29ago/160

Mapa de solos piracicabano!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, cana-de-açúcar, Canavial, Informação, Pesquisa, Piraí Sementes, Setor Sucroenergético, Sustentabilidade, tecnologia por Admin em 29 de agosto de 2016No Comments »
O mapa de solos beneficiará a cultura canavieira, forte frente agrícola de Piracicaba - Imagem: Divulgação.

O mapa de solos beneficiará a cultura canavieira, forte frente agrícola de Piracicaba – Imagem: Divulgação.

Um dos desejos dos agricultores é conhecer a fundo o solo no qual se planta e entender quais são as suas necessidades para continuar produzindo com potencialidade. Na cidade de Piracicaba/SP esse conhecimento está chegando. Isso porque os Pesquisadores do Departamento de Ciência do Solo da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) estão desenvolvendo um mapa de solos digital, que compreenderá cerca de 240 mil hectares da região de Piracicaba.

O mapa será disponibilizado gratuitamente na rede e é fruto de um Projeto Temático realizado com apoio da FAPESP e coordenado pelo professor da Esalq, José Alexandre Demattê. O trabalho será realizado por meio de geotecnologias (que abrange a coleta, processamento, análise e disponibilização informacional com diretriz geográfica).

29ago/160

Comunicação e extensão rural juntas em prol do desenvolvimento do Cariri/Ceará!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, agricultura familiar, educaçao, Informação, Sustentabilidade, tecnologia por Admin em 29 de agosto de 2016No Comments »
Registro da capacitação - Imagem: Adilson Nóbrega /Embrapa.

Registro da capacitação – Imagem: Adilson Nóbrega /Embrapa.

No final de junho a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce) trabalhou em conjunto com radialistas da região do Cariri para auxiliar no desenvolvimento regional, atuando baseada em uma agenda definida em função do diagnóstico rápido e participativo dos técnicos rurais.

Tal ação foi um dos frutos da Oficina de Comunicação, Desenvolvimento e Extensão Rural, dentro das ações do Projeto Ações de Capacitação e de Divulgação de Informações Tecnológicas em Apoio à Inclusão Produtiva Rural no Plano Brasil Sem Miséria (PBSM).

Uma rede online que junta os comunicadores sociais das rádios, Embrapa e IFCE (Instituto Federal do Ceará) e os extensionistas da Ematerce foi criada para facilitar o cumprimento da agenda de trabalhos. Para tanto foram definidos as atuações objetivas da comunicação local e regional, alinhadas às políticas de assistência técnica, da produção agropecuária e da sustentabilidade ambiental no Cariri. O planejamento estratégico é a base que sustenta toda a realização da agenda.

26ago/160

Guia “Boas Compras da Agricultura Familiar” na baixada santista!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, agricultura familiar, Informação, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 26 de agosto de 2016No Comments »
Imagem: Guia "Boas Compras da Agricultura Familiar".

Imagem: Guia “Boas Compras da Agricultura Familiar”.

O Observatório Litoral Sustentável, uma Organização Não Governamental (ONG), firmou um convênio com a Petrobras e o Governo Federal para incentivar as prefeituras da região da Baixada Santista (SP) a localizar produtores locais e adquirir seus produtos. O Guia batizado de “Boas Compras da Agricultura Familiar” contou com a ajuda do Instituto Pólis para ser realizado.

O material pode ser conferido pela internet e aponta as vantagens de comprar produtos oriundos da agricultura familiar e do pescado, objetivando informar os órgãos públicos locais sobre as políticas governamentais existentes para compra de alimentos vindos desse setor agrícola. Dessa forma, será possível identificar os agricultores tanto para facilitar o acesso de políticas públicas aos produtores, quando para ampliar a atuação de cooperativas, associações e organizações no mercado público.

25ago/160

Alternativas para a descompactação de solos!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, agronegócio, cobertura vegetal, Crotalária, Pesquisa, Piraí Sementes, Recuperação de áreas degradadas, Recuperação de solos, Sustentabilidade por Admin em 25 de agosto de 2016No Comments »

crotalaria_ochroleuca_sementespiraiUm estudo realizado pelos pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste, Júlio Cesar Salton e Michely Tomazi (engenheiros agrônomos e Doutores em ciência do solo), apontou alternativas sustentáveis para a reversão da compactação do solo.

Essa situação prejudica muito a agricultura, pois dificulta o desenvolvimento radicular das plantas, provoca o acúmulo de adubos e ainda entrava a entrada da água na terra, isso porque o solo se encontra em condição porosa. Como alternativa, os pesquisadores sugerem o uso de plantas de raízes profundas na entressafra, preparando a terra de forma biológica. Como exemplo estão a braquiária e a crotalária.

O estudo verificou como as plantas de cobertura se desenvolvem na região radicular, explorando aquelas que possuem raízes maiores ajudando na descompactação do solo e que ainda servem como proteção na superfície, servindo de palhada, muitas vezes, para a cultura comercial subsequente.

A pesquisa analisou algumas situações como a rotação entre a pastagem e a cultura de soja, dentro de um sistema ILPF. Seus resultados demonstram as vantagens em descompactar o solo de forma biológica, promovendo também a saúde da terra. Para conferir detalhes desse estudo, clique aqui.

Fonte: Agrolink

Crotalárias e a descompactação do solo

Os pesquisadores mencionaram em seu estudo, pautado acima, que a crotalária é boa opção natural para reverter a compactação do solo.

Conheça mais sobre as crotalárias acessando os links abaixo:

Informe-se e veja qual é a mais indicada para agir no seu solo. Caso precise de mais informações entre em contato com a nossa adubadora, Sementes Piraí, por meio desse link.

25ago/160

“Boas práticas agrícolas e água”: um guia para os produtores do Oeste da Bahia!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, Água, irrigação, Meio Ambiente, Pesquisa, Piraí Sementes, Recursos hídricos, Sustentabilidade, tecnologia por Admin em 25 de agosto de 2016No Comments »
Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

Os agricultores já sabem que a água é parte fundamental para a manutenção das atividades agrícolas e sabem também, alguns meios para preservar essa riqueza.

Para ajudar ainda mais na tarefa de conscientização e aprendizado dos produtores do oeste baiano a The Nature Conservancy, maior organização ambiental do mundo, em auxílio com a Bunge e apoiada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), lançaram a publicação “Boas Práticas Agrícolas e Água, um guia para a conservação de recursos hídricos nas propriedades rurais do Oeste da Bahia.”

O guia é o resultado de levantamentos e troca de ideias entre poder público e sociedade. O material pontua técnicas que cooperam para a melhor gestão da propriedade no tocante ao manejo da água e dos solos. Dentre os objetivos dessas recomendações estão: evitar a erosão, aumentar a eficiência hídrica na agricultura e a recuperação das matas ciliares como fator contribuinte para a conservação de mananciais.

Além disso, o livreto sugere o constante mapeamento do volume hídrico, superficial e subterrâneo, além do incentivo à assistência técnica rural continuada e a execução permanente do Código Florestal. Tudo isso, para garantir que o uso sustentável da água acontecerá nas lavouras da região, independentemente de seu consumo hídrico.

A ação é uma maneira de evitar que cenários de escassez hídrica ou revezes climáticas voltem a causar danos na agricultura do oeste baiano, região inserida no Matopiba e tão conhecida pela sua produtividade.

Fonte: Agrolink.

Falando em produtividade, vamos melhorá-la?

Tudo o que é bom pode ficar melhor e o que não estão tão bem assim pode melhorar, não é mesmo?

Quando falamos em melhoria da produtividade agrícola podemos mencionar a adubação verde como a parceira sustentável e econômica do produtor.

Quer saber mais como se dá essa parceria? Conheça os benefícios da adubação verde visitando o site da nossa adubadora, Sementes Piraí.

Repense seu investimento de tempo e dinheiro em ações que prejudicam o meio ambiente e o próprio solo, invista seus recursos na adubação verde!

24ago/160

O nitrogênio nas lavouras de milho!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, cobertura vegetal, Crotalária, Milho, Pesquisa, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 24 de agosto de 2016No Comments »
Consórcio entre milhoe  crotalária, adubo verde considerado excelente na fixação de nitrogênio - Imagem: Douglas de Castilho Gitti/Rural Centro.

Consórcio entre milho e crotalária, adubo verde considerado excelente na fixação de nitrogênio – Imagem: Douglas de Castilho Gitti/Rural Centro.

Uma dúvida comum entre os produtores de milho está na fixação de nitrogênio. Muitos se perdem no uso de adubos/fertilizantes nitrogenados e acabam com problemas. Uma opção pautada em pesquisas e comprovadas pela prática de campo está no uso de plantas de cobertura que, entre outros benefícios, aumentam a quantidade de nutrientes disponíveis no solo para a cultura subsequente. Um desses nutrientes é o próprio nitrogênio.

Para Arminda Moreira de Carvalho, pesquisadora da Embrapa Cerrados, dependendo da planta de cobertura escolhida para anteceder o milho, o uso de fertilizantes torna-se muito ou pouco dispensável. Uma das variáveis consideradas pela pesquisadora estão na razão carbono/nitrogênio do solo. Se há muito carbono e pouco nitrogênio os microrganismos presentes no solo imobilizam o N2; se acontece a situação contrária, esses “serzinhos” acabam disponibilizando tal nutriente em boas condições de absorção pela planta.

Os estudos feitos pela Embrapa contemplam observações das leguminosas em sucessão com o milho e em culturas como trigo, milheto, sorgo e braquiária.  Outros plantas como a crotalária, o guandu, a mucuna, e outras espécies naturais do Cerrado também são analisadas.

Entre as recomendações feitas por Arminda, baseadas nos experimentos, está o uso de fertilizantes se a planta de cobertura escolhida for a braquiária e a sucessão feita de milho e sorgo. Já na contramão do uso de adubos nitrogenados o destaque é o feijão-bravo-do-ceará. Porém, ele não é encontrado com facilidade na escala de vendas, devido a sua irregularidade.

Além da ciclagem de nutrientes, o uso de plantas de cobertura que fixam nitrogênio contribui para a redução nos gastos com fertilizantes e impactam positivamente o meio ambiente, deixando a  produção mais sustentável.

Fonte: Agrolink

Conheça mais sobre os adubos verdes amigos do milharal

Na matéria acima a pesquisadora Arminda Moreira de Carvalho mencionou estudos com alguns adubos verdes, entre eles a Crotalária.

Saiba como ela ajuda o seu cultivo de milho a produzir mais, de forma econômica e com sustentabilidade, desfrutando de outros benefícios além da importante fixação de nitrogênio, acessando conteúdo destinando à cultura de grãos no site da Sementes Piraí.

Informe-se e seja o mais novo amigo da adubação verde ;)

 

 

24ago/160

Sistema ILPF na agricultura familiar paraense!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, agricultura familiar, Meio Ambiente, Pesquisa, Piraí Sementes, plantio direto, Recuperação de áreas degradadas, Sustentabilidade por Admin em 24 de agosto de 2016No Comments »
Área consideradas improdutivas são recuperadas pela adoção do Sistema ILPF - Imagem: Gladyz Martinez/Embrapa.

Área consideradas improdutivas são recuperadas pela adoção do Sistema ILPF – Imagem: Gladyz Martinez/Embrapa.

A Embrapa Amazônia Oriental apresentou, em meados de junho, o primeiro sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) destinado exclusivamente a agricultura familiar do Pará. Um projeto experimental já foi implantando, em uma propriedade parceria da Embrapa, que serve como ponto de observação para os técnicos e agrônomos da empresa.

Tal projeto abrange componentes de lavoura, pastagem, floresta e pecuária dispostas na mesma área, funcionando em consórcio, sucessão ou rotação. Todas as tecnologias pontuadas pela Embrapa estão disponíveis para adoção imediata, pautando que a Amazônia pode receber esse sistema na agricultura familiar e deixá-la mais competitiva.

Há quatro tecnologias empregadas nesses sistema que compõem o Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) e são elas: recuperação de áreas degradadas, sistemas plantio direto, florestas plantadas, além do próprio sistema ILPF.

O projeto delineado pela Embrapa é mais uma boa notícia ao desenvolvimento da agricultura familiar, contemplando a adequação ambiental, a viabilidade econômica e valorizando o aspecto social. Esperamos que projetos desse tipo cheguem aos demais estados, pensados com o mesmo planejamento e cuidado como o que foi apresentado para os agricultores paraenses.

Fonte: EBC.

Adubação Verde no desenvolvimento sustentável da agricultura familiar

Com a chegada de tecnologias ABC à agricultura familiar do Pará é válido reforçar o papel da adubação verde em algumas dessas ações, como na recuperação de áreas degradadas e no sistema plantio direto.

Saiba como a adubação verde ajuda cada uma dessas tecnologias acessando os conteúdos do site da nossa adubadora, Sementes Piraí.

Em especial, sobre o sistema plantio direto, indicamos a entrevista feita com Herbert e Marie Bartz que você confere clicando aqui.

23ago/160

Como aumentar a produtividade das pastagens em sistemas ILPF?

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Informação, Meio Ambiente, pastagem, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 23 de agosto de 2016No Comments »
O desbate potencializa a produtividade das pastagens e serve como alternativa de renda para o produtor - Imagem: Simone Casagrande/Portal DBO.

O desbate potencializa a produtividade das pastagens e serve como alternativa de renda para o produtor – Imagem: Simone Casagrande/Portal DBO.

Uma das indicações que responde a essa pergunta fica por contra da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos/SP), que recomenda o desbaste parcial das árvores. Dessa forma, o desenvolvimento das pastagens não fica comprometido pela baixa incidência solar.

Além disso, o desbaste gera uma alternativa de renda ao produtor, que vende a madeira de variadas formas. Dependendo do tamanho, aproveita-se para mourão e tábuas, além de lenha para a produção de compostos orgânicos. O sistema ILPF tem por base o aproveitamento máximo do material, para que sempre agregue valor e renda ao produtor, pontua o pesquisador José Ricardo Pezzopane.

O planejamento deve ser o melhor amigo do produtor na implantação do sistema ILPF, uma vez que ele auxiliará no aproveitamento de seus componentes. Se o produtor opta por plantar eucaliptos, por exemplo, a exploração da árvore acontece em dois momentos: o primeiro desbaste após quatro ou cinco anos da implantação e o segundo, após 10 anos. Não se deve, segundo o pesquisador, plantar um número menor de árvores por hectare, mas sim plantar a quantidade ideal para sempre se manter a produtividade.

A indicação de Pezzopane é realizar o desbaste no período em que o gado necessita menos da área como no inverno, entre os meses de maio e junho, momento no qual o crescimento da pastagem é mínimo.

Já para a destoca (retirada do toco) a Embrapa recomenda a utilização de produtos a base de nitrogênio, que aceleram o processo de degradação do toco e são menos agressivos que a retirada por meio de máquinas. No segundo desbaste, já definitivo, a intenção é plantar novamente uma espécie de árvore, para manter o sistema silvipastoril permanente.

Fonte: Agrolink

Melhorando as pastagens

A pastagem é um dos componente fundamentais do sistema ILPF. Ela precisa estar sempre viva para ajudar no desenvolvimento do rebanho. Aí cabe a pergunta: como potencializar sua saúde?

A resposta é levando os benefícios da adubação verde para o campo!

Conheça o que a adubação verde faz pelas pastagens clicando aqui.

Para saber mais sobre todas as culturas beneficiadas pela adubação verde visite o site da nossa adubadora, Sementes Piraí.

 

23ago/160

Empaer e o Projeto Raízes em Mato Grosso!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, agricultura familiar, Agroecologia, Alimentos Orgânicos, cobertura vegetal, Fruticultura, Hortaliças, Informação, Meio Ambiente, Olericultura, orgânico, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 23 de agosto de 2016No Comments »
O Projeto Raízes quer aumentar o número de produções agroecológicas/orgânicas no município de Cláudia - Imagem: Divulgação;

O Projeto Raízes quer aumentar o número de produções agroecológicas/orgânicas no município de Cláudia – Imagem: Divulgação.

O mês de julho marcou o início de um novo tempo em termos de conhecimento para os produtores do município de Cláudia, distante 620km da capital Cuiabá. No dia 28 a Empaer apresentou o Projeto Raízes, que tem como cerne a demonstração das Unidades de Referência Tecnológica (URT) com a inserção de tecnologia voltada às bases de produção agroecológica e ao cultivo orgânico. Na oportunidade, os produtores visitaram uma URT voltada a olericultura.

O Projeto Raízes planeja implantar quatro URTs no município, visando as principais vertentes produtivas: olericultura, fruticultura, mandiocultura e frango semi-caipira.  As URTs servirão de base e estímulo aos produtores para que eles conheçam as melhorias no cultivo agroecológico/orgânico, elevando assim a qualidade do produto ofertado e por consequência, seu valor.

Como exemplo da transição agroecológica o público visitou a propriedade da família Marinho da Silva, que cultiva folhosas, beterraba, quiabo, melancia, pepino, melão, entre outros produtos. A produção já recebe alguns cuidados agroecológicos como as técnicas de cuidados e manejo do solo, a inserção de plantas de cobertura e a adubação verde.

A Empaer espera atingir diretamente 62 propriedades destinadas ao cultivo horticultor e algumas destinadas ao cultivo de frutas, além de propriedades mistas como a visitada no dia do evento. O Projeto Raízes quer elevar o conhecimento e a capacitação de cada produtor para que no futuro, nem tão distante assim, eles possam caminhar com as próprias pernas só colhendo os benefícios da escolha orgânica/agroecológica.

Fonte: FolhaMax

Explorando a adubação verde

Como mencionado acima, a adubação verde fará parte do processo de transição agroecológica, contribuindo para o melhoramento natural das condições físicas, químicas e biológicas.

Para saber como a adubação verde atua nas culturas de hortaliças, frutas e orgânicos e implantar essa ação sustentável e econômica também na sua produção, basta acessar o site da nossa adubadora Sementes Piraí e navegar por todos os conteúdos informativos e atualizados sobre os benefícios da adubação verde.

Transforme sua produção com a adubação verde: o solo e o meio ambiente só terão a agradecer ;)

 

22ago/160

Brasil vê possibilidades econômicas com o aumento na demanda por grãos na Europa!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, Milho, Piraí Sementes, Soja, Sustentabilidade por Admin em 22 de agosto de 2016No Comments »
Dentre os grãos produzidos aqui, o milho é um dos mais cotados a suprir a demanda europeia - Imagem: Divulgação.

Dentre os grãos produzidos aqui, o milho é um dos mais cotados a suprir a demanda europeia – Imagem: Divulgação.

O cenário de demanda por grãos na Europa pode favorecer a produção brasileira. Isso porque  a produção europeia vai apresentar na safra 2016/17 (cerca de 313 milhões de toneladas) crescimento inferior a 1% e o consumo por sua vez, crescerá 1,3%. Dessa forma, o continente ficará mais dependente da exportação de grãos.

Estimativas feitas pela Comissão de Agricultura apontam que em 2017 o consumo humano de grãos deverá estar na casa dos 66 milhões, seguido pelo industrial com 33 milhões e ambos superados pelo uso para a alimentação animal, com 175 milhões de toneladas.

No mapa de necessidades europeu o Brasil ganhará vez com o milho, cujo destino para alimentação de animal deverá chegar em 58 milhões de toneladas no próximo ano, em especial pelos países da União Europeia. Toda a ação já vem sendo esboçada pelo nosso país, uma vez que a UE já é nossa compradora há certo tempo.

Isso sem contar as oleaginosas, como a soja, que não ainda foram incluídas no mapa de importação europeu. Para a próxima safra o Brasil vai semear 33,5 milhões de hectares, o que pode gerar a produção de 103,4 milhões de toneladas, indicando produtividade média de mais de 3 mil quilos de soja/hectare.

Fonte: Mauro Zafalon – Folha de S.Paulo

Vamos preparar a próxima safra de milho com mais sustentabilidade?

Como você leu acima o Brasil terá grandes chances de aumentar sua exportação de grãos para a UE, em especial de milho, na próxima safra. Por que não então, começar a preparar o solo para produzir mais e melhor com o auxílio da adubação verde?

É chegada a hora de cuidar do solo para a cultura de verão! Saiba mais clicando aqui.

Traga sua lavoura para o hall daquelas que produzem com sustentabilidade e garantem sua rentabilidade, torne-se um adubador verde!

22ago/160

Agroecologia se consolida em Corumbá/MS!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, agricultura familiar, Agroecologia, Informação, Sustentabilidade por Admin em 22 de agosto de 2016No Comments »
Registro da Feira Agroecológica que acontece toda terça no campus da UFMS em Corumbá - Imagem: Kleverton Velasques/Portal da Prefeitura de Corumbá.

Registro da Feira Agroecológica que acontece toda terça no campus da UFMS em Corumbá – Imagem: Kleverton Velasques/Portal da Prefeitura de Corumbá.

Através da ajuda da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) a agroecologia tem ganhado espaço e o gosto dos consumidores. Isso porque há pouco mais de dois meses o campus de Corumbá cedeu aos produtores um espaço para a realização da feira de produtos agroecológicos. O sucesso é comprovado a olhos vistos e tem contribuído para ajudar os agricultores familiares da região a aumentar suas rendas e garantir melhor qualidade de vida.

O caminho para chegar até a feira passou por vários projetos de transição agroecológica desenvolvidos e apoiados pela Universidade e pela Embrapa Pantanal. Atualmente o grupo de agricultores participantes da feira formou um grupo batizado de Bem-Estar, produzindo alimentos agroecológicos e vendendo-os a preço justo.

A feira já conta com seis produtores e deve aumentar esse número em breve, uma vez que novas comunidades produtivas estão se aproximando da Universidade para participar da ação. O público consumidor também aumenta a cada dia, pois a divulgação boca-a-boca tem expandido as fronteiras desse comércio direto, natural e econômico. A Embrapa Pantanal visita com frequência o local para acompanhar a evolução do projeto.

Para os adubadores do futuro de Corumbá que nos acompanham fica o recado: toda terça-feira, das 8h às 11h, acontece a Feira Agroecológica. O local é o campus da UFMS na avenida Rio Branco, 1.240, Bairro Universitário.

Fonte: Agrolink

A contribuição da adubação verde para a agroecologia

A adubação verde é uma técnica agrícola que coopera com as bases de produção agroecológica porque cuida do solo e controla pragas e doenças de forma natural pelo uso dos adubos verdes, espécies vegetais que promovem a saúde produtiva de forma econômica e 100% sustentável.

Saiba mais sobre o que a adubação verde pode fazer pelo cultivo agroecológico acessando a loja online de sementes para adubação verde EcoSeeds, conheça todas as sementes, escolha aquela mais adequada à sua produção e entre para o time dos produtores 100% parceiros do meio ambiente.

 

19ago/160

12º Seminário Regional de Agroecologia em Ibiúna/SP

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agroecologia, Alimentos Orgânicos, Informação, orgânico, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 19 de agosto de 2016No Comments »
Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

No próximo dia 27 a cidade de Ibiúna/SP sediará o 12º Seminário Regional de Agroecologia.

O objetivo é apresentar os benefícios da agricultura ecológica aos produtores demonstrando técnicas, partilhando experiências, pontuando novidades em termos de certificação compartilhada, reforçando a importância da comunicação e do marketing aos pequenos produtores, entre outros temas.

Na programação, com duração de oito horas, constam palestras, homenagens e vendas de produtos orgânicos no local.

O evento é uma realização do Sindicato Rural de Ibiúna e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e acontecerá no Centro Cultural de Ibiúna e é gratuito.

Para mais informações entre em contato com o Sindicato pelo telefone (15) 3241-1006.

Como sempre falamos aqui, essa é mais uma oportunidade de aumentar o número de adubadores do futuro, conscientizando mais produtores que produzir sustentavelmente gera riqueza social, qualidade de vida e ajuda a #adubaofuturo do meio ambiente.

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Adubação Verde e Agroecologia

Você sabia que a adubação verde é uma técnica agroecológica? Pois bem, o uso de adubos verdes consiste em uma prática sustentável que recupera, condiciona e ou melhora a saúde do solo, potencializando seus aspectos químicos, físicos e biológicos.

Pode ser incorporada em diversas culturas como a produção orgânica.

Para saber mais os benefícios da adubação verde acesse o site da nossa adubadora, Sementes Piraí, e planeje sua guinada verde e produtiva.

 

18ago/160

Qualcomm e Embrapa fecham parceria para o uso de drones!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, Informação, Meio Ambiente, Pesquisa, Piraí Sementes, Sustentabilidade, tecnologia por Admin em 18 de agosto de 2016No Comments »
A parceria entre Embrapa e Qualcomm quer produzir drones d baixo usto aqui mesmo no páis - Imagem: Divulgação - Agrishow /Revista Globol Rural

A parceria entre Embrapa e Qualcomm quer produzir drones de baixo custo aqui no país – Imagem: Divulgação – Agrishow /Revista Globo Rural

Hoje retratamos mais um exemplo de como a tecnologia pode beneficiar o desenvolvimento sustentável da agricultura. A Embrapa fechou, no final de junho, uma parceria com a Qualcomm (empresa líder mundial em tecnologias móveis) para potencializar o uso de drones na agricultura. O objetivo é automatizar alguns processos da atividade, minimizando seu impacto ambiental.

Para a Embrapa essa parceria tem muito a acrescentar no desenvolvimento da atividade agrícola, uma vez que a tecnologia dos drones poderá melhor gerenciar a propriedade, identificar pragas e doenças, evitar o uso excessivo de agroquímicos, barateando assim o custo dos processos produtivos e ajudando o meio ambiente.

O uso de drones permitirá ao produtor monitorar sua propriedade em tempo real. Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm, conta que o drone possui uma câmera que registra as imagens, logo elas são processadas e enviadas ao smartphone ou tablet do produtor. Isso vai agilizar o trabalho de prevenção, controle ou acompanhamento da lavoura.

Porém, toda essa maravilha ainda precisa passar por alguns ajustes para chegar ao campo e o primeiro deles é tornar o equipamento mais acessível, em termos financeiros, ao produtor rural. Para isso, a parceria entre as empresas prevê a redução de custos, fabricando os drones aqui no país. Depois dessa ação, o sistema será monitorado, para que se observe seus impactos ambientais, sociais e econômicos.

Fonte: CanalTech

Tecnologia sustentável

Já pensou você utilizando um drone na agricultura para monitorar o trabalho sustentável que você realiza na lavoura? Pois bem, enquanto o drone ainda não chega, você pode adiantar as ações pulando para a parte da sustentabilidade.

Como? – Utilizando a adubação verde.

A adubação verde é uma técnica agrícola sustentável que recupera a saúde produtiva do solo, melhorando e ou condicionando seus aspectos químicos, físicos e biológicos. Dessa forma, a cultura comercial subsequente pode se desenvolver aproveitando os benefícios deixados pela adubação verde, como a cobertura vegetal e os nutrientes.

Para saber mais sobre a adubação verde acesse o site da nossa adubadora, Sementes Piraí.

 

18ago/160

Conheça os benefícios de plantar crotalária antes da safra de verão

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, Algodão, cobertura vegetal, Crotalária, Milho, Nematoides, Piraí Sementes, Soja, Sustentabilidade por Admin em 18 de agosto de 2016No Comments »
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Obs: O texto de hoje é uma reprodução integral do excerto de Naiara Araújo, da SF Agro. Agradecemos e creditamos a Naiara todo o conteúdo textual postado abaixo.
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A leguminosa ajuda no controle de nematoides, é uma aliada na descompactação do solo e controle de erosão

A Crotalária-spectabilis é um dos adubos verdes mais conhecidos - Imagem: Sementes Piraí.

A Crotalária-spectabilis é uma das espécies de Crotalária mais conhecida – Imagem: Sementes Piraí.

O plantio de crotalárias é indicado para rotação de culturas. O cultivo pode ser adotado antes e durante as safras, até mesmo é uma alternativa para a safra de verão. O uso de crotalárias se populariza por causa da sua eficiência no controle de nematoides. Mas a leguminosa também é importante para a descompactação do solo, controle de erosão e fixação de nitrogênio. “O que chama a atenção do agricultor é o controle de pragas e doenças, mas todo o resto está beneficiando a terra”, diz Donizeti Carlos, engenheiro agrônomo e diretor da Sementes Piraí.

Na safrinha deste ano, ele acredita que cerca de 300 mil hectares de milho foram plantados em consórcio com crotalárias, principalmente no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Goiás. Confira orientações para adotar o cultivo de crotalárias na rotação de culturas com a soja, milho e algodão.

 1 – Soja

O cultivo de crotalária é benéfico na safra de verão de soja. Nesse caso, o ideal é esperar o início de chuvas, em setembro, para investir na crotalária no período pré-soja. Segundo Donizeti Carlos, não é recomendável plantar antes, porque são grandes as chances delas não se desenvolverem por causa da estiagem. “Nas regiões que registrarem chuva, o produtor tem a possibilidade de deixar a crotalária na área produtiva de 45 a 60 dias. O período vai depender do dia que ele for começar o plantio”, explica o engenheiro agrônomo. Depois, é só dessecar e realizar o plantio de soja normalmente, com o solo mais forte e preparado para a safra.

 2 – Milho

No caso do milho, alguns produtores já realizam o plantio tardio para cultivar crotalária antes do início da safra. Apesar de algumas variedades serem resistentes aos nematoides, o milho é um hospedeiro desses parasitas. Por isso, o cultivo de milho pode deixar como herança uma população maior de nematoides para a próxima safra. “A eficiência no controle será maior se o produtor for repetindo anualmente o preparo do solo com crotalárias nas janelas da safra e fizer essa rotação. Ele sempre terá ganhos”, diz o especialista.

O ideal seria decidir como fazer o uso da crotalária a partir do nível de infestação de nematoides. Segundo Donizeti Carlos, o uso consorciado é indicado para o solo que apresenta baixo nível de infestação. Já os solos que estão nos níveis de média à alta infestação de nematoides deveriam plantar exclusivamente crotalária na segunda safra. Porém, para não passar uma safra sem produção comercial, o que geraria um alto prejuízo financeiro, os produtores optam pelo consórcio entre milho e crotalária.

 3 – Algodão

Plantar crotalárias antes de começar a safra de algodão é mais fácil porque o plantio da cultura começa mais tarde. Geralmente, o plantio começa em outubro e, em algumas regiões, pode acontecer até janeiro. Isso faz com que o produtor tenha mais tempo para deixar as plantas no solo, aproveitando melhor os seus benefícios.

4 – Dicas essenciais para não errar

Segundo Donizeti Carlos, o maior erro do produtor no cultivo de crotalária é deixar a planta chegar em vagem seca. “O produtor deveria fazer o manejo no pleno florescimento, mas mais de 90% não faz isso”, diz o engenheiro e diretor da Sementes Piraí. “Muitos produtores que cultivam a crotalária na segunda safra deixam a planta morrer e isso reduz o efeito de controlar os nematoides.”

O uso de crotalárias não tem restrição. Porém, Donizeti Carlos diz que não é recomendado o cultivo de crotalárias em área infestada com o mofo branco. Também conhecida como podridão branca, a doença atinge diversas culturas, como o algodão, a soja e o feijão.

Os produtores que cultivam crotalária devem tomar cuidado para que os animais da fazenda não comam essas plantas. “Não é recomendado para pasto ou aproximação de gado nessas áreas. As crotalárias têm um fator tóxico e se o gado comer em excesso, chega a matar”, diz Donizeti Carlos.

 5 – Qual quantidade de sementes plantar?

Na safra de verão, o produtor que for usar a Crotalária-spectabilis deve utilizar 20 quilos de semente por hectare. Cada quilo dessa variedade custa cerca de R$ 7, ou seja, R$ 140 por hectare. Já o produtor que optar pela Crotalária-ochroleuca deve usar 15 quilos por hectare. Como o quilo custa R$ 5, o investimento por hectare fica em torno de R$ 75.

Na segunda safra, como o plantio é mais tardio e o produtor tem mais tempo para deixar as crotalárias no solo antes de iniciar a safra, é recomendável usar mais sementes para garantir uma população maior de plantas. Segundo Donizeti Carlos, no caso da Crotalária-spectabilis, o recomendado é plantar 25 quilos de sementes por hectare. E se for Crotalária-ochroleuca, 20 quilos por hectare.

SF Agro

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Conheça mais sobre as Crotalárias

Donizeti Carlos, diretor comercial da Sementes Piraí, pontuou o uso de Crotalárias como adubos verdes para preparar o solo antes da safra de verão. Conheça as variedades que ele mencionou:

Se informar sobre os benefícios da adubação verde é de fundamental importância para iniciar sua guinada produtiva, sustentável e de forma econômica. Adote os adubos verdes mencionados e prepare-se para uma próxima safra de verão muito rentável!

 

 

17ago/160

Estudo revela que 30% dos solos do mundo estão degradados

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, cobertura vegetal, Informação, Meio Ambiente, Pesquisa, Piraí Sementes, Recuperação de áreas degradadas, Recuperação de solos, Sustentabilidade por Admin em 17 de agosto de 2016No Comments »
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Obs: O texto de hoje é uma reprodução integral do excerto de Carlos Dias, da Embrapa Solos. Agradecemos e creditamos ao Carlos todo o conteúdo textual postado abaixo.
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A erosão é um dos problemas que ameaça o futuro dos solos - Imagem: Natércia Rocha/Diário do Nordeste.

A erosão é um dos problemas que ameaça o futuro dos solos – Imagem: Natércia Rocha/Diário do Nordeste.

Ameaças como erosão, compactação e perda da matéria orgânica, entre outros, atingem quase um terço das terras do planeta. Amplo estudo envolvendo 600 pesquisadores de 60 países mostrou que mais de 30% dos solos do mundo estão degradados. Coordenado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o trabalho publicou seus resultados no livro ‘Estado da Arte do Recurso Solo no Mundo’ (Status of the world´s soil resources) e se baseou em mais de duas mil publicações científicas no tema.

O Relatório traz uma perspectiva global sobre as condições atuais do solo, seu papel na prestação de serviços ecossistêmicos, como produção de água e sequestro de carbono, bem como sobre as ameaças à sua contribuição para a produção desses serviços. Segundo a pesquisadora da Embrapa Solos Maria de Lourdes Mendonça Santos Brefin, membro do comitê editorial e coordenadora da publicação para a América Latina e Caribe, a perspectiva é de que a situação possa piorar se não houver ações concretas que envolvam indivíduos, setor privado, governos e organizações internacionais. “A principal conclusão do livro não é boa. A degradação dos solos no mundo é muito alta e pode trazer consequências desastrosas nas próximas décadas para milhões de pessoas nas áreas mais vulneráveis”, revela a pesquisadora.

“Essas quatro ameaças têm a mesma origem: a exploração cada vez maior do solo por parte do ser humano, geralmente combinada com as mudanças climáticas”, afirma Miguel Taboada, diretor do Departamento de Solos do argentino Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA).

Mais de 10% em perdas agrícolas até 2050

Perdas anuais de culturas causadas por erosão foram estimadas em 0,3% da produção. Se o problema continuar nesse ritmo, uma redução total de mais de 10% poderá acontecer até 2050. A erosão em solo agrícola e de pastagem intensiva varia entre cem a mil vezes a taxa de erosão natural e o custo anual de fertilizantes para substituir os nutrientes perdidos pela erosão chega a US$ 150 bilhões.

Outro problema que ameaça o solo é sua compactação, que pode reduzir em até 60% os rendimentos mundiais das culturas agrícolas. “No mundo, a compactação tem degradado uma área estimada de 680.000 km2 de solo, ou cerca de 4% da área total de terras”, revela Maria de Lourdes, que também compõe o grupo de 27 especialistas do Painel Técnico Intergovernamental do Solo (ITPS) da Organização das Nações Unidas. O pisoteio dos rebanhos e a cobertura insuficiente do solo pela vegetação natural ou pelas culturas são responsáveis pela compactação de 280.000 km2 na África e Ásia, uma área maior do que o território da Nova Zelândia.

Os danos causados pela compactação do solo são de longa duração ou mesmo permanentes. Uma compactação que aconteça hoje pode levar à redução da produtividade das culturas até 12 anos mais tarde.

No entanto, o maior obstáculo para melhorar a produção de alimentos e as funções do solo em muitas paisagens degradadas é a falta de nutrientes, especialmente nitrogênio e fósforo, bem como insumos orgânicos. Toda a África, à exceção de três países, retira mais nutrientes do solo a cada ano do que é devolvido por meio do uso de fertilizantes, resíduos da produção, estrume e outras matérias orgânicas.

Em outras áreas, a oferta excessiva de nutrientes contamina o solo e os recursos hídricos e contribui para as emissões de gases de efeito estufa. Em 2010, as emissões de óxido nitroso dos solos agrícolas provocadas pela adição de fertilizantes sintéticos foram equivalentes a 683 milhões de toneladas de CO2.

Microrganismos em risco

De acordo com o Relatório, cerca de 25% de todas as espécies vivas residem no solo. Um metro quadrado de solo contém bilhões de organismos e milhões de espécies. Fungos e bactérias, por exemplo, decompõem a matéria orgânica do solo, controlam a dinâmica do carbono orgânico e tornam os nutrientes disponíveis para as plantas.

A biodiversidade do solo é ameaçada pela intensificação do uso da terra e pelo uso de fertilizantes químicos, pesticidas e herbicidas. Calcula-se que 56% da biodiversidade do solo da União Europeia esteja sob algum tipo de ameaça.

Pesquisa e legislação são a solução

O livro não aponta só os problemas. O relatório mostra caminhos sobre como lidar com essas ameaças ao solo, tanto no âmbito de políticas públicas como trazendo recomendações técnicas.

Para interromper a degradação do solo é necessário focar em quatro pilares definidos pela União Europeia: aumento do conhecimento, pesquisa, integração da proteção do solo na legislação existente e um novo instrumento legal (lei). “Um bom exemplo de instrumento legal é o Ato de Conservação do Solo, promulgado em 1935, nos Estados Unidos”, revela o italiano Luca Montanarella, cientista do Centro Conjunto de Pesquisa da União Europeia. “O Ato reverteu a tendência negativa de erosão massiva no Meio-Oeste americano nos últimos 80 anos,” diz.

Especialistas afirmam que os instrumentos legais precisam ser reforçados pelo aumento das atividades de conscientização e educação, assim como é preciso reforçar o investimento em pesquisa e tecnologias de recuperação. Para eles, desenvolver essa estratégia pode reverter a tendência de degradação do solo no mundo e deve ser o objetivo para o manejo sustentável da terra.

“De acorco com o relatório, existe evidência de que a humanidade está perto dos limites globais para fixação total de nitrogênio e os limites regionais para o uso de fósforo”, diz Maria de Lourdes. “Portanto, devemos agir para estabilizar ou reduzir o uso desses fertilizantes de maneira geral, priorizando as regiões com deficiência de nutrientes”. De acordo com a cientista da Embrapa, aumentar a eficiência do uso de nitrogênio e fósforo pelas plantas e conhecer a fertilidade dos solos é um requisito fundamental para atingir esse objetivo.

A publicação recomenda oito técnicas para evitar a degradação do solo: minimizar o revolvimento, evitando a colheita mecanizada; aumentar e manter uma camada protetora orgânica na superfície do solo, usando grãos de cobertura e resíduos desses grãos; cultivo de uma grande variedade de espécies de plantas – anuais e perenes − em associações, sequências e rotações que podem incluir árvores, arbustos, pastos e grãos; usar espécies bem adaptadas para resistir aos estresses bióticos e abióticos e com boa qualidade nutricional, plantadas no período apropriado; aumentar a nutrição dos grãos e a função do solo, usando rotação de grãos e uso criterioso de fertilizantes; assegurar o manejo integrado de pestes, doenças e sementes usando práticas apropriadas e pesticidas de baixo risco quando necessário; gerenciamento correto do uso da água e, por último, controlar as máquinas e o tráfego nas propriedades a fim de evitar a compactação. Essas oito práticas combatem com eficiência a erosão, o desequilíbrio de nutrientes, a perda de matéria orgânica e a compactação.

Painéis internacionais

O Painel Técnico Intergovernamental do Solo (ITPS) ainda é um painel pouco conhecido quando comparado a outros como o de mudanças climáticas (IPCC) ou o de desertificação (UNCCD). Os cientistas da área pretendem que o painel sobre o solo tenha uma interação maior com os demais a fim de incluir de forma clara e definitiva o recurso solo nas discussões sobre segurança alimentar, mudanças climáticas, conservação de biodiversidade, etc.

Está programado, para março de 2017, em Roma, um Workshop entre o ITPS e o IPCC a fim de incluir, de forma mais direta, a terra e seus indicadores nas questões de mudanças climáticas, em alinhamento com a última Conferência do Clima, em Paris, na qual ficou evidenciado o papel da agricultura como próximo foco para os países trabalharem a redução de suas emissões.

“O solo é responsável e também afetado pelas mudanças climáticas”, revela Miguel Taboada. “Ele é responsável pelo seu papel nas emissões de gás de efeito estufa, como dióxido de carbono, óxido nitroso e metano. O lado positivo é que o solo pode mitigar as emissões desses gases, armazenando carbono e apoiando as plantações florestais nele feitas”, completa.

A elevação da temperatura leva a níveis maiores de mineralização e à diminuição do carbono orgânico no solo. Por sua vez, uma concentração crescente de gás carbônico atmosférico pode aumentar a fotossíntese das plantas, elevando, consequentemente, o sequestro de carbono. Para completar o ciclo, mudanças climáticas aumentam a ocorrência de tempestades, secas e inundações. “Os solos são afetados por esses eventos extremos, na forma da perda de água, erosão, desabamentos e salinização”, alerta o cientista argentino.

Ações no Brasil

A Embrapa, ao lado do Tribunal de Contas da União (TCU), reuniu em 2012 em Brasília, autoridades brasileiras e mundiais durante três dias de debates sobre solos. Na ocasião foi elaborada a Carta de Brasília, com recomendações aos tomadores de decisão sobre o manejo e conservação da terra.

Outra importante ação estratégica é a implementação do Programa Nacional de Solos do Brasil (Pronasolos), que reúne um grupo de especialistas a fim de criar instrumentos para a governança dos solos no Brasil. O Programa é capitaneado pela Embrapa Solos atendendo a uma resolução do TCU e envolve dez centros de pesquisa da Embrapa, quatro universidades, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com Maria de Lourdes Mendonça, o Pronasolos será um marco da retomada do País no conhecimento mais detalhado de seus solos. O Programa também possibilitará a construção e a gestão de uma infraestrutura de dados de solos unificada, a formação e o resgate de competências em pedologia, o fortalecimento das instituições envolvidas e uma estratégia eficiente de transferência de tecnologias. A Embrapa Solos procura parceiros privados para implantar o programa.

O documento elaborado pelos membros do projeto prevê a inclusão do Pronasolos no Plano Plurianual do Mapa, com recursos diretos por meio de uma Fundação e contratação, pela Embrapa, de equipe mínima permanente de pedólogos. O programa ainda será incluído na nova Lei de Conservação de Solos e Água.

Embrapa Solos.

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Adubação Verde e reversão da degradação
Você sabia que a adubação verde pode estar presente em cinco das oito recomendações da publicação “Status of the world’s soil resources” mencionada acima? – Pois bem, veja abaixo:
  • Serve como cobertura vegetal do solo;
  • Ajuda no manejo integrado de pragas;
  • É utilizada no Sistema Plantio Direto e rotação de culturas;
  • Possuí espécies resistentes ao stress hídrico;
  • Regenera e devolve a capacidade produtiva do solo.

Esses são apenas alguns exemplos que vão ao encontro das diretrizes da publicação. Saiba mais como a adubação verde contribui para a reversão dos cenários causados pela degradação, erosão e compactação do solo acessando o site da Sementes Piraí. Constate que a adubação verde é um dos caminhos para garantir a continuidade agrícola, bem como uma auxiliar na manutenção do meio ambiente.