23jun/160

Informação sustentável da lavoura para a mesa!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, Informação, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 23 de junho de 2016No Comments »
Divulgação do Portal "Boas Práticas Agrícolas, Boa Comida" - Imagem: Divulgação.

Divulgação do Portal “Boas Práticas Agrícolas, Boa Comida” – Imagem: Divulgação.

Em meados de maio mais um instrumento de comunicação pela internet foi lançado para aumentar o conhecimento sobre boas práticas agrícolas que começam na lavoura e terminam, direta ou indiretamente, na mesa de milhares de consumidores. Trata-se do Portal “Boas Práticas Agrícolas, Boa Comida”.

O objetivo da página é informar sobre os procedimentos sustentáveis pelo qual o alimento passa desde o campo até chegar aos consumidores. Assim, espera-se despertar o interesse de toda a cadeia produtiva envolvida na produção alimentar para fomentar, estudar, pesquisar, comprovar e divulgar iniciativas relacionadas à inovação para a produção sustentável, tal como incentivar a adoção de bons hábitos alimentares.

Outro importante propósito do portal é estimular o bom trabalho que já vem sendo realizado pela agricultura do país, garantindo sua respeitabilidade perante o mundo. Tal trabalho permitiu que o país saísse da posição de mero importador para ocupar frente às lideranças globais em fornecimento de grãos e proteínas.

O site é dividido em duas áreas: boas práticas agrícolas, que exibe os exemplos positivos que vem da zona rural, tal como a necessidade do manejo correto nas propriedades; e boa comida, setor que reúne as informações, comprovadas cientificamente, sobre alimentação saudável pelo mundo afora, com o intuito de desmistificar alguns dogmas sobre bons hábitos alimentares.

O Portal Boas Práticas Agrícolas, Boa Comida é coordenado pela Associação Brasileira do Agronegócio – ABAG e conta com apoio de parceiros como a Associação Brasileira de Marketing Rural – ABMRA e o Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF,  entre outras entidades da cadeia produtiva do setor alimentício.

Para conhecer o portal clique aqui.

Fonte: Grupo Cultivar

Boas práticas agrícolas e adubação verde

Você sabia que a adubação verde é considerada uma importante boa prática agrícola, devido o caráter e os benefícios sustentáveis que a técnica oferece e por sua economia de gastos.

Dentre as melhorias observadas pelo uso da adubação verde estão:

  • Diminuição da amplitude da variação térmica diuturna do solo;
  • Redução da incidência de pragas e doenças nas culturas;
  • Reciclagem dos nutrientes lixiviados e perdidos em profundidade;
  • Intensificação da atividade biológica do solo.

Como você pôde conferir, as vantagens para quem aplica a adubação verde implicam diretamente no bolso, pois gasta-se menos e colhe-se mais rentabilidade. Saiba mais acessando o site da Sementes Piraí, nossa adubadora.

Esse é o momento ideal para você dizer sim à sustentabilidade produtiva da sua lavoura. Leve a adubação verde para sua propriedade e garanta tempos mais fartos e qualitativos da sua produção e da sua terra!

21jun/160

Florestas Plantadas e a poupança verde em Rondônia!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agroecologia, cobertura vegetal, Meio Ambiente, Piraí Sementes, Recuperação de áreas degradadas, Sustentabilidade por Admin em 21 de junho de 2016No Comments »
Florestas Plantadas contribuem para a expansão da poupança verde em Rondônia - Imagem: Divulgação.

Florestas Plantadas contribuem para a expansão da poupança verde em Rondônia – Imagem: Divulgação.

Agora é lei! Em Rondônia, a Política Agrícola para Florestas Plantadas foi aprovada pelo Legislativo. Esse passo permite a criação da chamada Poupança Verde no estado. Para tanto, um conselho foi formado por representantes do Casa de Leis do estado e das Secretarias do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), da Agricultura (Seagri), do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), representantes de instituição de ensino e pesquisa e por produtores de florestas plantadas.

Sua atuação está nos processos de fortalecimento dos processos produtivos, que devem incluir pequenos produtores e medidas protecionistas do meio ambiente, por meio da adoção de práticas como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) ou sistemas florestais. Assegura-se dessa forma, o desenvolvimento a partir da conservação, gerando o desenvolvimento rural integrado a diversas cadeias produtivas, beneficiando também a ação de recuperação de áreas degradadas.

As florestas plantadas se destacam pela sustentabilidade que gera emprego e causa o mínimo impacto às florestas nativas, sendo associadas como fonte de energia renovável e ótima opção para absorção de CO2. Como opção para o plantio, tem-se o eucalipto e o pinus para regiões de solo mais arenoso e mais pobre em nutrientes e a teca e o pinho cuiabano para regiões que exigem mais quanto à fertilidade da terra. Os exemplos bem sucedidos nas regiões de Ouro Preto D’Oeste (Central) e Sul do estado são o combustível para a continuidade da poupança verde rondoniense.

Esse é um claro exemplo de como é possível pensar grande, obter renda e manter uma parceria extremamente sustentável com o meio ambiente. A poupança verde do estado deverá crescer a olhos vistos no médio prazo, aumentando o cinturão verde, contribuindo para o desenvolvimento adequado de demais culturas como o café e a produção pecuária, construindo mais uma fortalecida ponte para se #adubarofuturo!

Fonte: Portal Amazônia.

Se tem Sistema ILPF, pode ter adubação verde

Você sabia que a adubação verde é considerada uma técnica anexa ao sistema ILPF, sendo incorporada com o objetivo de restaurar os aspectos naturais do solo, bem como fonte de produção comercial, durante o ciclo do sistema?

Pois bem, conheça todos os benefícios da adubação verde visitando o site da nossa adubadora, Sementes Piraí. Inicie uma guinada ainda mais sustentável no seu sistema ILPF aderindo à adubação verde. Os resultados são garantidos e a poupança do seu bolso, também!

21jun/160

Nova cultura prospera na agricultura familiar Sergipana!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, agricultura familiar, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 21 de junho de 2016No Comments »
O cultivo de batata-doce é a "menina dos olhos" do agreste sergipano - Imagem: Divulgação.

O cultivo de batata-doce é a “menina dos olhos” do agreste sergipano – Imagem: Divulgação.

A mandioca até certo tempo era o principal cultivo da agricultura familiar situada no Agreste de Sergipe. Porém, a batata-doce tem conquistado espaço entre os agricultores, se mostrando uma opção mais viável por muitos fatores, a contar pelo tempo. A prosperidade com a nova cultura é tanta, que 90% dos produtores da região já abandonaram o cultivo da mandioca.

Um exemplo da solidez da batata doce está no município de Moita Bonita, onde a produção já alcança 900 hectares de pequenas e médias propriedades. Tem produtor colhendo uma média de 14 toneladas do legume. A região é considerada a mais propícia para o desenvolvimento da batata doce, pois o solo é leve. E nas produções em que há possibilidade de irrigação, a colheita pode acontecer até três vezes ao ano.

Por ser uma cultura de baixo custo, ciclo rápido e boa comercialização a tendência é que a batata doce ocupe a unanimidade produtiva no agreste do Estado no curto prazo. As colheitas atuais são vendidas para mercados de São Paulo, Rio de Janeiro e boa parte do Nordeste. O estado ocupa o ranking dos quatro maiores produtores do legume no país.

O cultivo da batata doce está contribuindo para melhorar a renda dos pequenos e médios produtores do agreste sergipano, possibilitando o aperfeiçoamento produtivo, incluindo até a opção de cultivos irrigados. Isso é ação para #adubarofuturo e permitir o fortalecimento agrícola da região.

Fonte: Globo Rural.

Cultivo sustentável

Que tal incrementar sua produção de hortaliças e ou orgânicos com a adubação verde?

Trata-se de uma técnica agrícola que utiliza plantas, em sua maioria leguminosas, para cuidar da saúde do solo, potencializando seus aspectos químicos, físicos e biológicos. Seu trato é 100% sustentável e colabora direta e indiretamente para o bem-estar do meio ambiente, reduzindo a emissão de CO2 e o efeitos da erosão causadas pelas chuvas, por exemplo.

Para saber mais sobre os benefícios da adubação verde e iniciar sua produção sustentável acesse a EcoSeeds, loja online de sementes para adubação verde da Sementes Piraí. Não perca mais tempo e se torne um produtor amigo da natureza e antenado com o futuro agrícola!

 

 

 

20jun/160

Goiás mais sustentável!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, agricultura familiar, educaçao, Fruticultura, pastagem, Pesquisa, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 20 de junho de 2016No Comments »
A Oficina X foi uma das temáticas abordadas no evento. O objetivo é fortificar a fruticultura do Cerrado como opção viável de renda aos pequenos produtores - Imagem: Instituto Federal Goiano.

A Oficina Aproveitamento de Frutos do Cerrado na Culinária foi uma das temáticas abordadas no evento. O objetivo é fortificar a fruticultura do Cerrado como opção viável de renda aos pequenos produtores – Imagem: Instituto Federal Goiano.

Um vez por ano, soluções sustentáveis para a incrementação da renda da agricultura familiar pairam sobre Goiás. Trata-se do evento Agro Centro-Oeste, que objetiva o encontro entre produtores e estudantes com mais 20 instituições parceiras, buscando soluções para o trabalho de pequenos e médios produtores. Neste ano o encontro foi em Urutaí e em 2017 será na capital do estado, promovido pela UFG (Universidade Federal de Goiás).

A Emater é parceira do evento desde sua primeira edição. Neste ano, a realização foi assinada pelo Instituto Federal Goiano e as temáticas abordadas no formato de oficina foram: Filetagem de Peixe, Aproveitamento de Frutos do Cerrado na Culinária, Fruteiras do Cerrado e Recuperação de Pastagem com Utilização de Pastejo Rotacionado.

A oficina sobre filetagem de peixe teve como mote a demanda por capacitação e a criação de hábitos alimentares mais saudáveis entre a população através da criação da tilápia, peixe que apresenta maior adaptabilidade às características do estado, tornando-se a opção mais rentável para o investimento.

Já os trabalhos da oficina Aproveitamento de Frutos do Cerrado na Culinária expuseram o quão rico o Cerrado é no quesito alimentação e o quanto pode ser explorado sustentavelmente para incrementar a renda de pequenas produtores cooperados ou em assistência. Dentre os frutos destacados no evento, estavam o pequi e o baru.

Sustentabilidade também foi o carro-chefe das demais oficinas, Fruteiras do Cerrado e Recuperação de Pastagens com a Utilização do Pastejo Rotacionado, que respectivamente abordaram a adoção de práticas sustentáveis na fruticultura do Cerrado e os benefícios de dividir a área de pastagem, formando um ciclo altamente produtivo.

O evento, anualmente, fomenta a esperança da melhoria produtiva na agricultura familiar goiana, que apresenta como resultados novas possibilidades de produção, sustentável e de forte impacto econômico, que ajudam a #adubarofuturo de todos esses produtores.

Fonte: Goiás Agora

Força extra para a agricultura familiar

Falando em sustentabilidade, vamos falar daquela parceira 100% sustentável e que confere maior rentabilidade com economia às pequenas e médias produções?

Trata-se da adubação verde, técnica agrícola milenar que revigora e recupera os aspectos químicos, físicos e biológicos do solo, devolvendo sua máxima capacidade produtiva, podendo ser aplicada em diversas culturas como hortaliças ou orgânicos.

Quer saber mais? Acesse a loja online de sementes para adubação verde EcoSeeds, se informe e inicie a guinada sustentável na sua produção!

17jun/160

Projeto Chega de Nematoide entrevista Andressa Machado!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, Cafeicultura, Informação, Nematoides, Pesquisa, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 17 de junho de 2016No Comments »

Pesquisadora do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) fala de suas experiências em nematologia nas culturas do café e feijão e como a adubação verde pode ajudar na guerra contra os nematoides.

Imagem: Acervo Pessoal.

Imagem: Acervo Pessoal.

Andressa Cristina Zamboni Machado é graduada em Engenharia Agronômica pela USP (Universidade de São Paulo), mesma instituição em que concluiu o Doutorado em Agronomia, com especialização em fitopatologia. Possui pós-doutorado em Nematologia, conferido pelo Instituto Biológico. Tem experiência na área de Fitopatologia, com ênfase em Nematologia, atuando principalmente nos seguintes temas: resistência de plantas a nematoides, Pratylenchus brachyurus, nematoides de galhas, biologia molecular, ecologia e taxonomia de nematoides.

Trabalhou como pesquisadora associada na empresa Monsanto do Brasil, atuando na área de Nematologia aplicada ao melhoramento genético de soja. Atualmente, é pesquisadora na área de Proteção de Plantas, especialidade Nematologia, no Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) localizado em Londrina/PR. É membro do comitê de iniciação científica (PIBIC) do IAPAR. É professora e coordenadora da área de Produção e Proteção Vegetal do Programa de Pós-Graduação strictu sensu em Agricultura Conservacionista do IAPAR. Atua também como membro do conselho diretor da Sociedade Brasileira de Nematologia.

Convidada da Sementes Piraí para partilhar suas experiências e opiniões sobre adubação verde no combate aos nematoides, Andressa comentou sobre sua carreira, algumas de suas pesquisas e reforçou a importância de boas práticas para a manutenção da agricultura no futuro. Confira na sequência sua entrevista para o Projeto Chega de Nematoide:

Projeto Chega de Nematoide: Gostaríamos que você relatasse, brevemente, por que escolheu a Engenharia Agronômica como carreira e qual foi o caminho percorrido até chegar à especialização em nematologia.

Andressa Machado: Na verdade, a Engenharia Agronômica não era minha primeira opção na época do vestibular, em que tive que escolher uma profissão. Apesar de sempre ter gostado muito de plantas e insetos (desde criança colecionava borboletas e adorava ficar observando as características de outros insetos e de flores), não me interessei a princípio em seguir a carreira agronômica. Fiz o vestibular para Engenharia Agronômica, por motivos de força maior, e acabei me apaixonando de vez pela área e nem pensei mais em mudar. A nematologia chegou à minha vida de maneira completamente acidental quando, ainda no primeiro ano de faculdade, fui procurar estágio no setor de zoologia agrícola e acabei sendo direcionada para o professor Mário Inomoto, cujo laboratório fica no mesmo prédio da zoologia. Com um conhecimento extremamente básico da área, iniciei as atividades e nem imaginava o universo maravilhoso que se abriria para meu futuro profissional. A partir daí, já envolvida com os nematoides, trilhei minha carreira acadêmica concluindo a graduação, seguida do doutorado e pós-doutorado na área e até hoje, como profissional, a nematologia continua sendo uma parte muito importante da minha vida e não consigo me ver fazendo outra coisa.  

PCN: E por que o interesse específico no universo dos nematoides?

AM: Minha primeira resposta seria que eles são adoráveis. É um universo extremamente diversificado e que nos dá oportunidade de trabalhar em diferentes linhas de pesquisa. A todo momento novas frentes de trabalho se abrem e isso torna nossa profissão muito dinâmica. Além dessa visão mais romântica do assunto, é inegável a importância que os nematoides apresentam para a agricultura mundial e é muito gratificante trabalhar em benefício do produtor rural, buscando soluções de manejo mais eficientes e sustentáveis, e contribuindo de alguma forma para uma agricultura melhor.

PCN: Muito se têm dito sobre o perigo real do avanço dos nematoides na agricultura brasileira. Você concorda com a afirmação de que os nematoides, atualmente, são as principais pragas a serem combatidas nas lavouras? Quais os principais desafios da agricultura brasileira em relação aos nematoides?

AM: Sem dúvida os nematoides constituem um perigo real à agricultura brasileira, uma vez que são parasitas de culturas de importância econômica para o país, como a soja, o algodão, o café, o feijão, entre tantas outras. Acredito que um dos principais desafios da agricultura brasileira em relação aos nematoides é a falta de conhecimento, não só por parte dos produtores, mas também de toda a assistência técnica. Por serem organismos microscópicos, que parasitam órgãos subterrâneos da planta, o reconhecimento a campo é dificultado e nem sempre se suspeita de sua presença. Além disso, a conscientização do produtor a respeito do manejo de nematoides é outro desafio. Geralmente, até em função do próprio sistema produtivo, a primeira opção do produtor para o manejo de nematoides é a aplicação de nematicidas químicos, que ainda são bastante tóxicos e onerosos. Entretanto, as próprias empresas já estão trazendo produtos biológicos para o manejo de nematoides, pois já perceberam os benefícios advindos de uma agricultura mais sustentável. Claro que esse tipo de produto requer uma mudança de atitude por parte dos produtores, para que sua eficiência seja adequada. Nessa linha, tem-se ainda a rotação de culturas, que além de trazer inúmeros benefícios ao sistema produtivo como um todo, pode aliar a resistência a nematoides, o que contribui sobremaneira com o manejo desses patógenos.

PCN: Quais são as espécies de nematoides mais destrutivas à agricultura brasileira? Quais são as principais sequelas para o solo?

A paixão pela nematologia  conduz as contribuições da pesquisadora para a agricultura brasileira - Imagem: Acervo Pessoal.

A paixão pela nematologia conduz as contribuições da pesquisadora para a agricultura brasileira – Imagem: Acervo Pessoal.

AM: Nas condições brasileiras, as espécies de nematoides mais importantes tanto pelos danos causados, quanto pela sua ampla distribuição nas áreas agrícolas, são os nematoides de galhas (Meloidogyne spp.), o nematoide das lesões radiculares (principalmente Pratylenchus brachyurus) e o nematoide de cisto da soja (Heterodera glycines). Os dois primeiros grupos são parasitas de uma ampla gama de plantas hospedeiras, entre anuais e perenes, que causam perdas de produtividade acentuadas nas culturas em que ocorrem. A principal sequela para o solo advinda da presença desses nematoides reside na quase impossibilidade de eliminação desses organismos, uma vez que conseguem sobreviver no solo mesmo na ausência da cultura principal, geralmente em raízes de plantas daninhas. E pela ampla gama de hospedeiros é muito difícil encontrar uma planta que não seja hospedeira de pelo menos uma dessas espécies. Costumamos dizer que uma vez infestada a área, a única possibilidade é a convivência com o nematoide, já que sua eliminação é quase impossível.

PCN: Observando seu currículo, destacamos suas produções científicas voltadas ao controle de nematoides nas lavouras de café e feijão. Como se deram esses estudos?

AM: No estado do Paraná, que é meu foco de trabalho, o café e o feijão representam importantes culturas sociais e econômicas. No caso do feijão, o estado é o principal produtor brasileiro, sendo cultivado tanto em pequenas como em grandes propriedades agrícolas. Além disso, o Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) possui programas de melhoramento genético bem consolidados para ambas as culturas, gerando cultivares com altos níveis de produtividade e adaptadas para diferentes regiões, o que confere a essas duas culturas um destaque dentro da instituição. O trabalho com o café e com o feijão que realizamos na nematologia, surgiu da grande demanda por parte dos produtores para obtenção de respostas para o manejo de nematoides, que permitissem o convívio com os mesmos e reduzissem as perdas de produtividade. Nosso foco se divide em duas linhas principais: a primeira é nossa atuação junto aos programas de melhoramento, buscando cultivares com níveis mais elevados de resistência a esses patógenos; a segunda, o estudo de ferramentas auxiliares de manejo, como a utilização de nematicidas biológicos ou alternativos e a rotação de culturas com espécies de plantas resistentes aos nematoides.

PCN: Quais são os nematoides mais comuns nessas culturas?

AM: Assim como relatado para as demais culturas de importância para a agricultura brasileira, também para o café e o feijão temos os nematoides de galhas como o principal grupo, além dos nematoides das lesões. É importante ressaltar que as espécies de nematoide importantes para a soja também conseguem parasitar o feijão, o que pode ser um fator negativo quando da escolha do feijão para integrar o sistema produtivo da soja. No caso do café, o cuidado tem que ser tomado com a consorciação de plantas cultivadas nas entrelinhas, que podem ser hospedeiras dos nematoides que já estão parasitando o cafeeiro, o que agrava a situação para a cultura principal.

PCN: Nós defendemos que a adubação verde (AV) é uma opção viável, tanto econômica quanto sustentavelmente, para o controle dos nematoides. O que você pensa a respeito? Como vê a viabilidade da técnica nas culturas cafeeira e feijoeira?

AM: A adubação verde há algum tempo tem sido foco de minhas pesquisas, pois considero uma alternativa bastante viável para mantermos a sustentabilidade dos sistemas de cultivo brasileiros, na medida em que torna possível a convivência com os nematoides, reduzindo as perdas na cultura principal e criando condições favoráveis ao desenvolvimento de fungos e bactérias benéficos presentes no solo. Além disso, o desenvolvimento da cultura principal é favorecido pela matéria orgânica e pela fixação de nitrogênio que muitas dessas plantas utilizadas para adubação verde fornecem para o solo. Os benefícios são inegáveis.

Na cultura cafeeira, que é perene, a utilização dessas plantas é viabilizada quando as cultivamos na entrelinha da lavoura. Mesmo em condições de adensamento da lavoura cafeeira, existe a possibilidade de utilização de adubos verdes, seja na implantação da lavoura, quando as plantas ainda estão pequenas, seja após um esqueletamento, prática bastante comum entre os cafeicultores, que possibilita a abertura das entrelinhas que poderão receber os adubos verdes sem prejuízo ao seu desenvolvimento. Ademais, existem espécies de plantas com porte mais baixo, que poderiam ser utilizadas nessa situação.

Na cultura do feijão, anual e que geralmente faz parte de sistemas produtivos juntamente com a soja ou o milho, a adoção da adubação verde reveste-se de grande importância, pois os benefícios serão estendidos para todo o sistema. Nesse caso, a escolha de espécies de plantas que possam ser cultivadas em época distinta das culturas principais é importante para manter a viabilidade econômica do sistema. Para cada região produtora do país estão disponíveis informações a respeito das espécies de adubos verdes mais adaptadas às condições de solo e clima, bem como sobre a melhor época de cultivo das mesmas, basta o agricultor procurar a assistência técnica de sua região, para a escolha da melhor espécie para cultivo em sua lavoura.

PCN: O que você destacaria como benefícios – diretos e indiretos – da AV?

Andressa Machado em campo, explicando aos produtores a ocorrência de nematoides na lavoura cafeeira - Imagem: Acervo Pessoal.

Andressa Machado em campo, explicando aos produtores a ocorrência de nematoides na lavoura cafeeira – Imagem: Acervo Pessoal.

AM: Os benefícios diretos seriam o aumento da matéria orgânica, essencial para a produtividade das culturas e para a manutenção das condições favoráveis ao controle biológico natural ou aplicado; a cobertura do solo, evitando erosão e perda de nutrientes; as melhorias nas condições físicas e químicas de maneira geral do solo; a descompactação que muitas espécies podem proporcionar; o próprio manejo do nematoide, quando utilizamos espécies de adubos verdes resistentes. Como benefício indireto principal, a adubação verde promove melhorias em todo sistema produtivo, aumentando a produtividade de maneira sustentável, reduzindo o uso de insumos de maneira geral e, como consequência, aumentando a renda do produtor. Além disso, o não esgotamento do solo e dos recursos naturais da lavoura permitirá a utilização do solo para fins agrícolas por muito mais tempo.

PCN: Por fim, gostaríamos que você deixasse uma mensagem ao agricultor que nos lê, sobre a importância da adubação verde na agricultura, em especial às culturas de café e feijão.

AM: A adubação verde, seja nas culturas do café e feijão, seja nas demais culturas, é uma das principais ferramentas para manejo de nematoides, permitindo a convivência com o patógeno e reduzindo as perdas econômicas. É preciso maior conscientização a respeito do problema e uma mudança de atitude em relação ao manejo de nematoides, uma vez que a erradicação é praticamente impossível e a convivência com o nematoide com perdas mínimas é que deve ser priorizada. A utilização de adubos verdes é uma prática que surtirá efeito a médio e longo prazo, mas os benefícios serão imensos, não só para o manejo de nematoides, mas também para todo o sistema produtivo, com melhorias nas qualidades físicas, químicas e biológicas do solo e redução do uso de insumos. Vale a pena adotar essa ideia.

________________________________________________________________________

Bônus

Andressa aproveitou a oportunidade para partilhar algumas dicas com os produtores quanto às espécies de adubos verdes mais indicadas para o controle de nematoides nas culturas mencionadas na entrevista, além de outras observações para demais culturas:

Crotalária-breviflora

crotalária brevifloraComo adubo verde de verão é bastante recomendado para utilização nas entrelinhas da lavoura cafeeira, em espaçamentos menos adensados, por apresentar porte baixo e pela quantidade de biomassa produzida. Permite, ainda, o tráfego de máquinas e equipamentos para os tratos culturais necessários à lavoura, inclusive a colheita. Sua principal característica é a elevada resistência aos nematoides de maneira geral, entre eles o Meloidogyne incognita e M. paranaensis, os principais nematoides do café no estado do Paraná. Também apresenta resistência aos nematoides Pratylenchus brachyurus e P. coffeae, ambos parasitas da cultura do café. Pela sua resistência aos principais nematoides presentes na agricultura brasileira, a Crotalária-breviflora pode ser utilizada em rotação ou consorciação com várias outras culturas de importância econômica para o país, como o feijão.

 

Feijão-guandu anão “IAPAR 43”

guandu_forrageiro_anao_site(1)Adubo verde caracterizado pela elevada produção de biomassa, que pode ser utilizado tanto para consorciação, nas entrelinhas da lavoura cafeeira já em produção, tanto na instalação da lavoura, servindo de proteção contra o vento e a radiação solar. Além disso, é resistente ao Meloidogyne paranaensis, importante nematoide para a cafeicultura paranaense e ao M. enterolobii, o principal nematoide da cultura da goiaba.

 

 

 

Mucuna-anã

MUCUNA ANÁ ABR 2005 (1)Recomendada para cultivo na entrelinha da lavoura cafeeira por apresentar porte rasteiro, não sendo trepadora. Seu porte permite o tráfego de máquinas e equipamentos dentro da lavoura, facilitando os tratos culturais. Apresenta resistência ao Meloidogyne paranaensis e a M. enterolobii.

 

 

 

 

Aveia branca IPR Afrodite

IPRAfroditePlantaverdeEm regiões mais frias a aveia pode ser opção interessante, tanto para o produtor de café, quanto para uso em rotação com outras culturas. Além de produzir biomassa em abundância, essa cultivar destaca-se pela alta resistência aos nematoides de galhas, sejam eles Meloidogyne incognita, M.javanica, M. paranaensis e M. enterolobii, o que confere versatilidade de uso em diferentes culturas agrícolas. Além dos benefícios citados serve também como fonte de renda ao agricultor, sendo altamente produtiva.

 

__________________________________________________________________________

Obs: a entrevista foi cedida pela Sementes Piraí para divulgação em nosso blog. Você pode baixá-la em formato PDF, para acessá-la quando quiser, clicando aqui.

16jun/160

Curso sobre Agroecologia informa e conscientiza produtores em Rondônia!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, agricultura familiar, Agroecologia, Informação, Meio Ambiente, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 16 de junho de 2016No Comments »
Curso ministrado pelo Centro de Estudos RioTerra - Imagem: ONG/Divulgação.

Curso ministrado pelo Centro de Estudos RioTerra – Imagem: ONG/Divulgação.

O município rondoniense de Cujubim, região do Vale do Jamari, recebeu entre os dias 17 e 19 de maio o curso sobre acroecologia ministrado pela ONG Centro de Estudos Rioterra. A capacitação aconteceu no Assentamento Américo Ventura.

O curso tem por objetivo promover o desenvolvimento econômico e sustentável da agricultura familiar regional. Apresentado em dois módulos: teoria com fundamentos e conceitos da agroecologia e a importância do método para o aumento de renda dos produtores alinhado à proteção ambiental, o curso também contou com aulas práticas, abordando planejamento, produção de defensivos naturais e adubo orgânico.

A ONG espera ter trabalhado à altura para conscientizar os produtores da região sobre os benefícios e a importância da produção agroecológica. O próximo passo é acompanhar o período de transição das propriedades, disponibilizando técnicos extensionistas rurais em parceria com o governo estadual.

Ações como essa aproximam realidades que para os produtores, às vezes, são muito distantes. Estudar e observar na prática o quão é possível mudar o formato produtivo, possibilitando o aumento da renda e a proteção do meio ambiente são condições fundamentais para se #adubarofuturo: das produções, da agricultura familiar, dos solos e da natureza.

Fonte: G1.

Agroecologia com Adubação Verde

Você sabia que a adubação verde é uma prática agroecológica?

– Pois bem, por ser uma técnica de adubação natural, ela coopera com o sistema produtivo reavivando a terra e seus componentes naturais físicos, químicos e biológicos.

A adubação verde pode ser incorporada nas mais variadas culturas agroecológicas, entra elas a produção de hortaliças, orgânicos e frutas.

Para saber mais, acesse o site da nossa adubadora Sementes Piraí. Informe-se e se credencie como um adubador do futuro!

15jun/160

Agricultores de Joinville apostam em nova opção produtiva!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, agricultura familiar, Meio Ambiente, Pesquisa, Piraí Sementes, Recuperação Florestal, Sustentabilidade por Admin em 15 de junho de 2016No Comments »
A polpa do fruto da palmeira juçara é a menina dos olhos da agricultura familiar em Joinville/SC - Imagem: Divulgação.

A polpa do fruto da palmeira juçara é a menina dos olhos da agricultura familiar em Joinville/SC – Imagem: Divulgação.

Todo mundo conhece um frutinho roxo, vindo do Norte do país, que quando processado em polpa vira um alimento delicioso que permite inúmeras combinações com frutas? – Estamos falando do açaí! Até aqui, nenhuma novidade e você pode se perguntar: mas o que esse fruto tem a ver com o Sul do país? Aí é que está a novidade! A região Sul possui um primo do açaí, tão rico nutricionalmente quanto o primo Amazônico: o fruto da palmeira juçara, nativa da floresta Atlântica.

A cidade catarinense de Joinville já explora esse fruto há quase 20 anos, mas o foco atual e que está ajudando a disseminar essa cultura entre os produtores é a produção da polpa extraída da palmeira juçara. A outra boa notícia consta da sustentabilidade produtiva da atividade, uma vez que a palmeira não é cortada para a produção da polpa, podendo se regenerar e alimentar o ciclo produtivo.

A ideia do município é investir na atividade, visando a retirada da palmeira juçara da lista da flora Atlântica em extinção e também promocionando sua polpa comercialmente, uma vez que esta é muito semelhante à prima amazônica. Entre os benefícios de seu consumo o pesquisador Eri Gomes destaca a prevenção do câncer de pele, doença muito comum no Sul do país.

Para ele, a produção pode guinar o trabalho da agricultura familiar em Joinville. Gomes se baseia na experiência observada no Pará com o cultivo do açaí: ele viu bem de perto o desenvolvimento socioeconômico e ambiental dos produtores e acredita ser esse o estímulo para que a atividade cresça em sua atual cidade.

Hoje, cerca de 85 produtores já atuam com o cultivo da juçara, objetivando a extração do palmito. A intenção é migrar parte de suas terras produtivas para o cultivo do fruto. Em abril passado, a Epagri reuniu boa parte dos agricultores para demonstrar os primeiros resultados de campo da proposta da polpa, ação essa integrante do Projeto Juçara.

Espera-se que no futuro nem tão longo o Projeto Juçara contribua com a diminuição do corte ilegal do palmito, projetando a extração do fruto como atividade extra de renda à agricultura familiar, fortalecendo sua cadeia produtiva, incentivando o cooperativismo e caminhando lado a lado com a sustentabilidade, com a recuperação das APPs e o plantio em consórcio com outras espécies de palmeiras. Isso, com certeza, é #adubarofuturo!

Fonte: Notícias do Dia.

Mais um pouquinho de sustentabilidade

Sem mais delongas, convidamos todos os adubadores do futuro que nos leem a conhecer o mundo de benefícios que a adubação verde oferece para a agricultura do futuro: sustentável, econômica e rentável.

Acesse o site da Sementes Piraí, conheça os benefícios da técnica e entre para o time dos produtores com o selo da adubação verde na produção!

 

15jun/160

AgroecoWeb – 1ºCongresso Internacional Online de Agroecologia!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, Agroecologia, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 15 de junho de 2016No Comments »

divlg AgroecoWeb É com muito prazer que divulgamos e convidamos todos os interessados em Agroecologia para o AgroecoWeb, o 1º Congresso Internacional Online de Agroecologia, que será realizado de 27 de junho a 03 de julho.

Trata-se de uma iniciativa inédita no mundo, onde as inscrições são gratuitas. Serão sete dias de programação online, divulgando e promocionando a agroecologia em suas mais variadas possibilidades, como: fruticultura, avicultura, horticultura, indicadores de sustentabilidade, cafeicultura, pastagens, cultivos orgânicos, entre outros.

Na grade de palestrantes nomes internacionais reconhecidos por seu trabalho agroecológico na França, Argentina, Estados Unidos, Equador e Colômbia, além claro de nomes de peso da agroecologia brasileira e uma novidade, os próprios agricultores como conferentes, partilhando suas experiências in loco com a agroecologia.

Saiba mais sobre esse grande evento acessando o site, onde é possível também efetuar as inscrições clicando aqui. O AgroecoWeb é uma realização do Instituto Agriverdes.

Fonte: AgroecoWeb Site.

Agroecologia e adubação verde: tem tudo a ver!

Você sabia que a adubação verde é uma prática agroecológica, que contribui com a saúde do solo e com o meio ambiente?

Conheça melhor a técnica, bem como seus benefícios acessando o site da Sementes Piraí, nossa adubadora. Informe-se e leve a adubação verde para sua produção, credenciando sua lavoura para o futuro produtivo, sustentável e econômico!

 

14jun/160

Projeto da Embrapa entra para o hall da FAO de boas práticas sustentáveis!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agroecologia, Alimentos Orgânicos, Fruticultura, Meio Ambiente, orgânico, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 14 de junho de 2016No Comments »
Apresentação do Projeto Quintais Orgânicos de Frutas - Imagem: Paulo Lanzetta/Embrapa Clima Temperado.

Apresentação do Projeto Quintais Orgânicos de Frutas – Imagem: Paulo Lanzetta/Embrapa Clima Temperado.

O projeto desenvolvido pela Embrapa Clima Temperado, Pelotas/RS, batizado de Quintais Orgânicos foi credenciado para o hall da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), compondo a Plataforma de Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável, parte integrante do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO. O objetivo desse programa é fomentar estratégias que solucionem desafios comuns para países emergentes, situados no eixo Sul-Sul.

A Plataforma é uma criação da FAO com a Itaipu Binacional, apoiada pelo Governo do Estado do Paraná. Sua administração é feita pela Unidade de Coordenação de Projetos – Região Sul do Brasil. Essa ação reforça o compromisso do governo e da Embrapa em disseminar bons resultados em pesquisa e prática, relativas ao desenvolvimento humano, social, ambiental e econômico.

O projeto Quintais Orgânicos de Frutas é um projeto periurbano, além das fronteiras nacionais, desenvolvido há mais de uma década por meio da parceria entre a Embrapa Clima Temperado e a Eletrobras CGTEE (Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica). Há três anos também conta com o apoio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), graças a premiação por Inovação na categoria Tecnologia Social-Região Sul e Nacional.

Seu trabalho contribui com os mais variados pilares considerados desafios para o governo: sustentabilidade social, econômica e ambiental de públicos vulneráveis e em situação de risco social, alimentar e financeiro. Agricultores familiares, assentados, comunidades indígenas, quilombolas e alunos de escolas rurais e urbanas são o público-alvo do projeto. A agroecologia alinhada com as questões culturais, étnicas, ambientais, alimentares, econômicas e medicinais é a base do Projeto. Em doze anos de atuação, o Projeto beneficiou mais de 60 mil pessoas no Sul do país e no Uruguai, com a implantação de 2.018 quintais.

O projeto Quintais Orgânicos está disponível para consulta na Plataforma na área de Segurança Alimentar  Nutricional. Ele abriu espaço para novas inserções na Plataforma da FAO: o projeto Guardiões de Sementes Crioulas encontra-se sob análise no mesmo setor. Isso é #adubarofuturo!

Fonte: Agrolink

Quintais orgânicos e agroecológicos

Se a sua dúvida é como incrementar ainda mais a sustentabilidade nessas produções, a resposta é incluir a adubação verde!

Quer saber todos os benefícios da adubação verde nas produções agroecológicas e em especial, no cultivo orgânico? – Acesse o site da Sementes Piraí, nossa adubadora, e se informe a vontade.

Isso é a sustentabilidade em prol do futuro agrícola, social, econômico e humano do país!

 

 

13jun/160

Agricultura orgânica ganha espaço na crise!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Alimentos Orgânicos, cobertura vegetal, Meio Ambiente, orgânico, Piraí Sementes, Recuperação de áreas degradadas, Sustentabilidade por Admin em 13 de junho de 2016No Comments »
A mandioca é um dos cultivos da fazenda de Silva Jardim/RJ - Imagem: Divulgação.

A mandioca é um dos cultivos da fazenda de Silva Jardim/RJ – Imagem: Divulgação.

Crise normalmente significa retração, queda e demais palavras que induzam a estagnação, principalmente da área econômica. Porém, o setor agrícola está nadando contra essa maré e é o pilar que tem sustentado o país nesse momento delicado. Uma prova disso está no setor orgânico que praticamente dobrou o número de produtores nos últimos dois anos.

Um exemplo interessante dessa evolução está na cidade carioca de Silva Jardim. Há exatos quatro anos a propriedade de Dona Anita Santoro resolveu iniciar do zero a produção orgânica e hoje demanda de 32 funcionários para fazer o negócio acontecer.

O primeiro passo foi reflorestar a propriedade, que se encontrava em alto nível de degradação. Com a área apta novamente para a produção, os cultivares de maracujá, mandioca, milho e pupunha foram implantados. Todos os produtos são beneficiados na própria propriedade, incluindo uma goma de tapioca orgânica.

A evolução da fazenda foi tanta que profissionais como técnico agropecuário e gestora ambiental foram contratados para trabalhar em prol das melhorias produtivas de todo o processo: do plantio à comercialização. A ampliação da indústria de beneficiamento da mandioca e do milho são apenas alguns exemplos do crescimento das atividades.

O exemplo de Silva Jardim é um dos vários vindos de todo o país, mostrando a importância e o crescimento da produção orgânica. Como gostamos de dizer aqui, é uma ação que movimenta a roda da economia e da natureza: gera empregos, gera renda, aciona a produção sustentável e auxilia a terra, mantendo-a saudável. Isso é #adubarofuturo!

Fonte: Globo Repórter.

Produção orgânica ainda mais verde

Quer saber como tornar sua produção orgânica ainda mais sustentável? – Contando com os benefícios da adubação verde!

A principal diferença quando comparada em seu uso na agricultura convencional e orgânica é o uso de diversas espécies misturadas, chamada de mix, coquetel e composto, que dessa forma aumenta a biodiversidade e os efeitos positivos da adubação verde pelas diferenças de cada espécie.

Conheça mais sobre adubação verde e produção orgânica acessando o site da Sementes Piraí, nossa adubadora.

Depois de se informar visite a loja online de sementes para adubação verde, EcoSeeds. Inicie sua tarefa verde adquirindo sementes com a qualidade Sementes Piraí e com a certificação do MAPA. Incorpore mais sustentabilidade na sua produção orgânica e se credencie como produtor adubador do futuro!

 

 

10jun/160

Como a agricultura familiar está contribuindo para a melhoria da saúde?

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, agricultura familiar, Alimentos Orgânicos, orgânico, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 10 de junho de 2016No Comments »
Os produtos da agricultura familiar, em especial a orgânica, tem conquistado o mercado consumidor e ajudado na promoção da saúde.

Os produtos da agricultura familiar, em especial a orgânica, tem conquistado o mercado consumidor e ajudado na promoção da saúde –  Imagem: Divulgação.

De bate-pronto a resposta seria: plantando! E não há outra forma para que o setor ajude a melhorar a saúde no país. A agricultura familiar já é responsável por mais da metade dos alimentos com alta qualidade nutricional consumidos internamente. Para se ter uma ideia, a busca por produtos orgânicos fez triplicar o crescimento desse braço do setor no último triênio.

Como se sabe a agricultura orgânica não utiliza nenhum tipo de defensivo químico na produção, o que eleva a qualidade do produto ofertado e o livra de ser o causador de possíveis alergias, intoxicações e doenças. Outro benefício dos alimentos orgânicos é a preservação de vitaminas e minerais, encontrados em maior quantidade.

O público também reconhece a agricultura orgânica pelo rigoroso processo produtivo e comercialização. Há todo um trâmite para que uma produção seja certificada como orgânica. Isso colabora para a decisão final do consumidor em optar por um produto orgânico, que ganha cada vez mais espaço nos mercados de distribuição.

Neste ano, em especial, haverá mais uma forcinha a extra a ser somada com as políticas públicas desenvolvidas pelo Governo. No Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas, quatro pontos turísticos abrigarão praças de comercialização para a agricultura familiar. A ação é parte da campanha “Brasil Saudável e Sustentável”, que abrigará 45 empreendimentos familiares.

A força da agricultura familiar está aí para que quiser ver. É inegável o quanto o setor tem contribuído para o desenvolvimento do país, social e economicamente. Continuar a fomentar políticas e projetos que expandam sustentavelmente o setor é contribuição vital para se #adubarofuturo!

Fonte: Agrolink

Agricultura familiar sustentável

Que tal aplicar mais uma técnica que qualificará sua produção como sustentável?

Estamos falando da adubação verde, técnica agrícola milenar que revigora as condições químicas, físicas e biológicas do solo, melhorando seus atributos e sua saúde.

Para saber mais sobre os benefícios da adubação verde acesse a loja online destinada ao pequeno e médio produtor, a EcoSeeds. Depois de se informar garanta sua credencial para uma lavoura do futuro: rentável, econômica e sustentável, adquirindo suas sementes para adubação verde certificadas pelo MAPA e com a qualidade Sementes Piraí.

Seja você também um adubador do futuro!

9jun/160

Biodiversidade e frutas nativas: parceria sustentável!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, Agroecologia, Fruticultura, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 09 de junho de 2016No Comments »
O butiá é um dos frutos nativos do RS em destaque nos projetos executados - Imagem: Embrapa.

O butiá é um dos frutos nativos do RS em destaque nos projetos executados – Imagem: Embrapa.

No início de maio os Ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Social e Agrário realizaram ações para a promoção de projetos de fruticultura nativa que estimulem a biodiversidade. Os destaques foram a Rota dos Butiazais e a Cadeia Solidárias das Frutas Nativas, com ações que aconteceram respectivamente nos municípios gaúchos de Pinhal da Serra e Vacaria.

Assinado pela Embrapa Clima Temperado (Pelotas) a Rota do Butiazais contempla ao todo três municípios da região: Giruá, Santa Vitória do Palmar e Tapes. O fruto, butiá, foi apontado como planta do futuro pelo MMA, por meio de um projeto que propõe o estabelecimento de políticas públicas na promoção do uso sustentável da biodiversidade. Uma rede de colaboradores entre prefeituras, agricultores, ONGs, artesãos, entre outros será formada para a promoção da Rota. A parte gastronômica do projeto ganhará um livro ilustrado, assinado pelo Projeto Biodiversidade para Alimentação e Nutrição.

Já a Cadeia Solidária das Frutas Nativas é cooordenada pelo projeto Ecoforte, braço da Rede Ecovida do estado. O projeto surgiu do protagonismo de agricultores ecologistas, ONGs, cooperativas e empreendimentos que empregam a filosofia da economia solidária, objetivando promover sete espécies nativas, entre elas araçá, goiaba e juçara (conhecida por açaí gaúcho) para escala comercial diferenciada, como polpa, geleias e sucos. Municípios de seis regiões gaúchas, além das cidades de Passo Fundo, Caxias do Sul e Porto Alegre fazem parte da Cadeia Solidária.

Nas ações promovidas pelos Ministérios, palestras e painel de discussões foram ministrados, tanto sobre a importância histórica da valorização do butiá, quanto sobre as ações de promoção das demais frutas nativas, ambas focando a importância na conscientização e capacitação acerca do uso sustentável da biodiversidade como fator gerador de renda para agricultores.

Fonte: Grupo Cultivar.

Frutas: como produzí-las de maneira sustentável?

Aproveitamos o gancho das ações realizadas no Rio Grande do Sul para falar sobre a sustentabilidade na fruticultura. Você sabia que é possível produzir mais, controlando doenças e pragas do solo de forma econômica?

Basta que você leve a sua produção ao encontro dos benefícios da adubação verde! Essa técnica agrícola milenar que tem suas vantagens comprovadas pela pesquisa e prática, vai de forma eficiente produzir biomassa, nitrogênio, além de estruturar o solo e reciclar seus nutrientes.

Conheça mais sobre o que adubação verde pode fazer pela seu pomar, acessando o site da nossa adubadora, Sementes Piraí, aqui.

Incorpore a sustentabilidade produtiva na sua produção, seja um adubador do futuro!

9jun/160

Inovações no atendimento ao produtor marcam presença da Sementes Piraí na 23ª Hortitec!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, Crotalária, Nematoides, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 09 de junho de 2016No Comments »

Empresa apresentará ao público novos canais de comunicação

Estande Sementes Piraí na Hortitec 2015 - Imagem: Sementes Piraí.

Estande Sementes Piraí na Hortitec 2015 – Imagem: Sementes Piraí.

A 23ª edição da Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas – Hortitec 2016 acontece entre 22 e 24 de junho, no Pavilhão da Expoflora em Holambra/SP. A feira é uma tradição no calendário de eventos agrícolas, considerada a maior e mais importante mostra da horticultura brasileira. Na edição passada, a Hortitec contabilizou 460 empresas expositoras e 28 mil visitantes.

Neste ano, a expectativa dos realizadores é concentrar mais de 30 mil visitantes, contando com mais de 400 expositores. Dentre eles está a Sementes Piraí, empresa situada em Piracicaba/SP, que há mais de 40 anos atua em prol da agricultura sustentável por meio da divulgação e comercialização de sementes para adubação verde.

Dessa vez, a proposta da empresa é apresentar ao público da feira novos canais de comunicação. Um deles é o informativo via WhatsApp, que funcionará como uma central de informações sobre o universo da adubação verde, contemplando desde a divulgação de eventos até dados técnicos, bastando ao produtor realizar um pré-cadastro para receber o informativo em seu smartphone ou tablet.

O outro canal é destinado aos pequenos produtores e consumidores finais, que desfrutarão de atendimento exclusivo. O público presente na Hortitec terá uma prévia apresentação de sua divulgação e funcionamento.

Além disso, a Sementes Piraí reforçará seu compromisso no controle de pragas e doenças do solo por meio da adubação verde, através da utilização das Crotalárias, indicando os benefícios da técnica, modos de uso e especificações por cultura. Em tempos de crise, é mais uma oportunidade para que produtores, técnicos e demais interessados na produtividade sustentável acompanhem as vantagens da adubação verde principalmente em relação à redução de custos.

A agricultura urbana será outro tema em destaque no stand da empresa, com informações e material destinados aos que utilizam a adubação verde por necessidade, seja nas hortas caseiras, comunitárias ou em projetos de educação ambiental e agrícola nas escolas, cooperativas e demais instituições.

José A. Donizeti Carlos, diretor comercial da Sementes Piraí, afirma seu otimismo para mais uma edição da Hortitec. Segundo ele, os visitantes do stand terão acesso ao universo completo da adubação verde por meio de materiais impressos, digitais, além do contato direto com os consultores da empresa. “Essa é mais uma oportunidade valiosa que nós teremos de promover a agricultura sustentável por meio da adubação verde”, conclui.

_______________________________________________________

Redação Join Agro

http://www.joinagro.com.br

 

8jun/160

08 de junho – Dia do Citricultor

Inserido em Adubar o Futuro, Agricultura, Citricultura, Piraí Sementes, Sustentabilidade por Admin em 08 de junho de 2016No Comments »

diadocitricultor_sementespiraí

Não podíamos passar o dia sem prestar nossos cumprimentos a esses agricultores que cooperam para #adubarofuturo das lavouras de limão, laranja, tangerina, entre outros citros!

Nossos parabéns partilhados pela homenagem da nossa adubadora, Sementes Piraí.

 

7jun/160

Tecnologia educativa!

Inserido em Adubação Verde, Adubar o Futuro, Agricultura, Piraí Sementes, Recuperação de áreas degradadas, Sustentabilidade, tecnologia por Admin em 07 de junho de 2016No Comments »
Ilustração extraída do vídeo - Imagem: Embrapa.

Ilustração extraída do vídeo – Imagem: Embrapa.

Tecnologia educativa em prol da agricultura: a Embrapa Tabuleiros Costeiros, de Aracaju, lançou em meados de abril uma animação que ensina passo-a-passo a fazer um terraceamento, conhecido popularmente como curva de nível.

Basicamente, a curva de nível forma barreiras com declive objetivando reter as águas da chuva, formando o que é chamado de camada fértil, evitando a erosão do solo. A ação é uma forma de manter a produtividade do terreno, uma vez que a dita camada fértil conserva os nutrientes necessários para a saúde do solo e o pleno desenvolvimento da cultura.

A ideia de criação da animação surgiu da observação, principalmente em áreas recém instaladas com a monocultura do milho, do plantio “morro abaixo”. Tal método é considerado equivocado pelos pesquisadores, uma vez que a ação cria caminhos para que a água passe em velocidade e acumule o solo morro abaixo, lavando a parte fértil e promovendo a erosão, causando até o assoreamento de mananciais.

Todo o processo de concepção da animação foi feita pelo Núcleo de Comunicação Organizacional da Embrapa Tabuleiros Costeiros. A ação é parte integrante do projeto ConservaSolos, que objetiva estimular os produtores a praticar ações conservacionistas do solo. Outros vieses do projeto são a reintrodução de áreas degradadas ao sistema produtivo, a conservação em simultaneidade com a produção, além da realizações de pesquisas.

Para assistir ao vídeo com o passo-a-passo do terraceamento clique aqui.

Fonte: Agrolink.

Conservar solos é função da adubação verde

Você sabia que a adubação verde, além de conservar, promove a melhoria da saúde produtiva do solo?

Quer saber como?

Acesse o site da Sementes Piraí e tenha acesso ao universo da adubação verde. Informe-se e conduza novos tempos sua plantação: mais rentáveis, econômicos e sustentáveis.