

HB: Com o envolvimento da pesquisa das multinacionais e o trabalho de milhares de agricultores, houve um surpreendente aumento de √°rea do PD no Brasil, como mostra a curva parab√≥lica da Federa√ß√£o Brasileira de Plantio Direto e Irriga√ß√£o (FEBRAPDP) (http://febrapdp.org.br/download/PD_Brasil_2013.jpg). O sucesso foi tanto, que em 2001 a FAO, no 1¬ļ Congresso Mundial de Agricultura Conservacionista (AC) em seu comunicado final, recomendou o modelo de agricultura brasileira baseado no Sistema Plantio Direto, seguindo os princ√≠pios do m√≠nimo revolvimento do solo, cobertura permanente do solo e rota√ß√£o de culturas, como sendo um exemplo a ser seguido pelo mundo. E isso consta at√© hoje no site da organiza√ß√£o (http://www.fao.org/ag/ca/1a.html). Aqui no Brasil, o reconhecimento aconteceu em 2008, quando o ent√£o presidente Lula, comentou na Confer√™ncia do Clima em Copenhagen, Dinamarca, que no seu governo o Brasil alcan√ßou 30 milh√Ķes de hectares sob Plantio Direto. Logo em seguida, no governo de Dilma, o Minist√©rio da Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento (MAPA) lan√ßou, com colabora√ß√£o da FEBRAPDP, o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), que possui como cerne o SPD, agregando pelo menos quatro dos sete programas lan√ßados. Apesar do retrocesso e atuais problemas com a baixa qualidade do SPD (reaparecimento da eros√£o, falta de terraceamento, rota√ß√£o de culturas e especialmente, falta de pol√≠ticas adequadas), persiste a realidade que cada hectare sob SPD sequestra do ar entre 500 a 800 kg de CO2, sendo este o principal fator de crescimento cont√≠nuo do agroneg√≥cio e da t√£o falada sustentabilidade.

SP: E quanto à adubação verde no SPD: como o senhor vê a utilização da técnica nos campos?

HB: Quanto maior a variedade de culturas de cobertura e aduba√ß√£o verde no solo, tanto mais saud√°vel o solo fica (biodiversidade). A aduba√ß√£o verde n√£o traz lucro imediato, no entanto, em longo prazo, os agricultores investem na sa√ļde (fertilidade) do solo. Seria tarefa de uma pol√≠tica p√ļblica agr√≠cola inteligente (que nos falta muito) de incentivar esse tipo de investimento. O imediatismo do governo √© bastante semelhante ao dos agricultores, o que torno o processo, um c√≠rculo vicioso. Os incentivos e investimentos devem partir do governo e da consci√™ncia dos agricultores, para resultarmos em uma agricultura efetivamente sustent√°vel.

 

Amor pela agricultura ultrapassa gera√ß√Ķes

Marie Bartz √© filha do Sr.Bartz e herdou do pai o amor pela terra e pelos cuidados que possibilitar√£o a continuidade das atividades agr√≠colas. √Č formada em Ci√™ncias Biol√≥gicas (UEM), com mestrado em Agronomia – √°rea de concentra√ß√£o em Solos e Nutri√ß√£o de Plantas, pela mesma institui√ß√£o (2007) e doutorado em Agronomia – √°rea de concentra√ß√£o em Solos, pela Universidade Estadual de Londrina (2011). Realizou est√°gio de doutorado sandu√≠che na Universit√© de Rouen (2010), para treinamento em taxonomia de oligochaetas e descri√ß√£o de novas esp√©cies.

 

Marie junto a seu pai, Herbert. Amor a terra e a preocupa√ß√£o com a sustentabilidade produtiva passou de pai para filha ‚Äď Imagem: Arquivo Pessoal

Marie junto a seu pai, Herbert. Amor a terra e a preocupa√ß√£o com a sustentabilidade produtiva passou de pai para filha ‚Äď Imagem: Arquivo Pessoal

Atualmente é Professora do Programa de Pós-Graduação em Gestão Ambiental da Universidade Positivo e atua também como tesoureira da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP), onde durante dois anos foi membro do Conselho Deliberativo.

Em entrevista Marie partilhou um pouco de sua hist√≥ria, que se mistura √† de seu pai, e pontua a import√Ęncia do Sistema Plantio Direto e da ado√ß√£o da aduba√ß√£o verde para maior efici√™ncia do SPD.

Sementes Piraí: O que motivou seu pai a trabalhar e investir no sistema PD? Como se deu esse processo?

Marie Bartz: Eu sou nascida em 1979, depois que meu pai iniciou o Plantio Direto ‚Äď PD, em 1972. Costumo dizer que o PD √© o meu irm√£o mais velho (risos). O que meu pai sempre nos contou foi que o severo processo erosivo que o sistema convencional causava nos solos, o levou a conhecer o PD. No caso particular de meu pai, houve um epis√≥dio que foi o marco para que ele procurasse uma alternativa. Numa noite de outubro em 1971, o tempo virava na Fazenda Rhen√Ęnia (ele sempre perdeu o sono quando o tempo ia para chuva). Vinha uma tempestade e como meu pai n√£o conseguia dormir, pegou seu lampi√£o, galochas e um guarda-chuva e foi ver sua lavoura. Ele havia rec√©m plantado soja e ela estava germinando. A chuva foi t√£o forte, mas t√£o forte (mais de 90 mm em uma hora) que a lavoura foi ‚ÄúLA.VA.DA‚ÄĚ. Ele conta que literalmente presenciou o fim do mundo naquele momento, pois viu toda a sua lavoura ser levada debaixo de seus p√©s pela forte chuva. Este foi de fato o momento em que ele decidiu procurar uma solu√ß√£o, ou seria invi√°vel continuar na agricultura. Neste ano, ele chegou a replantar tr√™s vezes a cultura de ver√£o (soja), devido √†s perdas por eros√£o pelas fortes chuvas. O processo de procura por alternativas se iniciou em 1972, com a viagem que ele financiou para Europa e EUA, em busca de conhecer o chamado No-Till. Eu cresci ouvindo chamarem meu pai de ‚Äúo alem√£o louco de Rol√Ęndia‚ÄĚ, mas quando crian√ßa e adolescente n√£o tinha ideia da propor√ß√£o do que ele havia feito sobre a agricultura brasileira e mundial. Foi a partir de 1999, quando comecei a acompanh√°-lo nos eventos sobre SPD e em suas atividades na Federa√ß√£o Brasileira de Plantio Direto e Irriga√ß√£o (FEBRAPDP), que me dei conta de qu√£o significativo foi e ainda √© o que ele fez. Meu pai revolucionou toda a agricultura brasileira e mundial atrav√©s do PD.

SP: Como seu pai influenciou na construção da sua carreira?

MB: Eu acabei optando por cursar Ci√™ncias Biol√≥gicas na Universidade Estadual de Maring√° em 1998, por j√° estar casada e ter um filho na √©poca. Mas optei por este curso, porque j√° havia muitos agr√īnomos na fam√≠lia e por ter um interesse pela √°rea de bot√Ęnica, devido √† fam√≠lia de minha m√£e ser ligada ao paisagismo e ao cultivo e plantio de frut√≠feras e ornamentais. Acabei sendo monitora das disciplinas de bot√Ęnica e sistem√°tica de vegetais e fungos, e tenho que admitir que n√£o gostei muito dessas √°reas. Ent√£o, aqui entra a heran√ßa que tenho deixada pelo meu pai: por ter sido criada na fazenda, pulando entre plantadeiras, colheitadeiras, brincando nas carretas cheias de gr√£os, correndo entre os campos, nos embrenhando nas matas e montando em b√ļfalos, acabei criando um v√≠nculo, ou melhor, um amor pela terra que √© inexplic√°vel e muito me atrai. Foi quando me interessei em fazer algo na √°rea de biologia do solo. Comecei fazendo minha inicia√ß√£o cient√≠fica com fungos micorr√≠zicos e biomassa microbiana, com as professoras Rosilaine Carenho e Sandra M. Gomes da Costa da UEM e o pesquisador Arnaldo Colozzi do IAPAR. Mas, fungos micorr√≠zicos s√£o coisinhas microsc√≥picas. Passei meses sob o microsc√≥pio contando esporos de fungos e isso n√£o me animou em continuar nesta linha de pesquisa e aperfei√ßoamento. Eu queria algo que eu pudesse ver, pegar. Foi ent√£o, em 2001, que conheci o pesquisador George G. Brown, que trabalha com macrofauna do solo e especialmente, minhocas. Em 2003, George me convidou para o primeiro curso de taxonomia de minhocas na Universidade Positivo em Curitiba/PR. Tive muita facilidade no curso e me apaixonei por essa √°rea. Acabei trabalhando com biologia e ecologia de minhocas no Mestrado em Agronomia na UEM. J√° no Doutorado na UEL, trabalhei utilizando as minhocas como indicadoras de qualidade do solo, especialmente em √°reas sob SPD. Fiz meu treinamento no exterior com a maior refer√™ncia em taxonomia de minhocas no mundo, o pesquisador norte-americano Samuel W. James. Foi no meu doutorado que me dei conta de que as minhocas s√£o s√≠mbolo do SPD no Brasil, √© s√≥ ver a logomarca da FEBRAPDP, que tem uma minhoca e que nasceu a partir do Clube da Minhoca, fundado por agricultores, incluindo meu pai, em 1979 (o ano que nasci). Como meu pai sempre diz, os meus trabalhos de pesquisa explicam cientificamente, o que eles, os agricultores, j√° falavam h√° 44 anos, quando come√ßaram a identificar os benef√≠cios do SPD. Costumo dizer que o c√≠rculo se fechou perfeitamente, oportunidades que foram surgindo, que me fizeram abra√ßar de cora√ß√£o a √°rea e resultaram no que fa√ßo hoje.

SP: Por que você escolheu a carreira de taxonomista? Qual é o legado que você quer deixar para o setor?

Marie atuando em campo em Rond√īnia ‚Äď Imagem Arquivo Pessoal

Marie atuando em campo em Rond√īnia ‚Äď Imagem Arquivo Pessoal

¬†MB: N√£o sei se fui eu quem escolheu a taxonomia ou a taxonomia que me escolheu (risos). Como contei acima, me apaixonei desde o primeiro curso. Atrelado a isso, h√° a falta de profissionais nesta √°rea no Brasil e at√© no mundo, podemos dizer. Hoje, sou a √ļnica taxonomista treinada no Brasil. No mundo, somos em torno de nove. O Brasil teve apenas um taxonomista de minhocas na sua hist√≥ria, o professor e pesquisador Gilberto Righi da USP, que faleceu em 1999 e n√£o deixou sucessores. Temos muitas, mas muitas √°reas ainda para serem amostradas no pa√≠s. Para terem uma ideia, nos dois anos em que fiz meu trabalho de pesquisa do P√≥s-Doutorado, sob a supervis√£o do professor Dilmar Baretta, da UDESC Chapec√≥, encontrei mais de 30 novas esp√©cies de minhocas no estado de Santa Catarina. Como resultados deste trabalho, mostrei que √°reas de SPD bem conduzidas podem manter at√© 100% de esp√©cies nativas e popula√ß√Ķes maiores, que em √°reas de fragmentos de floresta. A cada nova coleta que fazemos encontramos novas esp√©cies de minhocas. Temos descritas em torno de 300 esp√©cies nativas hoje no Brasil, mas a estimativa √© de que existam mais de 1.500 esp√©cies de minhocas. Ent√£o, h√° MUITO trabalho ainda para ser feito. Desta forma, o legado que pretendo deixar √† esta √°rea de pesquisa √© tentar dar o nome e descrever, ou seja, trazer √† luz da ci√™ncia, o maior n√ļmero de esp√©cies poss√≠veis de minhocas. Pois, √© a partir do conhecimento de quem s√£o as esp√©cies que possu√≠mos no ambiente, que podemos fazer maiores infer√™ncias de como melhor utilizar as diferentes esp√©cies de minhocas em prol dos nossos sistemas de produ√ß√£o.

SP: Como as minhocas indicam solos doentes e como estão relacionadas às técnicas de manejo sustentável?

MB: As minhocas s√£o consideradas indicadores universais de boa qualidade do solo pela atividade que desempenham: a produ√ß√£o de t√ļneis e galerias, que ‚Äúafofam‚ÄĚ o solo como os pr√≥prios agricultores dizem e pelos excrementos (copr√≥litos) que elas produzem, que concentram nutrientes e s√£o s√≠tios de alta atividade microbiana, servindo de alimento para outros organismos, mas especialmente disponibilizando nutrientes para as plantas. Desta forma, toda e qualquer atividade que o agricultor exercer no solo afetar√° as minhocas, assim como os outros organismos que nele vivem. Um bom manejo do solo, sumarizado num Sistema Plantio Direto de qualidade, atendendo os seus tr√™s princ√≠pios: m√≠nimo revolvimento do solo, manuten√ß√£o permanente de cobertura do solo (viva ou morta) e rota√ß√£o de culturas atrelada √† aduba√ß√£o verde, afetar√° positivamente a popula√ß√£o de organismos do solo, entre eles as minhocas. Mas, a manuten√ß√£o de √°reas verdes e de vegeta√ß√£o nativa nas proximidades s√£o muito importantes, pois estes fragmentos abrigam organismos que servir√£o de in√≥culo e colonizar√£o √†s √°reas cultivadas.

SP: Qual a import√Ęncia do plantio direto e da rota√ß√£o de culturas para a sa√ļde do solo?

Sistema Plantio Direto  - cons√≥rcio com Aveia e Nabo-forrageiro no Rio Grande do Sul ‚Äď Imagem: Plantio Direto.

Sistema Plantio Direto – cons√≥rcio com Aveia e Nabo-forrageiro no Rio Grande do Sul ‚Äď Imagem: Plantio Direto.

¬†MB: Do ponto de vista biol√≥gico, o Sistema Plantio Direto (que engloba a t√©cnica do plantio direto e a rota√ß√£o de culturas, junto com o m√≠nimo revolvimento e manuten√ß√£o de cobertura permanente), √© essencial para que haja o equil√≠brio no sistema. O m√≠nimo revolvimento e a manuten√ß√£o de cobertura permanente protegem os organismos do solo, enquanto a rota√ß√£o de culturas √© primordial para que a maior variedade de organismos possa se desenvolver no ambiente. Ou seja, rota√ß√£o de culturas √© igual √† diversidade de alimento. Havendo diversidade de alimento, maior a variedade de organismos que ir√£o habitar esse solo e assim, maiores ser√£o as intera√ß√Ķes na cadeia alimentar no ambiente solo-planta, possibilitando que este atinja o equil√≠brio. Os organismos do solo juntamente com as plantas s√£o respons√°veis, al√©m de outras fun√ß√Ķes, pela agrega√ß√£o do solo, que por sua vez, afeta a quantidade de √°gua e nutrientes retidos e disponibilizados para as plantas. Ou seja, os atributos f√≠sicos, qu√≠micos e biol√≥gicos do solo est√£o intimamente interligados, sendo que qualquer altera√ß√£o (positiva ou negativa) em um destes fatores, consequentemente afetar√° os outros.

SP: Quais são os benefícios, de modo geral, do sistema PD?

MB: A m√©dio/longo prazo, o agricultor que consegue manter um SPD de qualidade, obter√° muitos benef√≠cios: aumento da biodiversidade (biota em geral igual a organismos e microrganismos), melhoria na agrega√ß√£o do solo, ac√ļmulo de mat√©ria org√Ęnica e consequente menor compacta√ß√£o, intera√ß√Ķes entre pragas e predadores, redu√ß√£o de doen√ßas, otimiza√ß√£o do uso de fertilizantes, aumento da produtividade, ac√ļmulo de √°gua e maior resili√™ncia do sistema a condi√ß√Ķes adversas. Isso considerando aspectos diretamente ligados √† sa√ļde do solo. Em larga escala, toda a sociedade √© premiada pelos benef√≠cios do SPD, pois menor eros√£o e o uso equilibrado e adequado de insumos, afeta diretamente a qualidade da √°gua nos rios. O ac√ļmulo de mat√©ria org√Ęnica e aumento da biodiversidade do solo atuam sobre o sequestro de carbono, auxiliando a diminuir a incid√™ncia dos gases do efeito estufa. Tudo isso reflete em produ√ß√£o de alimentos de qualidade e ambientes menos impactados.

SP: Qual é a sua visão sobre a utilização da adubação verde no sistema PD e na rotação de culturas? Quais seriam os adubos verdes que você recomenda?

MB: Acho que já respondi isso nas perguntas interiores, mas para reforçar: adubação verde e plantas de cobertura que devem fazer parte da rotação de culturas, possuem papel importantíssimo para o equilíbrio do sistema e otimização dos benefícios providos pela biologia, física e química do solo. Não posso fazer uma sugestão exata aqui. O SPD não é uma receita de bolo que pode ser aplicada em qualquer condição ou região. Os princípios devem ser mantidos, mas cada caso é um caso. Ou seja, cada região ou situação tem suas peculiaridades e necessitará de plantas de cobertura e adubação verde que possam ser incorporadas no sistema de rotação de culturas.

SP: Em sua opinião, o que poderia motivar ainda mais a utilização da adubação verde?

MB: A difusão dos benefícios que a adubação verde traz, especialmente com referências práticas e reais de produtores que a utilizam. Casos de sucesso entre os agricultores atrelados com pesquisas científicas são a melhor forma de motivar a utilização. O SPD de qualidade só é possível se efetivamente seus três princípios forem cumpridos:

  1. Mínimo revolvimento do solo;
  2. Manutenção de cobertura permanente (viva e ou morta);
  3. Rotação de culturas e adubação verde. O mínimo revolvimento do solo, diz respeito ao momento do plantio, que apenas deve acontecer na linha de plantio.
Plantio Direto na Palha com Aduba√ß√£o Verde ‚Äď Imagem: Cen√°rio Rural.

Plantio Direto na Palha com Aduba√ß√£o Verde ‚Äď Imagem: Cen√°rio Rural.

¬†A manuten√ß√£o de cobertura permanente (viva e ou morta) est√° intimamente ligada √† rota√ß√£o de culturas e aduba√ß√£o verde. Este item √© adapt√°vel a cada situa√ß√£o e regi√£o, que configura o uso das culturas comerciais (soja e milho) intercaladas com culturas de cobertura e aduba√ß√£o verde, a exemplo das leguminosas (crotal√°rias, feij√£o-guandu, entre outras) que possuem importante fun√ß√£o na manuten√ß√£o de compostos nitrogenados no solo, que estar√£o dispon√≠veis para a pr√≥xima cultura. Assim como o uso de gram√≠neas em sistemas de integra√ß√£o nas regi√Ķes mais quentes, que aparece como melhor op√ß√£o para cobertura permanente do solo.

SP: Todas as culturas podem incorporar tais t√©cnicas, inclusive as pequenas produ√ß√Ķes?

MB: O SPD pode ser adotado por agricultores de todos os portes (grandes, m√©dios e, especialmente, os pequenos) e por praticamente todas as culturas (anuais, perenes, hortali√ßas, etc). Claro que cada situa√ß√£o possui sua peculiaridade e adapta√ß√Ķes, mas os princ√≠pios se mant√™m.

SP: Quais as maiores dificuldades para a implementação do sistema PD?

MB: Desde quando nossos pioneiros come√ßaram, h√° 44 anos, sabe-se que os primeiros tr√™s a cinco anos s√£o problem√°ticos, devido √† consolida√ß√£o e o equil√≠brio do sistema. Neste meio tempo, desequil√≠brios, especialmente considerando pragas e doen√ßas, ocorrem. Mas nos tempos de hoje, existem muitas tecnologias dispon√≠veis para ajudar. Atualmente, j√° n√£o se discute se se deve fazer SPD ou n√£o. Hoje a problem√°tica √© fazer um SPD de qualidade, atendo aos seus tr√™s princ√≠pios. De minhas andan√ßas e conversas com agricultores, a rota√ß√£o de culturas √© o princ√≠pio mais problem√°tico. Os agricultores destacam que as culturas de cobertura e ou aduba√ß√£o verde n√£o trazem retorno financeiro imediato, al√©m falta de disponibilidade de sementes. Mas ressalto que um SPD de qualidade n√£o pode estar embasado no imediatismo e seus efeitos se apresentam a m√©dio e longo prazo. Claro que sabemos que o agricultor precisa produzir e pagar suas contas. Assim, a aus√™ncia de pol√≠ticas de governo que atuem como incentivo √† ado√ß√£o de um SPD de qualidade e op√ß√Ķes de financiamentos que suportem uma boa rota√ß√£o de culturas, que incluam culturas de cobertura e aduba√ß√£o verde, s√£o de extrema urg√™ncia e necessidade. Da mesma forma, que as institui√ß√Ķes de pesquisa devem acabar com o abismo que existe entre o meio cient√≠fico e a agricultura, procurando uma forma de comunica√ß√£o mais efetiva e compreens√≠vel, construindo uma ponte firme e segura com o agricultor para efetivamente atender √†s problem√°ticas vivenciadas por ele, atrav√©s de suas pesquisas. O agricultor sozinho n√£o consegue fazer esse trabalho, ali√°s, convenhamos que nossos agricultores j√° s√£o um exemplo de sobreviv√™ncia, quando comparados aos agricultores norte-americanos e europeus, que s√£o subsidiados. Nesse sentido, tamb√©m a FEBRAPDP tem atuado em di√°logos com o governo e na constru√ß√£o de um sistema para qualificar o agricultor que faz um SPD de qualidade, de modo que em algum momento ele seja beneficiado pela agricultura de qualidade e sustent√°vel que ele pratica.

SP: O que voc√™ diria ao produtor sobre a import√Ęncia da aduba√ß√£o verde no sistema PD?

Sistema PD ‚Äď cons√≥rcio com Milho e Mucuna ‚Äď Imagem: Cultive Horta Org√Ęnica (blog).

Sistema PD ‚Äď cons√≥rcio com Milho e Mucuna ‚Äď Imagem: Cultive Horta Org√Ęnica (blog).

¬†MB: De fato, os benef√≠cios que a aduba√ß√£o verde traz ao SPD v√£o muito al√©m do que o agricultor possa imaginar. Se ele tiver paci√™ncia em investir, a m√©dio ou longo prazo receber√° melhorias promovidas pela biota (organismos e plantas) e suas rela√ß√Ķes com os atributos f√≠sicos, qu√≠micos e biol√≥gicos, que trar√£o benef√≠cios impag√°veis, atrav√©s da constru√ß√£o de um ambiente mais equilibrado e resiliente.

SP: O futuro da agricultura sustent√°vel est√° nas a√ß√Ķes integradas ao sistema PD?

MB: Com certeza absoluta. Penso que por tudo que expus anteriormente, isso tenha ficado claro. O agricultor possui a responsabilidade de cuidar do solo e mant√™-lo para as gera√ß√Ķes futuras, no entanto, a√ß√Ķes governamentais s√£o necess√°rias para dar um suporte maior, a fim de que consigamos estabelecer uma agricultura sustent√°vel e forte, atrav√©s do Sistema Plantio Direto.

 

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Obs: a entrevista foi cedida pela Sementes Piraí para divulgação em nosso blog. Você pode baixá-la em formato PDF através deste link: http://www.pirai.com.br/biblioteca_artigos/85.pdf