Archive for the ‘Crotalária’ Category

Adubação Verde contribui com projeto de agricultura sustentável da Universidade Federal do Sergipe (UFS)

terça-feira, setembro 20th, 2016

Experimentos na cultura do inhame estão em andamento

Produtor e aluno juntos em área de testes com a adubação verde - Imagem: Maria Aparecida

Produtor e aluno juntos em área de testes com a adubação verde – Imagem: Maria Aparecida Moreira

O Projeto de Doação de Sementes para Adubação Verde da Sementes Piraí tem contribuído para #adubarofuturo do ensino e da pesquisa de campo. A Professora Doutora Maria Aparecida Moreira, da UFS, solicitou a doação de sementes de crotalária para viabilizar seu estudo junto à Pró-Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa sobre o “Diagnóstico do Cultivo e Técnicas de Manejo para a cultura do Inhame em Malhador/SE, visando o Controle de Nematoide e Qualidade do Inhame”.

A Professora explica que conheceu a Sementes Piraí pelo Google e encontrou no projeto de Doação de Sementes para Adubação Verde, a oportunidade que viabilizaria seu estudo com a prática de campo. O projeto está acontecendo graças à soma de esforços da universidade e dos produtores. A doação de sementes de Crotalária-juncea e Crotalária-spectabilis está possibilitando o contato dos produtores de inhame com a técnica da adubação verde. (mais…)

A “mina de ouro” da produtividade da Usina Jalles Machado, Unidade Otávio Lage!

sexta-feira, setembro 2nd, 2016
Unidade Otávio Lage da Usina Jalles Machado - Imagem: Usina Jalles Machado.

Unidade Otávio Lage da Usina Jalles Machado – Imagem: Usina Jalles Machado.

Hoje nosso texto tem uma pitadinha histórica, pois queremos retratar o trabalho da Usina Jalles Machado, em especial da Unidade Otávio Lage, localizada no município de Goianésia/GO. Falando brevemente de sua história, a Jalles começa a desenhar suas atividades no ano de 1.980 e em 1.983 colhe sua primeira safra. A sustentabilidade começa a integrar a rotina da empresa em 1.986, com o primeiro programa de conscientização ambiental. 17 anos depois, em 2.003, a linha de açúcar orgânico (Itajá) é inicializada. Em 2.011 a Unidade Otávio Lage é inaugurada.

Na safra de 2014/15 a Unidade Otávio Lage esteve no top 10 em produtividade agrícola da região Centro-Sul, sendo premiada pelo grupo IDEA. A premiação é desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) de Ribeirão Preto/SP, que faz um levantamento anual de 200 unidades produtoras da cana. Os dados coletados, por sua vez, servem de benchmarking e ferramenta para as áreas comerciais delinearam as projeções da safra.

A produtividade da Unidade Otávio Lage é considerada um destaque pelas medidas adotadas, considerando o cenário de localização (Cerrado) e seus “entraves”, como os recursos hídricos em déficit e os solos rasos, por favorecer o desenvolvimento da lavoura canavieira. Tais ações se mostram eficiente ao longo dos anos. Destacamos algumas delas:

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Tem minhoca no canavial

quinta-feira, setembro 1st, 2016
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Obs: O texto de hoje é uma reprodução integral do excerto de Luciana Paiva e Clivonei Roberto, do Portal CanaOnline. Agradecemos e creditamos a Luciana e ao Clivonei todo o conteúdo textual postado abaixo. Agradecemos também à equipe do Portal Cana Online que gentilmente cedeu as imagens contidas no texto, creditadas conforme orientação.
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Fim da queima, rotação de cultura, fertilizantes oriundos da própria cana e boas práticas agrícolas trazem vida aos solos dos canaviais

minhoca foto abre

Solo que tem minhoca é porque está vivo, é o que ocorre cada vez mais nos canaviais – Imagem Leontino Balbo Júnior.

Quando se fala em cana-de-açúcar como cultura agrícola, muita gente torce o nariz, salientando que prejudica o solo e os recursos naturais. “Esse é um mito que faz rir os verdadeiros agrônomos”, relata Raffaella Rossetto, engenheira agrônoma do Programa de Cana-de-açúcar do IAC (Instituto Agronômico da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo). “Existem solos no Estado de São Paulo onde a cana é cultivada há mais de 100 anos sem perder produtividade. O que ocorre é que todas as ações humanas geram impacto. A agricultura não seria diferente.”

Jorge Luis Donzelli, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do CTC, explica que diversas culturas são conhecidas pela sua capacidade em proteger o solo, dentre elas, a cana-de-açúcar.“Nota-se que a cana apresenta uma das mais baixas perdas de solo por erosão e a mais baixa porcentagem de perda de água da chuva entre todas as culturas, além de ter alto potencial de reciclar seus nutrientes. O que demonstra a capacidade da cana em preservar os recursos naturais – água e solo. Então, a cana é reconhecidamente uma cultura conservacionista”, afirma.

 

A cana é reconhecidamente uma cultura conservacionista

A cana é reconhecidamente uma cultura conservacionista

Para os pesquisadores, caso seja manejada adequadamente, a cana pode ser uma grande aliada do solo e do ambiente produtivo.De acordo com o engenheiro agrônomo Marcelo Montezuma, especialista de Produto da Monsanto do Brasil, a cana cobre o solo rapidamente e deixa resíduos culturais da colheita (10 a 20 t/ha) que favorecem a retenção de gases de efeito estufa e a reciclagem de nutrientes, assim como estimula a reagregação e estruturação do solo com maior retenção e preservação de água.

“Se considerarmos que a cultura está presente no Brasil praticamente desde seu descobrimento e que as mesmas áreas ainda permanecem em produção, podemos dizer que seu impacto não foi tão drástico como o de culturas que propiciaram uma maior exposição e movimentação do solo”, diz Montezuma, que completa: “se agregarmos, dentro de critérios técnicos, sistemas mais reduzidos de preparo do solo e rotação de culturas como práticas sustentáveis, podemos ter o econômico, o ambiental e o socialmente correto ajustados dentro do sistema produtivo da cana-de-açúcar.”

 

A maior produção de cana orgânica do mundo (mais…)

Alternativas para a descompactação de solos!

quinta-feira, agosto 25th, 2016

crotalaria_ochroleuca_sementespiraiUm estudo realizado pelos pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste, Júlio Cesar Salton e Michely Tomazi (engenheiros agrônomos e Doutores em ciência do solo), apontou alternativas sustentáveis para a reversão da compactação do solo.

Essa situação prejudica muito a agricultura, pois dificulta o desenvolvimento radicular das plantas, provoca o acúmulo de adubos e ainda entrava a entrada da água na terra, isso porque o solo se encontra em condição porosa. Como alternativa, os pesquisadores sugerem o uso de plantas de raízes profundas na entressafra, preparando a terra de forma biológica. Como exemplo estão a braquiária e a crotalária.

O estudo verificou como as plantas de cobertura se desenvolvem na região radicular, explorando aquelas que possuem raízes maiores ajudando na descompactação do solo e que ainda servem como proteção na superfície, servindo de palhada, muitas vezes, para a cultura comercial subsequente.

A pesquisa analisou algumas situações como a rotação entre a pastagem e a cultura de soja, dentro de um sistema ILPF. Seus resultados demonstram as vantagens em descompactar o solo de forma biológica, promovendo também a saúde da terra. Para conferir detalhes desse estudo, clique aqui.

Fonte: Agrolink

Crotalárias e a descompactação do solo

Os pesquisadores mencionaram em seu estudo, pautado acima, que a crotalária é boa opção natural para reverter a compactação do solo.

Conheça mais sobre as crotalárias acessando os links abaixo:

Informe-se e veja qual é a mais indicada para agir no seu solo. Caso precise de mais informações entre em contato com a nossa adubadora, Sementes Piraí, por meio desse link.

O nitrogênio nas lavouras de milho!

quarta-feira, agosto 24th, 2016
Consórcio entre milhoe  crotalária, adubo verde considerado excelente na fixação de nitrogênio - Imagem: Douglas de Castilho Gitti/Rural Centro.

Consórcio entre milho e crotalária, adubo verde considerado excelente na fixação de nitrogênio – Imagem: Douglas de Castilho Gitti/Rural Centro.

Uma dúvida comum entre os produtores de milho está na fixação de nitrogênio. Muitos se perdem no uso de adubos/fertilizantes nitrogenados e acabam com problemas. Uma opção pautada em pesquisas e comprovadas pela prática de campo está no uso de plantas de cobertura que, entre outros benefícios, aumentam a quantidade de nutrientes disponíveis no solo para a cultura subsequente. Um desses nutrientes é o próprio nitrogênio.

Para Arminda Moreira de Carvalho, pesquisadora da Embrapa Cerrados, dependendo da planta de cobertura escolhida para anteceder o milho, o uso de fertilizantes torna-se muito ou pouco dispensável. Uma das variáveis consideradas pela pesquisadora estão na razão carbono/nitrogênio do solo. Se há muito carbono e pouco nitrogênio os microrganismos presentes no solo imobilizam o N2; se acontece a situação contrária, esses “serzinhos” acabam disponibilizando tal nutriente em boas condições de absorção pela planta.

Os estudos feitos pela Embrapa contemplam observações das leguminosas em sucessão com o milho e em culturas como trigo, milheto, sorgo e braquiária.  Outros plantas como a crotalária, o guandu, a mucuna, e outras espécies naturais do Cerrado também são analisadas.

Entre as recomendações feitas por Arminda, baseadas nos experimentos, está o uso de fertilizantes se a planta de cobertura escolhida for a braquiária e a sucessão feita de milho e sorgo. Já na contramão do uso de adubos nitrogenados o destaque é o feijão-bravo-do-ceará. Porém, ele não é encontrado com facilidade na escala de vendas, devido a sua irregularidade.

Além da ciclagem de nutrientes, o uso de plantas de cobertura que fixam nitrogênio contribui para a redução nos gastos com fertilizantes e impactam positivamente o meio ambiente, deixando a  produção mais sustentável.

Fonte: Agrolink

Conheça mais sobre os adubos verdes amigos do milharal

Na matéria acima a pesquisadora Arminda Moreira de Carvalho mencionou estudos com alguns adubos verdes, entre eles a Crotalária.

Saiba como ela ajuda o seu cultivo de milho a produzir mais, de forma econômica e com sustentabilidade, desfrutando de outros benefícios além da importante fixação de nitrogênio, acessando conteúdo destinando à cultura de grãos no site da Sementes Piraí.

Informe-se e seja o mais novo amigo da adubação verde ;)

 

 

Conheça os benefícios de plantar crotalária antes da safra de verão

quinta-feira, agosto 18th, 2016
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Obs: O texto de hoje é uma reprodução integral do excerto de Naiara Araújo, da SF Agro. Agradecemos e creditamos a Naiara todo o conteúdo textual postado abaixo.
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A leguminosa ajuda no controle de nematoides, é uma aliada na descompactação do solo e controle de erosão

A Crotalária-spectabilis é um dos adubos verdes mais conhecidos - Imagem: Sementes Piraí.

A Crotalária-spectabilis é uma das espécies de Crotalária mais conhecida – Imagem: Sementes Piraí.

O plantio de crotalárias é indicado para rotação de culturas. O cultivo pode ser adotado antes e durante as safras, até mesmo é uma alternativa para a safra de verão. O uso de crotalárias se populariza por causa da sua eficiência no controle de nematoides. Mas a leguminosa também é importante para a descompactação do solo, controle de erosão e fixação de nitrogênio. “O que chama a atenção do agricultor é o controle de pragas e doenças, mas todo o resto está beneficiando a terra”, diz Donizeti Carlos, engenheiro agrônomo e diretor da Sementes Piraí.

Na safrinha deste ano, ele acredita que cerca de 300 mil hectares de milho foram plantados em consórcio com crotalárias, principalmente no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Goiás. Confira orientações para adotar o cultivo de crotalárias na rotação de culturas com a soja, milho e algodão.

 1 – Soja

O cultivo de crotalária é benéfico na safra de verão de soja. Nesse caso, o ideal é esperar o início de chuvas, em setembro, para investir na crotalária no período pré-soja. Segundo Donizeti Carlos, não é recomendável plantar antes, porque são grandes as chances delas não se desenvolverem por causa da estiagem. “Nas regiões que registrarem chuva, o produtor tem a possibilidade de deixar a crotalária na área produtiva de 45 a 60 dias. O período vai depender do dia que ele for começar o plantio”, explica o engenheiro agrônomo. Depois, é só dessecar e realizar o plantio de soja normalmente, com o solo mais forte e preparado para a safra.

 2 – Milho

No caso do milho, alguns produtores já realizam o plantio tardio para cultivar crotalária antes do início da safra. Apesar de algumas variedades serem resistentes aos nematoides, o milho é um hospedeiro desses parasitas. Por isso, o cultivo de milho pode deixar como herança uma população maior de nematoides para a próxima safra. “A eficiência no controle será maior se o produtor for repetindo anualmente o preparo do solo com crotalárias nas janelas da safra e fizer essa rotação. Ele sempre terá ganhos”, diz o especialista.

O ideal seria decidir como fazer o uso da crotalária a partir do nível de infestação de nematoides. Segundo Donizeti Carlos, o uso consorciado é indicado para o solo que apresenta baixo nível de infestação. Já os solos que estão nos níveis de média à alta infestação de nematoides deveriam plantar exclusivamente crotalária na segunda safra. Porém, para não passar uma safra sem produção comercial, o que geraria um alto prejuízo financeiro, os produtores optam pelo consórcio entre milho e crotalária.

 3 – Algodão

Plantar crotalárias antes de começar a safra de algodão é mais fácil porque o plantio da cultura começa mais tarde. Geralmente, o plantio começa em outubro e, em algumas regiões, pode acontecer até janeiro. Isso faz com que o produtor tenha mais tempo para deixar as plantas no solo, aproveitando melhor os seus benefícios.

4 – Dicas essenciais para não errar

Segundo Donizeti Carlos, o maior erro do produtor no cultivo de crotalária é deixar a planta chegar em vagem seca. “O produtor deveria fazer o manejo no pleno florescimento, mas mais de 90% não faz isso”, diz o engenheiro e diretor da Sementes Piraí. “Muitos produtores que cultivam a crotalária na segunda safra deixam a planta morrer e isso reduz o efeito de controlar os nematoides.”

O uso de crotalárias não tem restrição. Porém, Donizeti Carlos diz que não é recomendado o cultivo de crotalárias em área infestada com o mofo branco. Também conhecida como podridão branca, a doença atinge diversas culturas, como o algodão, a soja e o feijão.

Os produtores que cultivam crotalária devem tomar cuidado para que os animais da fazenda não comam essas plantas. “Não é recomendado para pasto ou aproximação de gado nessas áreas. As crotalárias têm um fator tóxico e se o gado comer em excesso, chega a matar”, diz Donizeti Carlos.

 5 – Qual quantidade de sementes plantar?

Na safra de verão, o produtor que for usar a Crotalária-spectabilis deve utilizar 20 quilos de semente por hectare. Cada quilo dessa variedade custa cerca de R$ 7, ou seja, R$ 140 por hectare. Já o produtor que optar pela Crotalária-ochroleuca deve usar 15 quilos por hectare. Como o quilo custa R$ 5, o investimento por hectare fica em torno de R$ 75.

Na segunda safra, como o plantio é mais tardio e o produtor tem mais tempo para deixar as crotalárias no solo antes de iniciar a safra, é recomendável usar mais sementes para garantir uma população maior de plantas. Segundo Donizeti Carlos, no caso da Crotalária-spectabilis, o recomendado é plantar 25 quilos de sementes por hectare. E se for Crotalária-ochroleuca, 20 quilos por hectare.

SF Agro

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Conheça mais sobre as Crotalárias

Donizeti Carlos, diretor comercial da Sementes Piraí, pontuou o uso de Crotalárias como adubos verdes para preparar o solo antes da safra de verão. Conheça as variedades que ele mencionou:

Se informar sobre os benefícios da adubação verde é de fundamental importância para iniciar sua guinada produtiva, sustentável e de forma econômica. Adote os adubos verdes mencionados e prepare-se para uma próxima safra de verão muito rentável!

 

 

Milho 2ª safra: conhecimento e experimentos a favor da produtividade!

sexta-feira, julho 22nd, 2016
Imagem: Fundação MT.

Imagem: Fundação MT.

O evento “Fundação MT em Campo – 2ª safra” apresentou como um de seus destaques a cultura do milho, a cultura de segunda safra mais importante do Mato Grosso. A palestra denominada “Sua segunda chance de aumentar a produtividade e rentabilidade”, reuniu os pesquisadores da Fundação MT para apresentar ao público composto por agricultores, estudantes, técnicos e consultores uma variada temática sobre as opções em melhoria disponíveis à cultura: consórcio de milho com espécie de cobertura, manejo de adubação e desenvolvimento do milho sob níveis de compactação induzidos.

Em uma das estações compreendidas à palestra os pesquisadores Douglas Coradini e David Valendorff demonstraram a viabilidade da consorciação do milho 2ª safra com a braquiária e com as crotalárias e quais as implicações constatadas para a próxima safra comercial. Nessa avaliação foram consorciados milho com brachiaria ruziziensis, milho com brachiaria ruziziensis e crotalária-spectabilis, milho com crotalária-spectabilis e crotalária-ochroleuca e milho com crotalária-breviflora, além das observações da área destinada ao milho cultivado solo.

As observações feitas pelos pesquisadores indicam que a consorciação pode minimizar a produtividade do milho 2ª safra. Para tanto, é de suma importância observar a modalidade de semeadura da cobertura. Douglas Coradini pontuou que as áreas onde houve maior produção de matéria seca, foram os locais com maior produtividade observada na cultura comercial posterior.

Garantir e melhorar a produtividade do milho de segunda safra está intrinsecamente ligada ao conhecimento da área produtiva, por isso o objetivo dessa estação experimental foi mostrar ao público os resultados de pesquisa já observados pela Fundação MT. Consultar um agrônomo par avaliar qual é a melhor consorciação para cada tipo de área produtiva é o caminho para ter eficiência com a ação.

Fonte: Cenário MT.

Milho segunda safra com adubação verde

Saiba como a adubação verde pode ajudar seu milharal a se desenvolver de forma mais saudável, com nematoides controlados e garantindo sua produtividade.

Para isso, acesse o conteúdo destinado aos Grãos no site da Sementes Piraí e #cuidedofuturo da sua lavoura de forma sustentável!

 

 

 

 

Rotação de Culturas com Crotalária-spectabilis, Crotalária-ochroleuca e amendoim reduz sim as infestações de nematoides!

domingo, julho 17th, 2016
Imagem: Leonardo Ruiz/Revista CANAOnline.

Imagem: Leonardo Ruiz/Revista CANAOnline.

A última palestra do 12º Insectshow – Seminário sobre Controle de Pragas de Cana fez uma atualização do manejo e controle de nematoides. A apresentação do tema ficou a cargo do nematologista e consultor Newton Macedo. Segundo ele, os nematoides podem derrubar a produtividade da cana-de-açúcar. Uma vez que eles parasitam o sistema radicular, bulbos e tubérculos, podem causar grandes danos ao sistema radicular da planta, que se torna deficiente e pouco produtiva. Em casos de variedades muito suscetíveis e níveis populacionais muito altos, as perdas provocadas por nematoides podem chegar a até 50% da produtividade.

Para o nematologista, uma das melhores práticas para o combate aos nematoides é a rotação de culturas com leguminosas, como certas espécies de Crotalária e com o amendoim, já que as outras opções de manejo não são tão eficientes e ou não existem. “Infelizmente, não contamos com variedades resistentes/tolerantes. Os nematicidas presentes no mercado não são tão eficientes e possuem custos altos. Já as pesquisas com controle biológico tem falhado, devido a grande variabilidade na virulência dos organismos em função da variabilidade genética.”

Macedo afirma que a rotação de culturas com Crotalária-spectabilis, Crotalária-ochroleuca e Amendoim reduz sim as infestações com nematoides. “Muitos pesquisadores relatam que a rotação com Crotalaria não elimina os nematoides. Na verdade, apenas a Crotalariajuncea não ajuda nesse cenário. Ressalto, ainda, que a soja também não controla essa praga. O que ambas fazem é promover a melhora do local de cultivo ” Porém, Macedo relata que, se a infestação for alta, deve-se deixar a Crotálaria mais tempo no campo.

Fonte: Fan Page Revista CanaOnline

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Obs: O texto de hoje é uma reprodução integral do excerto de Leonardo Ruiz, da Revista/Portal CANAOnline. Agradecemos e creditamos à Revista todo o conteúdo textual e imagético postado acima.

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Falou em Crotalária na cultura canavieira, por que não falar em Canaviável?

Fique por dentro de como a adubação verde contribui na reforma e ou implantação de canaviais, bem como auxilia no controle aos nematoides visitando o conteúdo da Sementes Piraí destinado à cultura da cana-de-açúcar, o Canaviável.

Lá você também conhece as espécies de adubos verdes recomendadas para essas ações, além de poder entrar em contato com os consultores e parceiros do Canaviável. Acesse hoje mesmo e leve sustentabilidade à sua produção!

Sustentabilidade chega às lavouras do Norte Fluminense (RJ) por meio da adubação verde

quinta-feira, julho 14th, 2016

Confira o relato do produtor Joílson Ribeiro sobre a adoção e os resultados observados da técnica

O produtor fluminense Joílson Ribeiro - Imagem: Aline Proença.

O produtor fluminense Joílson Ribeiro – Imagem: Aline Proença.

O produtor fluminense Joílson Ribeiro trabalha majoritariamente com o cultivo de abacaxi, principal cultura agrícola do município de São João da Barra. Anualmente, chega a produzir 40 mil frutos. Ultimamente decidiu diversificar a produção, escolhendo como lavouras alternativas o quiabo e o maxixe. Para tanto, preparou o solo utilizando a adubação verde. Sua contrapartida ambiental foi providenciar o plantio de sementes de leguminosas em um hectare.

A escolha do adubo verde se deu após a indicação do técnico executor do Programa Rio Rural na microbacia Campo de Areia, Cid Retameiro. Segundo ele, a Crotalária-juncea produz em um hectare cerca de 20 toneladas de massa verde. Suas folhas e galhos podem ser misturados ao solo no momento da preparação para o próximo cultivo, por meio do gradeamento.  Dentro do solo, ocorre a decomposição do material orgânico da Crotalária, o que aumenta a absorção dos nutrientes vegetais.

O produtor em sua lavoura na área em utilizou a adubação verde - Imagem: Aline Proença.

O produtor em sua lavoura na área em utilizou a adubação verde – Imagem: Aline Proença.

Há ainda outra opção de adubação verde, com o método de depósito de biomassa da Crotalária na superfície do solo, como uma espécie de capa. Tal capa protege o solo contra a força dos ventos, evitando o ressecamento do solo; também protege contra a radiação solar e ajuda no combate aos nematoides. Além disso, mantém a umidade natural da terra, diminuindo os custos com irrigação, afirma Retameiro.

Confira abaixo a entrevista concedida pelo produtor à nossa equipe:

Sementes Piraí: Como o senhor conheceu a Adubação Verde?

Joílson Ribeiro: Foi através da Emater/RJ, que atua com o projeto Rio Rural. Conhecia a técnica de nome, acerca de um ano e meio, aproximadamente. Faz sete meses que adotei a adubação verde na minha plantação.

Área com Crotalária-juncea, adubo verde recomendado para a demanda produtiva do Sr.Joílson - Imagem: Rio Rural.

Área com Crotalária-juncea, adubo verde recomendado para a demanda produtiva do Sr.Joílson – Imagem: Rio Rural.

SP: Quais espécies o senhor está usando e em quais culturas?

JR: Plantei Crotalária-juncea nos cultivos de maxixe e quiabo.

SP: Quais os resultados o senhor já observou?

JR: Na cultura do quiabo após o corte (incorporação), o legume apresentou melhor qualidade, aspecto mais saudável. Já na cultura do maxixe, a adubação verde protegeu-a dos efeitos do vento e da excessiva exposição ao sol. Percebo os resultados indo além da minha lavoura, já que outros produtores da região estão se animando a adotar a adubação verde, após presenciarem os meus resultados.

SP: Qual a mensagem que o Senhor deixaria para esses e os demais produtores que gostariam de adotar a adubação verde e ainda não o fazem?

JR: Posso dizer, com certeza, que recomendo a adubação verde. É um ótimo negócio para a lavoura.

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Agradecimento

Agradecemos a repórter Aline Proença, da Ex-Libris Comunicação Integrada, pelo envio das fotos e a contribuição para que o contato com o produtor Joílson Ribeiro fosse possível.

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Seja um Defensor da Adubação Verde

Você aderiu à adubação verde para melhorar sustentavelmente as condições produtivas do seu cultivar?

Então compartilhe com a gente esse caso de sucesso! Envie seu depoimento com algumas fotos e seus contatos para esse link. Quem sabe você não é o próximo a aparecer aqui e garantir seu certificado de Defensor da Adubação Verde.

Propagar informação é uma forma de conscientizar mais produtores sobre a importância da adubação verde!

Defensores da Adubação Verde na Paraíba!

quarta-feira, julho 6th, 2016

Hoje partilhamos mais um projeto da nossa adubadora Sementes Piraí! Trata-se do Defensores da Adubação Verde, cujo objetivo é dar voz aos produtores para que compartilhem suas experiências com o uso da adubação verde.

O depoimento de hoje vem da Paraíba:

Imagem: Pablo Pessoa.

Imagem: Pablo Pessoa.

Pablo Rafael M.Pessoa e Roberto Porfírio Pessoa são proprietários da Fazenda Três Corações, localizada na cidade paraibana de Alhandra. Eles entraram em contato conosco pelo Instagram (@adubacaoverde) para partilharem seu testemunho sobre os benefícios da adubação verde em sua lavoura, no caso a cana-de-açúcar.

Área de Crotalária-juncea na Fazenda Três Corações - Imagem: Pablo Pessoa.

Área de Crotalária-juncea na Fazenda Três Corações – Imagem: Pablo Pessoa.

Há 4 anos eles iniciaram a incorporação da adubação verde na cultura, fazendo a rotação com o objetivo de enriquecer o solo para a posterior cultura comercial.

Pablo registrou o momento da área de Crotalária-juncea com 70 dias após o plantio. “Estamos satisfeitos e todos os anos procuramos uma área que esteja precisando mais da ajuda da adubação verde. E o grande benefício é o aumento de produtividade da cana-de-açúcar”, declara Pablo.”

 

 

 

Participe você também!

Faça como o Pablo e envie seu testemunho para a Sementes Piraí. Ajude a disseminar a prática sustentável agrícola com o auxílio da adubação verde, espalhando sua experiência por todo o país. Clique aqui e envie seu testemunhal.

Qual Crotalária usar?

quinta-feira, junho 30th, 2016

Sementes Piraí pontua benefícios de cada espécie de Crotalária como adubo verde

Imagem: Sementes Piraí.

Imagem: Sementes Piraí.

A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) elegeu 2016 como o Ano Internacional das Leguminosas. No âmbito da agricultura sustentável, uma das espécies de leguminosas mais conhecidas pelos inúmeros benefícios comprovados por pesquisas e práticas de campo é a Crotalária. Seu uso é comum na adubação verde, principalmente pela sua capacidade de fixar nitrogênio diretamente da atmosfera.

Porém, as espécies de Crotalárias mais conhecidas como adubos verdes ou plantas de cobertura são Breviflora, Juncea, Ochroleuca e Spectabilis. Suas variações causam dúvidas entre os produtores sobre quais as mais indicadas para as diversas necessidades: cuidado e proteção com o solo, controle de nematoides e ervas daninhas e recuperação de áreas degradadas, entre outras.

Segundo o diretor comercial da Sementes Piraí, José A. Donizeti Carlos, esta é uma dúvida muito frequente do público que tem contato com a empresa em eventos e dias de campo. “Pensando nisso, resolvemos reunir em um material de fácil acesso, as orientações para o emprego das Crotalárias como adubo verde”, relata.

 

Crotalária-breviflora

A Crotalária-breviflora é a espécie recomendada para entrelinhas de culturas perenes como o café, devido ao seu porte baixo e hábito não trepador. É má hospedeira de nematoides e ajuda no controle de ervas daninhas. Por combater nematoides dos tipos Meloidogyne e Pratylenchus, até mesmo em áreas de infestação mista. Os produtores de hortaliças também podem optar por este tipo de Crotalária. Já na cultura de grãos, seu uso é bastante recomendado consorciado com milho de segunda safra.

 

Crotalária-juncea

A parceira oficial na reforma ou implantação de canaviais é a Crotalária-juncea. Seus resultados são apresentados em menor tempo e sua produção de biomassa é conferida em maior quantidade. Seus benefícios também podem ser notados no controle de nematoides do tipo Meloidogyne e na proteção do solo contra a erosão.

 

Crotalária-ochroleuca

Quando o assunto é rusticidade, a escolha pela Crotalária-ochroleuca é recomendada. Essa espécie também é empregada na sucessão de soja, com áreas em infestação mista por nematoides de cisto, galhas e lesões. A recuperação da capacidade produtiva do solo é outra vantagem reconhecida dessa Crotalária. Possui excelente fixação biológica de nitrogênio atmosférico e é ótima produtora de massa verde. Aparece como opção de adubo verde para culturas de hortaliças, grãos (no esquema rotação entre as Crotalárias), algodão, tabaco e cana-de-açúcar, além de culturas irrigadas.

 

Crotalária-spectabilis

Por fim, a Crotalária-spectabilis é considerada a mais eficiente na redução de nematoides de galha, cisto e lesões radiculares em áreas de culturas anuais ou perenes. Possuí excelente fixação biológica de nitrogênio atmosférico e é ótima produtora de massa verde. Pode ser utilizada nas entrelinhas de culturas perenes sem prejudicar o trânsito de máquinas ou pessoas. Os cultivos de hortaliças, algodão, tabaco e cana-de-açúcar são os que, comumente utilizam tal espécie.

 

Com esse guia em mãos, a Sementes Piraí espera esclarecer as dúvidas dos produtores. “Quando bem informado sobre a adubação verde e seus benefícios, o agricultor fica seguro para fazer a escolha acertada. Esse é um dos pilares da nossa empresa, informar para que os objetivos sejam atingidos com pleno sucesso. Dessa forma, acreditamos contribuir um pouco a mais com a transformação da agricultura convencional em sustentável”, declara Donizeti.

Para obter dados técnicos e demais detalhes sobre o emprego de cada espécie de Crotalária, acesse o site da Sementes Piraí ou entre em contato com os consultores através clicando aqui.

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Redação Join Agro

http://www.joinagro.com.br

Inovações no atendimento ao produtor marcam presença da Sementes Piraí na 23ª Hortitec!

quinta-feira, junho 9th, 2016

Empresa apresentará ao público novos canais de comunicação

Estande Sementes Piraí na Hortitec 2015 - Imagem: Sementes Piraí.

Estande Sementes Piraí na Hortitec 2015 – Imagem: Sementes Piraí.

A 23ª edição da Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas – Hortitec 2016 acontece entre 22 e 24 de junho, no Pavilhão da Expoflora em Holambra/SP. A feira é uma tradição no calendário de eventos agrícolas, considerada a maior e mais importante mostra da horticultura brasileira. Na edição passada, a Hortitec contabilizou 460 empresas expositoras e 28 mil visitantes.

Neste ano, a expectativa dos realizadores é concentrar mais de 30 mil visitantes, contando com mais de 400 expositores. Dentre eles está a Sementes Piraí, empresa situada em Piracicaba/SP, que há mais de 40 anos atua em prol da agricultura sustentável por meio da divulgação e comercialização de sementes para adubação verde.

Dessa vez, a proposta da empresa é apresentar ao público da feira novos canais de comunicação. Um deles é o informativo via WhatsApp, que funcionará como uma central de informações sobre o universo da adubação verde, contemplando desde a divulgação de eventos até dados técnicos, bastando ao produtor realizar um pré-cadastro para receber o informativo em seu smartphone ou tablet.

O outro canal é destinado aos pequenos produtores e consumidores finais, que desfrutarão de atendimento exclusivo. O público presente na Hortitec terá uma prévia apresentação de sua divulgação e funcionamento.

Além disso, a Sementes Piraí reforçará seu compromisso no controle de pragas e doenças do solo por meio da adubação verde, através da utilização das Crotalárias, indicando os benefícios da técnica, modos de uso e especificações por cultura. Em tempos de crise, é mais uma oportunidade para que produtores, técnicos e demais interessados na produtividade sustentável acompanhem as vantagens da adubação verde principalmente em relação à redução de custos.

A agricultura urbana será outro tema em destaque no stand da empresa, com informações e material destinados aos que utilizam a adubação verde por necessidade, seja nas hortas caseiras, comunitárias ou em projetos de educação ambiental e agrícola nas escolas, cooperativas e demais instituições.

José A. Donizeti Carlos, diretor comercial da Sementes Piraí, afirma seu otimismo para mais uma edição da Hortitec. Segundo ele, os visitantes do stand terão acesso ao universo completo da adubação verde por meio de materiais impressos, digitais, além do contato direto com os consultores da empresa. “Essa é mais uma oportunidade valiosa que nós teremos de promover a agricultura sustentável por meio da adubação verde”, conclui.

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Redação Join Agro

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Adubação verde eleva a capacidade produtiva do solo

segunda-feira, maio 23rd, 2016
Adubo verde na Tecnofam 2016 - Imagem: Sílvia Z. Borges/Embrapa.

Adubo verde na Tecnofam 2016 – Imagem: Sílvia Z. Borges/Embrapa.

Elevar a capacidade produtiva do solo, com baixo custo, é um dos desafios em pequenas propriedades. Uma das práticas agrícolas que ajudam a enfrentar esse desafio, é a adubação verde em rotação de cultura ou em consórcio entre adubos verdes (leguminosas e gramíneas). O sistema radicular mais profundo dos adubos verdes condiciona o solo para que a cultura de atividade econômica explore melhor os nutrientes e a água do solo.

Os adubos verdes que são gramíneas a exemplo do sorgo forrageiro e milheto, e dicotiledôneas, como o girassol, formam a palhada que cobrem o solo; e os que são leguminosas, caso da crotalária, mucuna, guandu, feijão-de-porco, produzem biomassa e fornecem maior aporte de nitrogênio à cultura.

Quem passou pela Tecnofam 2016, evento de tecnologias e conhecimentos para agricultura familiar realizado de 11 a 13 de maio na Embrapa Agropecuária Oeste, pôde conhecer os benefícios dos adubos verdes com os pesquisadores da Embrapa: Alberto Feiden, da Embrapa Pantanal, e Cesar José da Silva, da Embrapa Agropecuária Oeste.

A prática da adubação verde promove a cobertura do solo, aumenta a umidade, a ciclagem de nutrientes e a dinâmica dos microorganismos no solo que ajudam a combater nematoides e doenças do solo. Além disso, os adubos verdes abrigam inimigos naturais a atraem polinizadores e insetos benéficos como predadores de pragas.

Segundo Silva, o processo de elevação da capacidade produtiva do solo com a adubação verde exige alguns anos de boas práticas culturais. Por isso, a recomendação é que a adubação verde seja associada a outras práticas, como calagem e gessagem, adubos orgânicos a partir de dejetos de animais que têm alta concentração de nutrientes disponíveis (esterco de aves, bovinos e suínos). “Se o produtor adotar essas práticas, a adubação mineral complementar será em doses menores, reduzindo o custo de produção.”

Os adubos verdes também servem como suplementação alimentar animal. O guandu, adubo verde semiperene, é usado para feno ou fresco no cocho por meio de podas; a cartilha, espécie perene, possui excelente palatabilidade – que, segundo Silva a Agraer tem estimulado os agricultores a plantarem – ou para adubar nas entrelinhas; e gramíneas forrageiras para cobertura de solo e forragem.

A rotação de culturas pode ser feita dividindo a área em pequenas partes, intercalando as culturas ao longo do tempo. Uma dica para iniciar a prática de adubação verde exclusivamente ou em consórcio é escolher uma área com baixa quantidade de matéria orgânica ou com problemas de pragas de solo, de plantas daninhas ou ainda na área mais distante da propriedade, onde é mais difícil de se chegar com dejetos de animais que são usados também como adubos. “À medida que a área com problema é recuperada com a adubação verde, o agricultor pode expandir a prática agrícola”, afirma o pesquisador Cesar José da Silva.

A prática da adubação verde promove a cobertura do solo, aumenta a umidade, a ciclagem de nutrientes e a dinâmica dos microorganismos no solo que ajudam a combater nematoides e doenças do solo. Além disso, os adubos verdes abrigam inimigos naturais a atraem polinizadores e insetos benéficos como predadores de pragas.

Calcário como auxiliar

“Boa parte do solo brasileiro é levemente ácida. Para elevar o PH, a forma mais barata de se fazer essa correção do solo é com o calcário, que é proporcionalmente barato em relação a outros produtos existentes no mercado. Ainda hoje muitos produtores da agricultura familiar não têm essa prática para corrigir o solo”, disse o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Rodrigo Arroyo, na Mostra de Tecnologias da Tecnofam 2016.

Ele explica que o calcário ajuda no crescimento da raiz e da parte aérea da planta e a prática é recomendada para todas as culturas agrícolas, como milho, feijão e mandioca. “Isso significa que nos anos de déficit hídrico, como nos veranicos, vão explorar melhor o solo, absorvendo os nutrientes”.

Para saber a quantidade a ser aplicada no solo, é necessário coletar uma amostra de solo. A coleta da amostra deve ser feita em zigue-zague para representar bem a área – “uma amostra por hectare é suficiente” –  e essa amostra levada a um laboratório. “O custo da análise é relativamente baixo e se paga com o aumento da produção que a calagem proporciona”, diz o pesquisador.

A comparação do desenvolvimento da raiz em solo corrigido e em um solo sem correção foi demonstrado por um equipamento de análise de raízes chamado rizotron. “O que o agricultor familiar consegue ver é o que ele acredita. E o rizotron mostra a área do solo onde o produtor não enxerga. Essa forma didática é fantástica”, diz Genivaldo Schlick, diretor de ensino do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, regional de Ponta Porã, que estava no segundo dia da Tecnofam.

Tecnofam 2016

Muitas das tecnologias que estão sendo demonstradas a campo têm origem na Embrapa Agropecuária Oeste e em outras Unidades da Embrapa: Algodão, Amazônia Ocidental, Arroz e Feijão, Gado de Corte, Gado de Leite, Hortaliças, Instrumentação, Mandioca e Fruticultura, Meio Norte, Milho e Sorgo, Pantanal, Suínos e Aves, Tabuleiros Costeiros. Também têm tecnologias desenvolvidas pela Agraer, Uems, UFGD e de empresas expositoras.
A realização do evento é da Embrapa, Agraer, Sepaf, Senar/MS e Prefeitura Municipal de Dourados, através da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Semafes).
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Obs: O texto de hoje é uma reprodução integral do excerto da jornalista Sílvia Zoche Borges, MTb-MG 08223JP, do Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO) da Embrapa Agropecuária Oeste /Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Agradecemos e creditamos a Silvia todo o conteúdo textual e imagético postado acima.
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Conheça a adubação verde
A matéria acima mencionou algumas espécies de adubos verdes, que nós convidamos para que você conheça melhor no site da nossa adubadora, Sementes Piraí.
Veja:

Para saber como a adubação verde auxilia no controle dos nematoides, acesse aqui.

 

Relembrar os benefícios da adubação verde é preciso!

quarta-feira, abril 20th, 2016
A Crotalária-spectabilis é uma leguminosa fixadora de N2 muito utilizada em várias culturas, como a cana-de-açúcar.

A Crotalária-spectabilis é um exemplo de leguminosa fixadora de N2 muito utilizada em várias culturas, como a cana-de-açúcar.

No Ano Internacional das Leguminosas, reforçar os benefícios que a adubação verde apresenta é validar a esperança no presente e  futuro sustentável produtivo!

A adubação verde é uma tecnologia agrícola milenar que utilizam plantas de várias espécies, em especial as leguminosas, para reciclar nutrientes, devolvendo ou potencializando a fertilidade do solo. Essas plantas, chamadas de adubos verdes, tem propriedades que associam bactérias da terra e transformar o nitrogênio atmosférico em compostos nitrogenados.

Formando uma espécie de cobertura vegetal os adubos verdes aumentam o teor de matéria orgânica e auxiliam na conservação da terra, pois também contribuem para a absorção da água e para a redução dos processos de erosão.

Alguns estudos, como o da Embrapa Agrobiologia, constataram o que uso de adubos verdes chegam a reduzir ou até mesmo eliminar a necessidade de aplicação de fertilizantes minerais com nitrogênio. Assim, ajudam a baratear os custos produtivos, uma vez que estes produtos são oriundos do petróleo e seus preços são dependentes da variação cambial diária.

Utilizando as leguminosas fixadoras de nitrogênio, como a Crotalária-spectabilis e o Feijão-guandu, o produtor ganha em rentabilidade produtiva, economia e sustentabilidade.

Para saber mais sobre os benefícios da adubação verde acesse o site da Sementes Piraí, nossa adubadora, navegue pelo site conhecendo os adubos verdes, as culturas beneficiadas e as publicações sobre o uso da adubação verde, oriundas de pesquisas de entidades nacionais e internacionais.

De quebra, mencionamos abaixo dois estudos da Embrapa Agrobiologia sobre o uso das leguminosas e seus benefícios às culturas agrícolas:

https://www.embrapa.br/documents/1355054/1527012/4a+-+folder+Aduba%C3%A7%C3%A3o+verde.pdf/6a472dad-6782-491b-8393-61fc6510bf7d

https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/recursos/AgrobCap18ID-rODRLL1PlX.pdf

 

Diversificação: caminho certo para a sustentabilidade do agronegócio!

quinta-feira, março 3rd, 2016
O Milheto é uma das leguminosas utilizadas na diversificação de culturas pelos produtores de soja no MT - Imagem: Sementes Piraí.

O Milheto é uma das gramíneas utilizadas na diversificação de culturas pelos produtores de soja no MT – Imagem: Sementes Piraí.

Como garantir produções rentáveis e acima de tudo, saudáveis nos dias de hoje?

Essa resposta é bem conhecida dos produtores mato-grossenses, que já entenderam que a diversificação de culturas é a opção mais viável para conferir alta produtividade, considerando a sustentabilidade nos campos agrícolas.

Segundo Elso Pozzobon, vice-presidente da Aprosoja, a diversificação deve ser considerada como prioridade pelo produtor. Ela permite a independência produtiva, já que o agricultor não fica refém de uma determinada cultura. Além disso, a diversificação confere equilíbrio sanitário, reduzindo a incidência de pragas e doenças.

No Mato Grosso, os resultados dessa opção já foram conferidos durante o Circuito Tecnológico – Etapa Soja realizado em outubro último: sete culturas antecessoras à soja somam 43% do total plantado em todas as quatro regiões do estado. Na ordem, são elas:  milheto (17%), braquiária (7%), algodão (6%), crotalária (5%), feijão (2%), sorgo (2%), girassol (1%), sudão (1%) e outros (1%). A cultura de milho também é listada, aparecendo em 57% das produções.

Endossando a lista de benefícios da diversificação, constam: a melhoria das características naturais do solo, o aumento da matéria orgânica e a quebra do ciclo de vida de pragas e demais doenças do solo. Porém, o emprego de leguminosas “turbina” ainda mais esses resultados, conferindo maior produtividade ao cultivar principal. Um exemplo é a cultura de soja quando semeada após o milheto: a cobertura vegetal da leguminosa aumenta a matéria orgânica, fixa maior quantidade de nitrogênio e esses itens são parte da receita que favorece a maior produção.

Enfim, a diversificação de culturas é o caminho para #adubarofuturo das produções agrícolas. É uma opção barata, rentável e que ainda contribui com o meio ambiente. Melhor escolha não há!

Fonte: Agrolink.

Uma miniaula sobre os benefícios da adubação verde

A matéria acima reforçou o que sempre pontuamos aqui sobre os benefícios da adubação verde.

Então, para não chover no molhado, convidamos você a conhecer os adubos verdes mencionados:

Se informe ainda mais sobre a técnica acessando o site da Sementes Piraí, tire suas dúvidas e mantenha a certeza que a adubação verde fará parte da sua diversificação!